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sexta-feira, 29 de outubro de 2021

IANSÃ

 IANSÃ


Pode ser uma imagem de 1 pessoaEm todas as passagens do Evangelho de Jesus podemos identificar a vibração dos orixás, conforme descrevemos a seguir:

Iansã é o movimento, a necessidade de mudança, de deslocamento. Representa a rapidez de raciocínio (o raio), a coragem, lealdade e franqueza. Higieniza os pensamentos; atua nos campos santos, em auxílio aos desencarnados, e no despertar da consciência. Está ligada à orientação e à educação. Representa a luta contra as injustiças. Sua propensão é trazer equilíbrio às ações humanas. Atua junto com Xangô na Justiça, na aplicação da Lei Cósmica. Quando o Mestre Jesus referiu-Se aos que estavam dispostos a apedrejar uma mulher adúltera em praça pública, dizendo-lhes: "Aquele que estiver sem pecado, que atire a primeira pedra", todos foram saindo em silêncio e O deixaram a sós com ela. Então, Ele a olhou bem no fundo de seus olhos e lhe disse: "Vá e não peques mais, para que não te aconteça coisa pior!". Nesse momento, o Mestre manifestou novamente o "não julgar", a reflexão, a oportunidade de recomeçar e a necessidade de mudar de atitudes, para poder prosseguir na caminhada evolutiva.
Em outra passagem do Evangelho, diz Jesus: "Não vim trazer a paz, mas a divisão. Vim para lançar fogo à Terra; e o que é que desejo senão que ele se acenda?". Essa é uma atuação clássica da energia de Iansã, simbolizada no raio, como força da natureza.
A idéia nova de Jesus encontrou resistência, incompreensão; trouxe à luz as verdades divinas sobre o reino dos céus, e incomodou a crença materialista de Sua época, que submetia o povo à violência e abusos das mais variadas ordens. Quando "imolaram o homem" no martírio da cruz, pensaram que haviam resolvido a questão, mas a idéia de Jesus permanece até hoje, Seu chamado continua sendo A Boa Nova, a conquista do espírito sobre a matéria, a liberdade de ser, e não a escravidão do ter, a comunhão com o Criador, irradiando amor incondicional sobre todas as criaturas e a natureza. Ela nos instrui sobre as dificuldades dentro da própria família, as incompreensões por estarmos reunidos na carne, mas com etapas evolutivas diferentes, não partilhando da mesma crença. Iansã é o fogo, posto que a mediunidade é um fogo sagrado, um dom que nos foi ofertado por Deus para corrigir nossas imperfeições e nos ensinar a amar e a servir com humildade.
É o fogo da Criação, a capacidade de superar-se, porque as leis cósmicas não permitem estagnação por muito tempo: exigem a nossa evolução, ou seja, o potencial divino que habita cada ser necessita ser externado como chama viva, e não vibrar como brasa que não é alimentada, ou fagulha que se apaga. Por isso, temos o livre-arbítrio para escolher entre servir e amar, ou simplesmente ser uma criatura acomodada e ociosa.
A escolha é inteiramente nossa, e a responsabilidade também.
A pressa de que o fogo se acenda é para que haja a transformação do homem, para que cessem as guerras e as divisões internas e externas, visto que a paz nasce dentro do coração do ser. E segue Jesus, no Sermão do Monte: " Bem-aventurados os pobres e os aflitos...". "Bemaventurados os pacíficos e os simples de coração...". "Bem-aventurados os sedentos de justiça e misericórdia...". É o despertar do homem de bem.

RAMATÍS/ NORBERTO PEIXOTO - UMBANDA PÉ NO CHÃO

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CONHECENDO OS FALANGEIROS DE IANSÃ






    Mais uma vez vamos falar de Falangeiros, dessa vez vamos falar dos
Falangeiros de Iansã, a Orixá guerreira, deusa dos ventos e
tempestades.

    Sempre friso que os Falangeiros são Entidades que estão somente
abaixo do Orixá. Eles comandam as legiões de Entidades e Espíritos que
se afinizam na vibração do Orixá que os governa.

    E os Falangeiros de Iansã, que também chamamos de Oyá, vem
relacionados da seguinte forma:

Egunitá, Onira, Balé, Biniká, Senó, Abomi, Gunán, Bagán, Kodun,
Maganbelle, Yapopo, Onisoni, Bagbure, Topé, Filiaba, Semi, Sire,
Funán, Furé, Guere, Toningbe, Fakarebó, De, Min, Lario, Adagangbará.

    Esses Falangeiros vem em irradiação com Iansã e vibração ou
fundamento com os seguintes Orixás:


Oyá Egunitá: Vem em vibração ou fundamento com Oxalá, Ogum, Oxossi e
Nanã Buruquê.

Oyá Onira: Vem em vibração ou fundamento com Oxum, Ogum, Oxaguiã e
Obaluaiê.

Oyá Balé: Vem em vibração ou fundamento com Oxalá, Omulú e Nanã
Buruquê.

Oyá Biniká: Vem em vibração ou fundamento com Oxumaré, Oxum e Omulú.

Oyá Senó: Vem em vibração ou fundamento com Iemanjá, Oxumaré e Xangô
(Airá)

Oyá Abomi: Vem em vibração ou fundamento com Xangô e Oxum.

Oyá Gunán: Vem em vibração ou fundamento com Omulú, Xangô, Ogum e Exú.

Oyá Bagán: Vem em vibração ou fundamento com Oxossi, Ossãe, Ogum e
Exú.

Oyá Kodun: Vem em vibração ou fundamento com Oxum, Nanã Buruquê,
Iemanjá e com Oxaguiã.

Oyá Maganbelle: Vem em vibração ou fundamento com Xangô e Iroko.

Oyá Yapopo: Vem em vibração ou fundamento com Obaluaiê.

Oyá Onisoni: Vem em vibração ou fundamento com Omulú.

Oyá Bagbure: Não vem em vibração ou fundamento com nenhum Orixá.

Oyá Topé: Vem em vibração ou fundamento com Oxum, Xangô, Ogum e Exú.

Oyá Filiaba: Vem em vibração ou fundamento com Omulú.

Oyá Semi: Vem em vibração ou fundamento com Obaluaiê.

Oyá Sire: Vem em vibração ou fundamento com Ossãe e Xangô (Airá).

Oyá Funán: Vem em vibração ou fundamento com Oxalá, Nanã Buruquê, Ogum
e Omulú.

Oyá Furé: Vem em vibração ou fundamento com Nanã Buruquê, Oxalá, Omulú
e com a própria Iansã.

Oyá Guere: Vem em vibração ou fundamento com Ogum e Omulú.

Oyá Toningbe: Vem em vibração ou fundamento com Ogum, Exú e Omulú.

Oyá Fakarebó: Vem em vibração ou fundamento com Bará e Ogum.

Oyá De: Vem em vibração ou fundamento com Obaluaiê/Omulú, Oxossi e
Oxum.

Oyá Min: Vem em vibração ou fundamento com Exú, Omulú e Ogum.

Oyá Lario: Vem em vibração ou fundamento com Omulú, Ogum e Exú.

Oyá Adagangbará: Vem em vibração ou fundamento com Bará (Exú)

    Falaremos resumidamente sobre as características de cada um
desses Falangeiros de Iansã, para entendermos como se apresentam em
trabalho.

Oyá Egunitá: Tem como característica uma forma madura, nem muito
jovem, nem muito idosa. Do reino das Igbalés (Iansã ligado as Almas),
essa Falangeira tem um culto ligado aos eguns. É ela que encaminha os
espíritos arrependidos ao encaminhamento, pois ela caminha com os
mortos.

    Tem sua roupagem nas cores amarelo e branco. Traz nas mãos uma
espada de ouro, na qual abre caminho para encaminhar os espíritos
perdidos.

    Dizem que todo vento que atravessa o bambuzal e conduzido por Oyá
Egunitá, e quando se ouve o zumbido desse vento, é essa Falangeira
que está encaminhando os espíritos caídos.

Oyá Onira: Falangeira de característica jovem, arrojada e ao mesmo
tempo guerreira e doce (dependendo da vibração que venha).

    Ela é vista muitas vezes como uma ninfa das águas doces, as vezes
se confundindo com as outras Falangeiras por ser uma grande guerreira
igualmente.

    Oyá Onira tem uma ligação fortíssima com Oxum, e a lenda diz que
foi essa Falangeira que ensinou a Oxum Apará a lutar.

    Sua roupagem vem nas cores coral e amarelo, podendo ser também
totalmente rosa. Tem nas mãos uma espada curta e uma longa, na qual
utiliza ao chegar em Terreiros ou roças para seu trabalho de caridade.

    É vista como uma rainha dentre as Falangeiras de Iansã, sendo
respeitada como tal.

    Muitos a temem pela ligação com Ogum (guerreiro), Obaluaiê
(varíola) e Oxaguiã (poder).

Oyá Balé: Falangeira de forma e característica idosa. Também conhecida
como Gbalé. É aquela que retorna a terra, a Deusa dos mortos, a
senhora dos Eguns, ou a senhora dos cemitérios.

    É ela que tem domínio sobre os mortos para fazer o encaminhamento,
mostra o caminho as Entidades resgatadoras, e demonstra o
entendimento a quem busca por ele.

    Nunca se deve vestir essa Falangeira de vermelho, pois isso poderá
trazer quizilas, por sua ligação com Egum. Sua roupagem deve ser
totalmente na cor branco.

    Ao chegar em Terreiros ou roças, essa Falangeira dança como se
estivesse expulsando os espíritos errantes do ambiente onde se
encontra. Dizem que ela manda esses espíritos ao encontro de Omulú
para que ele os encaminhem fora do trabalho de caridade, para que
assim o trabalho não seja prejudicado.

Oyá Biniká: De formas e características não muito jovem, mas também
não muito idosa, essa Falangeira é conhecida como a Senhora dos ventos
quentes.

    Tem uma ligação muito especial com Oxum, e sempre se apresenta em
Terreiros e Roças trazendo a Falangeira dessa Orixá, Oxum Apará, na
qual tem um trabalho muito semelhante, e uma ligação espiritual
constante em prol da caridade.

    Sua roupagem vem nas cores azul escuro, amarelo, com detalhes em
preto e verde raiado de amarelo. Traz nas mãos uma espada, na qual
faz sua dança utilizando esse instrumento, fazendo assim que muitas
pessoas a confundam com Oxum Apará.

Oyá Senó: Também conhecida como Sinsirá, essa Falangeira De
características e formas jovem, tem um modo carismático de se
demonstrar, fazendo de seus consulentes verdadeiros protegidos.

    Uma Falangeira raríssima de se apresentar em Terreiros ou Roças,
sendo quase uma benção para aqueles que tiveram a sorte de um dia
poderem ver seu trabalho de caridade.

    Sua roupagem se consiste nas cores azul claro, marrom e amarelo
raiado de verde claro.

Oyá Abomi: Também conhecida como Oiá Bomin, é uma Falangeira de forma
e característica bem jovem. além de guerreira, se utiliza da razão e
da justiça para realizar seus trabalhos de caridade.

    Sua roupagem vem nas cores amarelo, azul anil e marrom em
detalhes. Traz nas mãos três pequenas conchas, na qual faz a limpeza
em seu consulentes com elas.

Oyá Gunán Falangeira que também pode ser conhecida como Gigan, tem
como característica a forma madura, trazendo a sabedoria no olhar
profundo.

    Tem um modo muito particular de chegar a Terreiros e Roças, as
vezes chega com uma grande força jovial, trazendo uma vibração a
muitos Médiuns que tenham na coroa a Orixá Iansã. Essa forma mais
rápida de chegada se consiste no momento de vibração com Exú. Caso
sua vibração do momento se consistir com Omulú, sua chegada vem mais
pesada, devagar, e muitas das vezes sem a dança tradicional.

    Sua roupagem vem na cor Marrom, com detalhes em vermelho e preto.
Algumas vezes pode ter nas mãos duas cabaças, na qual se dizem trazer
espíritos errantes, que ´por ela foram presos, para não trazer mazelas
para o trabalho de caridade a consulentes.

Oyá Bagán: Falangeira de características e formas muito jovial. Grande
guerreira, audaciosa, batalhadora, e que não deixa uma pergunta sem
resposta.

    Grande Deusa dos ventos estreitos corrente por entre as matas,
e essa Falangeira não admite que mencionem a ela algo injusto, não
aceita ouvir sequer palavras que vão contra os semelhantes.

    Se veste na cor amarelo e verde, com muitos detalhes em vermelho
e preto. Tem um capuz cobrindo a cabeça, para demonstração que essa
Falangeira não a tem. Nas mãos pode trazer uma espada curta ou um arco
e flecha, dependendo da vibração maior que esteja presente.

    Sua chegada em Terreiros e Roças se consiste em movimentos fortes
e rápidos, deixando muitas vezes algumas pessoas em dúvida, por
parecer a chegada de Exú.

Oyá Kodun: Falangeira de forma e característica jovem/madura, que
vibra sobre as águas. Protetora de seus filhos, amável e carinhosa.
Porém em algumas vezes pode vir de forma mais radical, com palavras um
tanto mais duras para alertar a seus consulentes.

    Como uma mãe protetora, sabe muito bem a hora de acariciar e a
hora de mostrar o erro.

    Sua roupagem vem nas cores amarelo, azul, com detalhes em roxo e
branco. Sua dança de chegada se consiste em erguer as mãos, e puxar
para si, como se estivesse buscando as forças de Oxalá para seu
trabalho de caridade.

Oyá Maganbelle: Também conhecida como Oyá Agangbele, tem como
característica a forma madura/idosa. Se utiliza da justiça e do tempo
passado, presente e futuro para seus trabalhos de caridade. De
semblante fechado, sem muitas palavras, se faz presente em Terreiros e
Roças sem a dança tradicional nas chegadas ou partidas. Aprecia o
silêncio, e demonstra irritação a aqueles que não entendem que tudo
tem o tempo certo de acontecer.

    Muitas Médiuns que tem essa Falangeira na coroa, possivelmente
terão dificuldades para engravidar, pois e nessa qualidade que é
demonstrado o qual a dificuldade para a gestação.

    Tendo essa Falangeira na coroa, e desejando engravidar sem
preocupações, se deve fazer um firmamento aos pés de uma grande
árvore, para que assim a gestação seja protegida.

    As vestes dessa Falangeira se consiste nas cores Marrom, amarelo e
branco, com detalhes em palha da costa.

Oyá Yapopo: Falangeira de forma e característica jovem. Tem grande
ligação com Obaluaiê, e nele vibra quando tem sua chegada em
Terreiros e Roças.

    Seu modo de trabalho é virado a cura de doentes, e traz nas mãos
uma pequena cruz em madeira, na qual faz limpeza em consulentes
tomados por males físicos.
    Sua roupagem é na cor branco com bordas em amarelo.

Oyá Onisoni: Falangeira de característica e forma idosa. De palavras
curtas, sem expressão na face, não se apega a conversas
desnecessárias, fazendo seu trabalho de uma forma lenta, calma,
serena, isso se caso o consulente não expressar algo que venham fora
da regra da religião, como pedir mal a semelhantes, ou amarrações de
diversas formas.

    Essa Falangeira tem um trabalho especial em encaminhamento e busca
de espíritos desencarnados. Tem como finalidade buscar e levar
espíritos errantes, para que não fiquem rondando nas caminhadas de
consulentes.

    Sua roupagem é nas cores amarelo e preto, tendo detalhes em
branco.
    Sua forma de chegada e partida de Terreiros e Roças é de forma
lenta, pesada, de fronte voltada ao chão.

Oyá Bagbure: Como não tem ligação ou fundamentos com nenhum Orixá,
essa Falangeira tem várias formas e características, podendo se
apresentar na forma jovial ou idosa.

    Seu trabalho é exclusivo ao culto de Egunguns, chamado de, Bamila
Âçô Eró Olufon. Sua roupagem é totalmente branca. E muito pouco vem em
Terreiros e Roças.

Oyá Topé: De formas e característica muito jovem, Oyá Topé é uma
Falangeira de extremo conhecimento que vai da paz a guerra no mesmo
instante. Tem um jeito carismático e de grande teor de inteligência.

    Dizem que essa Falangeira mora no templo onde reside Oxum e Exú, e
por isso sempre que vem a terreiros e roças, traz os dois junto a si.

    Em alguns casos a Oyá Topé é vista como uma Igbalé. E também pode
ser conhecida como Yatopé, ou Tupé. Tudo depende da região.

    Sua roupagem vem na cor branco, azul, marrom, com detalhes em
vermelho raiado de preto.

    Traz nas mãos uma espada curta e uma longa, que dança mostrando e
cruzando ambas. Isso para demonstrar que está ali tanto para a paz
quanto para guerra, claro que isso se referindo aos espíritos sem luz.

Oyá Filiaba: De forma e característica muito idosa, essa Falangeira vem
com passos pesados, lentos, de corpo um tanto curvado.

    Ligada diretamente a encaminhamento dos desencarnados, tem como
finalidade principal a demonstração de entendimento as almas recém
desencarnadas, caso essas não compreendam a nova situação.

    Tem suas vestes em cores branco e preto, raiadas de amarelo nas
bordas. Traz nas mãos uma pequena cruz de madeira, e tem em seu
semblante um ar de seriedade intenso. Nunca se viu essa Falangeira
esboçar um ar de sorriso, tem seu olhar muito penetrante, e algumas
vezes a vemos olhando para o vazio. Muitos dizem que nessa condição,
Oyá Filiaba está mostrando os caminhos a serem seguidos, pelos
espíritos errantes, que possam estar tentando atrapalhar uma Gira de
caridade.

Oyá Semi: Falangeira de característica e formas jovens. Pela sua ligação
ou fundamento com o Orixá Obaluaiê, tem o domínio das doenças e pestes.

    Suas vestes são nas cores amarelo e preto. Sua chegada em terreiros
ou roças vem de uma forma mais agitada,, com uma dança na qual levanta e
abaixa os braços, que quando no movimento de abaixar os braços, faz como
se puxasse algo para si. Dizem que seria a captura de males dos corpos
dos filhos presentes no ambiente religioso.

Oyá Sire: De formas e características jovem/madura, Oyá Sire tem como
finalidade principal questionar as coisas que acredita estar erradas,
tanto na casa onde vem, como nos pedidos de consulentes. Caso os
argumentos sejam satisfatórios, essa Falangeira faz de tudo, possível e
impossível para ajudar. Mas se caso os argumentos pedidos não respondam
as questões de Oyá Sire, não adianta pestanejar, pois a conversa acabou
naquele ponto.

    De grande inteligência e de enorme experiência em manipulação das
ervas, essa Falangeira sempre está presente na irradiação de outras
Falangeiras de Iansã, caso necessário ter algum tipo de auxílio com
ervas e raízes.

    Suas vestes vem nas cores marrom, amarelo e verde, raiadas nas
bordas de branco.
    Traz nas mãos o símbolo de Ossãe, na qual tem imensa ligação, esse
símbolo seria um Ferro com sete pontas com um pássaro na ponta central.
(Representa uma árvore de sete ramos com um pássaro pousado sobre ela).

Oyá Funán: Falangeira de característica e forma madura/idosa. De grande
poder, e imensa demonstração de força sobre tudo que venha a trabalhar
em prol da caridade.

    Senhora dos grandes ventos, deusa do interior dos bambuzais, força
superior que demonstra a rapidez de chegar da guerra a paz em pouco
tempo.
    Oyá Funán também pode ser conhecida como Igbalé Fumán ou Afefe Yku
Funan, a senhora do fogo e dos ventos da morte.

    Também encaminhadora de desencarnados,
    Suas vestes vem na cor branco, preto, com bordas raiadas de
vermelho e roxo.

    Sua chegada em terreiros e roças podem ser divididas em atos e ações
rápidas, ou em passos e dança pesadas. Tudo vai depender do Orixá que
está lhe acompanhando no momento do trabalho.

Oyá Furé: De característica madura mas de forma jovem, essa Falangeira é
guerreira, forte e poderosa nas ações contra as mazelas levadas as casas
espiritualistas. Pode ser conhecida também pelo nome de Oyá Tanan. É ela
que recebe os desencarnados na passagem da vida para a morte.

    Suas vestes vem na cor branco, por cima dessa roupagem tem palhas da
costa cobrindo a maioria dessas vestes.

    Ela usa uma foice na mão esquerda e um eruexim na mão direita. Chega
em terreiros e roças dançando como se estivesse carregando na cabeça uma
enorme cabaça.

    Em suas vestes são penduradas pequenas cabaças, e no tornozelo
direito uma pulseira de aço.

    Tem ligação direta com culto aos Eguns, pois ela preside a vida e a
morte.

Oyá Guere: De forma e característica madura/idosa, essa Falangeira é
extremamente guerreira e poderosa.
    Conhecida também como Logunere, essa Falangeira é um tanto temida
pela sua ligação com a força da guerra e a destreza da morte.

    Ao chegar em terreiros e roças, vem de uma forma sagaz, dançando de
uma forma como em ataque o tempo todo. Dizem que essa forma de dança
equivale aos ataques a espíritos obsessores que possam atrapalhar a
jornada dos trabalhos de caridade. E ela usa a força de Ogum com a
própria força de Iansã para esse ataque, e a sabedoria e o
encaminhamento do Orixá Omulú para levar para longe do ambiente essas
forças obscuras.

    Suas vestes vem nas cores amarelo ouro, vermelho e bordas raiadas em
preto. Traz nas mãos uma espada longa, na qual usa nas suas danças de
desobsessão

Oyá Toningbe: Forma e característica jovem/idosa, essa Falangeira tem
uma ligação muito grande com Exú e Ogum, também tendo ligação com Omulú,
fazendo disso então uma grande legião de força e poder
para vencer mazelas e pelejas.

    Elas estão ligadas ao culto dos mortos, assim como algumas outras
Falangeiras de Iansã, tendo a diferença da ligação com Exú e Ogum,
fazendo assim o trabalho de limpeza das cargas deixado por espíritos
errantes ficarem muito mais intensos.

    Ao chegar em Terreiros e Roças, essa Falangeira dança parecendo
expulsar os obsessores com os braços.

    Suas vestes vem na cor vermelho, com bordas pretas, raiadas na cor
branco.

Oyá Fakarebó: De característica e forma muito jovem, essa Falangeira tem
como finalidade principal guerrear, vencer sempre. e essa guerra
constante contra espíritos sem luz, nunca termina, pois como diz essa
Falangeira, são os sentimentos humanos que dão forças a esses
espíritos.

    Oiá Fakarebó, também pode ser conhecida como Fakarebô, ela não é
feita em seus eleitos. Dizem que é a verdadeira senhora dos Ebós, a
lenda diz que é a ela que se é entregue todos os Ebós feitos por seus
filhos.

    Tem uma ligação extrema com Exú e Egum, todos seus rituais são
feitos no morim (tipo de pano), cabaças (vasilha feita da casca da
abóbora depois de seca) e porrões (artefato de barro).

    Sua chegada em Terreiros ou Roças é de uma forma agitada, rápida,
dançante, rodopiante, modo raramente visto em outros Falangeiros.

    Tem atos e ações rápidos, que muitas vezes deixa até os consulentes
apreensivos.

    Sua roupagem vem nas cores preto e branco, raiado de vermelho nas
bordas.

Oyá De: Falangeira de característica jovem/idosa, tem grande ligação
com o momento inicial de uma doença física, até o momento da morte. Pela
sua ligação extrema com o Orixá Obaluaiê (forma jovem do Orixá) e Omulú
(forma idosa do Orixá), a Oyá De, tem esse controle sobre os males
físicos e desencarne.

    Sua roupagem é na cor branco, podendo em alguns casos terem as
bordas em azul anil e verde. Tem nas mãos duas cabaças, na qual traz e
leva as doenças.

    Ao chegar em Terreiros e Roças, essa Falangeira vem em uma dança
constante, girando, com as duas cabaças nas mãos.

Oyá Min: De característica e forma madura. Encaminhadora de Eguns,
guerreira que luta contra espíritos errantes.

    De poucas palavras, de olhar que se fixa no olhar de seu consulente,
como se estivesse vendo a alma de cada um. Não aceita a falsidade e nem
as mentiras. Caso seja colocado algum pedido, na qual o consulente tente
esconder algo relevante, essa Falangeira o olha bem no fundo dos olhos e
questiona o porque daquele ato.

    Quando chega nos Terreiros e Roças, chega de uma forma extrovertida,
mas sempre se focando em algum ponto da casa. Dizem que seria para
colocar nesse ponto todos os espíritos errantes, para quando levá-los
para o encaminhamento, levaria todos de uma só vez.

    Tem suas vestes nas cores amarelo ouro ou toda preta, podendo também
ser na cor preto com bordas em vermelho e branco. Traz nas mãos uma
espada longa, na qual em sua dança, guerreia contra todos os males.

Oyá Lario: Falangeira de característica e forma de idosa para jovem.
Tendo seu maior tipo, a forma jovem, pela sua ligação extrema com Exú.
Sendo Exú também quem domina o modo de roupagem, de chegada em
Terreiros e Roças.

    Tem um jeito extremamente extrovertido, falante, sorridente em suas
consultas de caridade. Está sempre se mexendo, falando com um e com
outro ao mesmo tempo que conversa com seu consulente.

    Não é difícil ver essa Falangeira parar uma consulta no meio para ir
ao centro do Terreiro dançar ao sons mágicos do atabaque. E logo que faz
sua performance, retorna a seu trabalho, sobre os olhares encantados de
todos os consulentes presentes.

    Sua roupagem vem nas cores vermelho e preto, muitas das vezes tem as
bordas raiadas em amarelo ouro.

    Nunca deixa um consulente sem resposta, mesmo que não seja a
resposta que o consulente deseja ouvir.

    Para essa Falangeira o que interessa é o entendimento das coisas, e
se caso um consulente pedir algo, esse algo for levar esse consulente a
um caminho de escuridão, ele será avisado com todos os detalhes, e se
mesmo assim esse consulente teimar com esse pedido, Oyá Lario vai ficar
mostrando a todo custo a cobrança que esse consulente sofrerá, até ele
entender.

Oyá Adagangbará: De forma e característica jovem, grande ligação com
Exú, essa Falangeira por muitas vezes se confunde com Oyá Lario, pois
tem características, forma de chegada em terreiros e roças, e até
roupagem muito parecido com a Falangeira Lario.

    A diferença maior se consiste em uma espada curta dourada, que Oyá
Adagangbará traz na mão esquerda, na qual gira enquanto dança. O
restante dos detalhes são praticamente iguais a Falangeira Oyá Lario.


    Essas são as Falangeiras dessa poderosa e linda Orixá, que
descrevemos resumidamente, pois precisaríamos muito mais que um texto
para descrever tamanho poder dessa linha de falangeiros.

    Saravá a Falange de Mãe Iansã!

Eparrei Bela Oiá!

Carlos de Ogum.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

OS FILHOS DE IANSÃ





Os filhos de Iansã são pessoas que chamam a atenção por sua postura física alongada e imponente. Alegres, fortes e muito carismáticos, atraem as pessoas como abelhas ao mel. Para eles, não ser o centro das atenções é o fim. Sentem grande necessidade de serem paparicados, elogiados e conseguem isso com facilidade, principalmente porque são pessoas agradáveis de conviver. Às vezes, são temperamentais e por qualquer coisa brigam e explodem.

Como não temem perder suas amizades, falam o que desejam, sem pensar nas conseqüências. Seus amigos mais íntimos aprendem a conviver com seu gênio e se divertem, afinal, por insistir em muitas coisas é que consegue benefícios para si e para os outros.
Seu espírito aventureiro faz com que quem se apaixone por um regido de Iansã, viva constantemente com medo de perde-la. 


Apesar de não se entregar à traição quando está apaixonada, não resiste em fazer jogos de sedução com terceiros, o que faz com que a pessoa amada se sinta desvalorizada. Para conviver com um regido por Iansã, é preciso ter nervos fortes e saber ser dura (o), pois eles não gostam de pessoas meladas que se mostrem dependentes de seu amor. Precisam sentir que podem perder essa pessoa, por isso é importante fingir que não liga para qualquer tipo de joguinhos de sedução. Demoram a formar família e, quando o fazem, não deixam que o casamento tire sua liberdade. O problema é que, diante das crises, fazem verdadeiras tempestades e podem passar dias sem falar com quem ama, até sua intensa raiva passar.Não são muito dados ao diálogo.[


Sua grande força e energia podem ser percebidas no trabalho. Fazem tudo com muita dedicação e sempre com o objetivo de alcançar um cargo melhor, de preferência de comando. Seu atrevimento faz com que os chefes fiquem sempre atentos ao que fazem e, como não são bobos, acabam mostrando seus talentos nas horas que ninguém espera. Seu jeito impulsivo também faz com que perca boas oportunidades, mas como não tem medo do amanhã, acabam fazendo o universo trabalhar a seu favor.


Como seus sentimentos são sempre intensos, parecem uns vulcões a explodir, podem sofrer com graves alergias e problemas no aparelho respiratório; isso porque, emocionalmente, não conseguem lidar bem com o mundo. É como se tivessem sempre à frente de seu tempo. Devem procurar relaxar, fazendo mais viagens sempre junto à natureza e buscar expandir o lado espiritual e lembrar sempre de que não conseguem comandar o mundo.


Os filhos de Iansã são pessoas agitadas, ciumentas, irrequietas, autoritárias, são dóceis e intempestivas a um só tempo. São audaciosos, alegres, líderes, vaidosos, sendo ainda irritáveis e vingativos; perseguem seus desejos, são impacientes e ficam logo com raiva, são diretos no que querem, e não escondem sentimentos de ninguém. Seduzem com muita facilidade através de sua sensualidade e charme, costumar ser inconstantes no amor, porém quando se apaixonam, vão até o final. 


São pessoas de atitudes repentinas, sejam de ira, felicidade e de vontade de celebrar a vida sem qualquer motivo aparente. Abrem-se totalmente em seus relacionamentos, mas exigem lealdade. As mudanças súbitas de temperamento podem estar relacionadas ao surgimento de qualquer obstáculo ou alguma coisa que impeça a realização de seus desejos imediatos.


Uma grande ofensa é a agressão de qualquer espécie aos seus filhos. O agressor terá um adversário até a morte. São pessoas propensas a dar grandes guinadas em suas próprias vidas, a qualquer momento, sem se importar com ninguém. Não gostam de se prender a ninguém, pois são livres como o vento, a mais pura representação de seu Orixá. Os filhos de Iansã devem vigiar os rins e a vesícula biliar, pois podem vir a sofrer com problemas nestes órgãos.