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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Yori, Ibeji, Erê e Criança!

 Yori, Ibeji, Erê e Criança!


Pode ser uma imagem de 1 pessoaComeçaremos dizendo que Yori é uma vibração emanada diretamente da Divindade, assim como todas as outras que formam as sete linhas de Umbanda. Não se trata, portanto de uma divindade, ou uma entidade especial; é tão somente uma vibração.
Entendido isso, podemos, então, acentuar que "Yori" significa "A Potência em Ação da Luz Reinante". Essa vibração traz em suas ordenações o desejo de crescimento através do aprendizado contínuo, a busca da verdade, da sinceridade, aliada ao senso de fraternidade pura que irmana todos os seres procedentes da mesma fonte criadora.
Na ordem dos fenômenos naturais, governa o crescimento, o despontar da vida em todas as suas formas de manifestação. Por isso é arquetipicamente simbolizada pelas Crianças.
Na Umbanda é uma Linha de Crianças. Não se sabe ao certo quem é o dirigente máximo da Linha, mas temos como certo que não são os Espíritos Cosme e Damião, como se convencionou acreditar, em virtude do sincretismo que associou os gêmeos ao Orixá em questão, a fim de que se pudesse viabilizar seu culto.
É absolutamente certo que no comando absoluto de uma Linha, qualquer que seja, existe unicamente um Espírito de altíssima hierarquia. Até por essa razão, fica clara a impossibilidade de termos duas entidades exercendo essa função que, na essência deve pertencer a uma só. Por outro lado, é possível que esses dois espíritos estejam enfeixados em alguma das falanges da Linha, caso militem realmente na Corrente Astral de Umbanda. De qualquer forma, não se sabe se por influência da simbologia, há entidades que se manifestam nos terreiros atendendo pelos nomes de Cosme e Damião.
Ibeji Orixá gêmeo de cultos Afro. Erê e criança são uma atribuição dada a espíritos que se manifestam com caráter e personalidade infantil. No entanto, devemos perceber que na Umbanda atual esta diferença não é muito trabalhada. É uma das linhas que mais cativam as pessoas, pelo ar inocente de sua manifestação. Trazem a cura para os males do corpo e do espírito, além de darem proteção e bênção extra às crianças.
Na Umbanda, a linha dos Erês é formada tanto por espíritos que já encarnaram quanto pelos chamados seres encantados (seres que nunca encarnaram).
Os “Erês” são manifestadores naturais dos sentidos da vida e quando nós entramos em contato com eles somos inundados pelo sentido e/ou Orixá a qual são regidos. Da forma mais pura, então, despertaremos em nosso íntimo as questões que tangem esse sentido, seja ele fé, amor, justiça, lei, conhecimento e todos os sentidos ao qual entendemos como 7 Linhas da Umbanda/Orixás.
A linha de Erês na Umbanda trabalha no campo da renovação e da transformação, utilizando doces, balas e os brinquedos simples para quebrar todos os bloqueios dos consulentes, transformando o campo energético de forma favorável e assim poder ajudar executando trabalhos de cura na matéria, proteção de crianças, das famílias, de gravidez, de sustentação do lar, etc. A magística dos Erês é tão famosa que existe até um ditado: "Trabalho que criança faz nenhuma entidade desfaz".
Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu modo de falar como criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia. Podem apresentar bruscas variações de temperamento e certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, às vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em torno de si a princípios simplistas como "gosta de mim" ou "não gosta de mim". Como curiosidade,
São Cosme e Damião foram sincretizados como as crianças gêmeas conhecidas por Ibeji ou Erês.
Características:
• Entidades com temperamento infantil, jovialmente inconsequente; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram;
• Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas, tudo enfim que se possa associar ao comportamento típico infantil;
• Muito amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinados e possessivos;
• Como as crianças em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das atividades sociais e das festas;
• Alegria, sem sombra de dúvidas, é a principal característica dos Erês, mesmo em circunstâncias difíceis parecem irradia lá sempre;
• São simples, generosos, altruístas, embora um tanto inconstantes, sinceros e justos.
Fonte: Núcleo de Estudos Umbandistas - Brasília

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Ibeji

Ibeji

Ibeji, o único Orixá permanentemente duplo. É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar a contradição, os opostos que coexistem. Num plano mais terreno, por ser criança. A ele é associado a tudo o que se inicia: a nascente de um rio, o germinar das plantas, o nascimento de um ser humano.
No dia de Ibeji, 27 de setembro (o mesmo de Cosme e Damião, com quem são sincretizados), é costume as casas de culto abrirem suas portas e oferecerem mesas fartas de doces e comidas para as crianças, elevadas à condição de representantes na terra do Orixá.
Regem a falange das crianças que trabalham na umbanda.





  Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma como morreram. Seu culto já estava estabilizado no Mediterrâneo no século V. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma, onde foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e Damião.
Alguns relatos atestam que eram originários da Arábia, mas de pais cristãos. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio. Surgiram várias versões, mas nenhuma comprovada com fundamento histórico. Em uma das fontes, explica-se que eram dois irmãos, bons e caridosos que realizavam milagres. Alguns relatos afirmam que foram amarrados e jogados em um despenhadeiro sob a acusação de feitiçaria e inimigos dos deuses romanos. Em outra versão, na primeira tentativa de morte, foram afogados, mas salvos por anjos. Na segunda, foram queimados, mas o fogo não lhes causou dano algum. Apedrejados na terceira vez, as pedras voltaram para trás, sem atingi-los. Por fim, morreram degolados.
Depois de mortos, apareceram materializados ajudando crianças que sofriam violências. Ao gêmeo Acta é atribuído o milagre da levitação e ao gêmeo Passio a tranqüilidade da aceitação do seu martírio. A partir do século V os milagres de cura atribuídos aos gêmeos fizeram com que passassem a ser considerados médicos, pois, quando em vida, exerciam a medicina na Síria, em Egéia e Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro. Mais tarde, foram escolhidos patronos dos cirurgiões.


Sempre confiantes em Deus, oravam e obtinham curas fantásticas. Também foram chamados de "santos pobres". Muitos esforços foram feitos para demonstrar que Cosme e Damião não existiram de fato, que eram apenas a versão cristã dos filhos gêmeos pagãos de Zeus. Isto não é verdade, embora haja evidências de que a superstição popular muitas vezes fez supor haver em seu culto uma adaptação do costume pagão.






No Brasil, em 1530, a igreja de Igarassu, em Pernambuco, consagrou Cosme e Damião como padroeiros. No dia 27 de setembro, quando é realizada a festa aos santos gêmeos, as igrejas e os templos das religiões afro-brasileiras são enfeitados com bandeirolas e alegres desenhos.
No candomblé, são associados aos "ibejis", gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa " o enfeitado" e Damião, "o popular".
Padroados: Farmacêuticos; Faculdades de Medicina; Barbeiros e Cabeleireiros.
Protege: Orfanatos; Creches; Doceiras; Filhos em casa; Contra hérnia e Contra a peste.
Emblema: caixa com ungüentos, frasco de remédios, folha de palmeira.





Caracteristicas:



Animais: Animais de estimação

Bebida: Guaraná (Almas e Angola) Suco de frutas , água de coco, água com mel , água com açúcar (caldo de cana)

Chakra: Todos, especialmente o laríngeo.

Comida: Doces e Frutas

Cor: Rosa e Azul(Almas e Angola), Branco e Colorido

Data Comemorativa 27 de setembro, Algumas casas realizam suas festas no dia 12 de outubro dia das crianças

Dia da Semana: Domingo

Elemento: Fogo

Essências: Frutas

Fios de Contas: No Candomblé, contas e miçangas leitosas coloridas , No Alma e Angola Azul e Rosa.

Flores: Margaridas , Rosa Mariquinha, Laranjeira.

Incompatibilidade: Coisas de Exu, Morte , algumas Assovio.

Metal: Estanho

Numero: 2

Pedras: Quartzo Rosa

Planeta: Mercúrio

Ponto da Natureza: Jardins , Praias, Cachoeiras, Matas...

Saudação: Oni Bejada, Oni de Erê

Saúde: Alegria , anginas , problemas de nariz , raquitismo, acidentes.

Símbolo: Gêmeos

Sincretismo: São Cosme e São Damião


Folhas:
Maracuja
Poejo
Laranjeira


Comidas


Assim como todo ser tem seu Exu, também tem seu ERÊ ou Ibejí, que deve estar sempre de acordo com o seu orixá. Na linguagem ioruba a palavra Erê significa estátua, podendo significar pequenos seres em alguns dialetos.


Os ERÊS se intitulam de acordo a sua origem, mostrando assim a sua raiz tribal.Os orixás crianças representam a força mágica tudo que é duplo como os gêmeos.


ERÊ traz a todos a rara sensação de leveza, espontaneidade, ingenuidade, afetividade e respeito aos mais velhos. É a energia da inocência. Orixá ERÊ é o princípio da dualidade positiva é caracterizada pela citada inocência espontânea e carinhosa. Está ligada a todos os orixás. Na realidade todos os orixás apresentam sua forma ERÊ. São filhos de Xangô e Ìansã, representam a forma infantil de todos os orixás.


Simbolizam a inocência, a espontaneidade e a pureza.


Os alimentos são sagrados e contém axé, e cada orixá tem sua iguaria especial. ERÊS não são diferentes e também tem seus rituais de comilanças especiais, no entanto estão vinculados ao gosto e necessidades dos mais velhos de sua linhagem.


O orixá, não come só. Para haver verdadeiramente a harmonia é necessário que a oferenda tenha um caráter comunitário. Neste caso dos ERÊS, os axés quando comunitário são alterados para suprir a necessidade das crianças, símbolo dos ERÊS, nesse caso usam-se mais balas, doces, brinquedos, refrigerantes para serem dadas as crianças encarnadas, também aos ERÊS, só que estes recebe juntos as comidas votivas, de época ou de necessidade para troca de axés. Uma determinada parte das comidas é colocada aos pés do orixá, a outra é partilhada entre todos. Também é bom ressaltar que alguns ebós podem sofrer alteração devido a finalidade, produtos de época ou diferença de região.Para os que moram foram do BRASIL, com certeza alguns elementos serão difícil, mas com certeza tem como ser alterado, se precisar entre em contato,juntos poderemos tirar dúvidas e resolver a situação.Mas o mais importante é a sua fé.Existem axés que são tradicionais,no caso dos ERÊS, por exemplo, a utilização de balas,doces,frutas,embora não esteja relacionada nas comidas você pode enfeitar o prato com elas ou até mesmo fazer bandejas ao seu gosto,fundamental que você se identifique com a entidade. É bom lembrar que a tradição manda sempre servir para os ERÊS em par, embora a umbanda principalmente feita no sul,norte e sudeste utilizem os Beijes sincretizando com são Cosme e Damião, adicionando Doum e outras crianças.No candomblé enfatizamos ERÊS como manifestação simbólicas infantis ligadas e intermediárias a todos os orixás, ou seja todos os orixás tem manifestação infantil, portanto convém servir sempre em par ,e de maneira dual,ou seja: (+) [masculino], (-) [feminino]. As cores também podem alterar de nação para nação, bem como de região para região, mas predomina o azul para o positivo, masculino e branco para o negativo, feminino. São cores para velas ,bandejas,balões,etc.
Lenda das Bejadas

Como os irmãos Ibeji se tornaram Orixá

Existia num reino dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos. Os problemas mais difíceis eram resolvidos por eles; em troca, pediam doces balas e brinquedos. Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando próximos a uma cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado. Todos do reino ficaram muito tristes pela morte do príncipe. O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a Ọrúnmilà que o levasse para perto do irmão. Sensibilizado pelo pedido, Ọrúnmilà resolveu levá-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro. Desde então, todos que precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

FRUTAS PARA IBEJI

Você vai precisar de:
  • Goiabas vermelhas
  • Amoras
  • Cerejas
  • Mel puro
  • Prato de barro
  • Cumbuca de barro
Preparo:
Coloque a cumbuca ao centro do prato de barro.
Disponha as frutas ao redor da cumbuca com carinho e de uma forma que lhe agrade.
Encha a cumbuca com mel, também despeje um fio de mel formando uma espiral de dentro para fora sobre todas as frutas.

terça-feira, 27 de março de 2018

Ibeji

Dia: Domingo
Cores: Azul, Rosa e Verde
Elemento: Ar
Domínios: Nascimento e Infância
Símbolos: 2 Bonecos Gémeos, 2 Cabacinhas
Saudação: Omi Beijada!

Ibeji é o Orixá-Criança, em realidade, duas divindades gémeas infantis, ligadas a todos os orixás e seres humanos.
Por serem gémeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc.
Ibeji na nação Ketu, ou Vunji nas nações Angola e Congo. É o Orixá Erê, ou seja, o Orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; a sua regência está ligada à infância.
Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exú, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com as suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo. É o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. A sua determinação é tomar conta do bebé até à adolescência, independentemente do Orixá que a criança carrega.
Ibeji é tudo o que existe de bom, belo e puro; uma criança pode-nos mostrar o seu sorriso, a sua alegria, a sua felicidade, o seu falar, os seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o voo das aves, na beleza e perfume das flores.
A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de um momento feliz, de uma travessura, e você estará a viver ou revivendo uma lenda deste Orixá. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu na nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, Ibeji já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.
A lenda e a história de Ibeji, acontece a cada momento feliz de uma criança. Ao menos para manter vivo este importante Orixá, procure dar felicidade a uma criança. Faça você mesmo o encantamento de Ibeji. É fácil: faça gerar dentro de si a felicidade de estar vivo. Transmita esta felicidade, contagie o seu próximo com ela. Encante Ibeji com a magia do sorriso, com o amor de uma criança. E seja Ibeji, feliz!

Características dos filhos de Ibeji

Os filhos de Ibeji são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequentes; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhões, sorridentes, irrequietos – tudo, enfim, o que se possa associar ao comportamento típico infantil.
Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, a sua leveza perante a vida revela-se no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, a sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia.
Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e uma certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, às vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em seu torno a princípios simplistas como “gosta de mim – não gosta de mim”. Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com alguma facilidade.
Ao mesmo tempo, as suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças, em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das actividades desportivas, sociais e das festas.