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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Cigana Soraya

 Cigana Soraya


Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e textoEmbaixo de uma árvore frondosa e afastada do acampamento, encontraram a cigana Soraya aos prantos com um bebê no colo. Naquela época fazia muito frio na Dinamarca, mas o neném parecia estar muito bem aquecido. Já não eram lágrimas de dor e talvez nem tudo estava perdido…

Casou-se bem cedo, possuindo todos os dotes que uma virgem cigana deveria ter. Como de costume, a noiva passou a pertencer à família do noivo, mas para a surpresa de todos, os dois clãs decidiram se unir, da mesma forma que se uniram Soraya e Karlon. No astral, iniciava-se mais uma jornada, onde oportunidades estavam sendo dadas a todos esses espíritos, pois para a misericórdia Divina nada se perde e tudo se transforma.

Até que, numa gélida e escura manhã de inverno, tiveram a confirmação através de umas das shuvanis do clã… Soraya tinha “ventre seco”. Logo ela, tão bela e formosa! – alguns falavam. Desgraça! – outros diziam. Ela foi amaldiçoada! – murmuravam. A única coisa que Soraya pensava era fugir dali, pois não existia mal pior do que esse para uma cigana. Sabia que iria ser repudiada, mas não suportaria ser condenada pelo marido também, o qual aprendeu amar e respeitar.
Enquanto os mais velhos preparavam a Kris-Romani, uma espécie de tribunal onde julgava casos como esse, ela conseguiu fugir. Correu, correu, correu… Já não tinha mais fôlego quando se deixou cair aos pés daquela árvore. Vários ciganos foram atrás dela, mas não a encontraram… Estava tão desesperada e esgotada que nem percebeu quando uma carruagem parou ali perto. Uma senhora, que mais parecia uma serviçal desceu e atirou em seus braços aquela inocente e indefesa criança sem ao menos dizer uma palavra. Fitando aquele lindo bebê, Soraya compreendeu que a alma é muito mais importante do que o corpo, pois a alma é eterna e o corpo apodrece. Mergulhou no azul dos seus delicados olhos e voou. Voou como se estivesse na imensidão do céu… Olhou para a carruagem, a qual já se desmanchava no horizonte. Ainda pode ver o brasão, que parecia ser de família nobre, mas não se importava com mais nada. Algumas crianças do clã, que estavam acostumadas a brincar por ali, a encontraram e quando levou novamente seu olhar para a carruagem, aquietou seu coração… Não era uma carruagem, era Santa Sara Kali, a mãe dos ciganos…

Retornou para o acampamento com as crianças, que viram tudo que tinha acontecido ali. O julgamento já estava sendo finalizado, mesmo sem a presença dela, quando pediu licença para falar, ainda com o Felipe nos braços. As ciganas não conseguiram conter as crianças, pois começaram a relatar tudo que viram. Deram permissão para que ela falasse, até porque queriam saber de onde vinha aquela criança. Seu marido ficou feliz quando a viu, pois compreendia e aceitava aquela condição de esterilidade, não concordando com a decisão da Kris-Romani. Na verdade, já tinha aceitado até mesmo antes de reencarnar e trazia isso em seu inconsciente.

A fé em Santa Sara Kali atravessou os mares mesmo durante as tempestades, transformou a tradição e ensinou a amar acima de tudo…
Felipe cresceu e parecia ter sangue cigano nas veias… Com ele, todos aprenderam que liberdade é muito mais do que imaginavam; que a liberdade vai além da matéria e que a liberdade vem da alma!

Mudanças são necessárias para que possamos evoluir, mesmo que seja através da dor. Cada um é responsável pelo seu baji, ou seja, destino; sempre de acordo com a semeadura.

Espíritos que num passado remoto se uniram para disseminar a “raça pura”, ontem se uniram para celebrar a união, dos noivos e dos clãs… O cigano Felipe, porta voz da “purificação da raça” de outrora; ontem de pele clara e olhos azuis se destacava entre os ciganos de sangue e de peles avermelhadas, aprendendo e ensinando que todos são irmãos, filhos do mesmo Pai.

Soraya se conformou, compreendeu e lutou, aproveitando a oportunidade que lhe foi dada. Arrependeu-se e pediu perdão por que ainda trazia em seu perispírito os abortos provocados em outras vidas, juntamente com o seu antigo cúmplice, o cigano Karlon. Transformou-se em uma linda cigana, curandeira das crianças, sempre com o Karlon ao seu lado.

Como disse o Mestre Jesus, nenhuma ovelha irá se perder!

Optcha!!

Por: Acampamento Rubi do Oriente

terça-feira, 6 de abril de 2021

CIGANA SORAYA

 


Pode ser uma imagem de 1 pessoa e ao ar livreSua vida apesar de curta foi muito bem vivida. Sua caravana vinha em meio aos mares, sua dança fascinava quem a visse, gostava de dançar com seus vestidos e lenços coloridos, ricos em detalhes. 💜

Apesar de sua inocência, por onde ela passava encantava os homens, mas ela tinha um grande amor "Wladmir" ela dançava ao som de seu violino e mesmo sendo um amor proibido seus olhos se entrelassavam e seus corações batiam apaixonados, loucos para viver intensamente esse sentimento avassalador que as vezes sufocava dentro do peito, mas essa paixão despertava inveja.💃

Zoraya era prometida ao Cigano Rei, ele era o chefe de seu bando, Wladmir por sua vez era seu mandalete, seu braço direito, mas a inveja veio de outro lado, do lado do mal da Cigana Maribo. Maribo era uma cigana mais velha que não se conformava com o casamento de Zoraya e apesar de cria-la como sua filha, já que ela perdeu sua verdadeira mãe ao nascer, não conseguiu enxergar nada além de sua inveja pela jovem cigana, Maribo tinha uma enorme paixão pela cigano Rei que não correspondia seu amor.
Cigano Rei sabia de seus sentimentos, mas queria muito casar-se com Zoraya que era seu verdadeiro amor, Wladmir e Zoraya sofriam calados por não poderem viver sua história, sendo assim, em uma bela noite de lua cheia em uma de suas viagens de caravela o mar calmo e sereno, embalado apenas pelo som dos violinos e castanholas em meio a música que faziam suas saias rodarem velozmente um som estranho invade a caravela destruindo toda sua alegria e encanto, som de tiros e explosões assustaram a cigana que tentou refúgio perto de sua tão adorada mãe adotiva que aproveitando a confusão empurrou Zoraya ao mar matando a cigana convencendo-se de que seria a oportunidade de casar-se com o Rei, mas ao ver Zoraya caindo no mar Wladmir e Rei ergueram suas espadas e jogaram-se para morrer com seu grande amor!💐

Zoraya morreu aos 17 anos ingênua e inocente dos sentimentos de seus semelhantes e hoje é um espírito iluminando que protege a todos aqueles que apesar de sofrerem desgostos na vida não desejam o mal de ninguém, sua cor é lilás e roxo. 💜
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Fonte Cigana Zoraya