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terça-feira, 12 de abril de 2022

OBSESSÃO, FASCINAÇÃO, SUBJUGAÇÃO E POSSESSÃO ESPIRITUAL, PRINCIPALMENTE DURANTE O CARNAVAL.

 OBSESSÃO, FASCINAÇÃO, SUBJUGAÇÃO E POSSESSÃO ESPIRITUAL, PRINCIPALMENTE DURANTE O CARNAVAL.


Nenhuma descrição de foto disponível.OBSESSÃO, FASCINAÇÃO, SUBJUGAÇÃO E POSSESSÃO ESPIRITUAL, PRINCIPALMENTE DURANTE O CARNAVAL.

Obsessão é um tipo de Influência Energética sobre o ser humano e vai além do campo alma/mente podendo atuar no organismo como um todo com sintomas de mal-estar, insônia, queda de cabelo, tristeza, angústia, dores físicas, desequilíbrios emocionais, entre outros. Dessa forma, a obsessão é entendida de uma forma geral, mas segundo Kardec, no Livro dos Médiuns, dividiu as obsessões em quatro fases. Confira:

Fase 1 – Obsessão Simples.

É aquela em que o obsedado apresenta a consciência da influência de um espírito menos elevado espiritualmente, ou seja, um “espírito enganador” e este, por sua vez, não disfarça seus interesses, intenções, desejos e vontades. Uma obsessão realmente se inicia por meio de nossos pensamentos e, muitas vezes, poderemos não perceber isso de imediato. Somente após algum tempo, daremos conta de que existe sim alguém invisível tomando conta de nossos pensamentos e sentimentos distantes da realidade de ser do próprio indivíduo. Ela é muito comum entre nós, portanto, é preciso ficar ligado nos momentos de fixação de ideias, desconfianças excessivas, insegurança pessoal, perturbação interior, momentos de tristeza, raiva, angústia, enfim, qualquer comportamento estranho que foge de nossa serenidade Divina.

Fase 2 – Fascinação.

As consequências são mais graves neste estágio. É uma influência suave, imperceptível, porém traiçoeira em que os espíritos vingativos exercerão interferência de ideias, pensamentos e sentimentos negativos sobre o indivíduo. Neste caso, o espírito obsessor toma conta dos pensamentos da pessoa de forma que ela não consiga julgar suas próprias ações e atitudes. O espírito obsessor consegue inspirar na pessoa uma confiança cega, ou seja, por pior que seja determinada situação aos olhares dos outros, para o obsedado, tudo está normal e equilibrado. Kardec nos alerta que a fascinação é mais comum do que se imagina.

Fase 3 – Subjugação.

Aqui a vontade da vítima é totalmente paralisada, ou seja, o espírito obsessor tomará conta de sua mente, de seus atos, pensamentos e sentimentos em todos os sentidos, controlando assim as vontades do indivíduo. A subjugação poderá ser dividida em corpórea e moral. Na corpórea, o espírito obsessor age sobre os órgãos, a matéria, ou seja, provocará movimentos involuntários, sem conexão com a realidade. Já na subjugação moral, a vítima tomará decisões aparentemente absurdas, incoerentes, comprometedoras, mas para ela tudo segue dentro da normalidade, como se fossem atitudes sensatas.

Fase 4 – Possessão.

Na possessão, ocorre a imantação do espírito obsessor a determinada pessoa, dominando-a tanto de forma física quanto moral. Enquanto que o espírito obsessor atua exteriormente na subjugação, aqui (na possessão), ele substitui, podemos assim dizer, o espírito do encarnado. Elege o corpo deste para seu domicílio, sem que o encarnado deixe o corpo definitivamente, o que só ocorrerá com a morte. A possessão, portanto, é temporária, descontínua, alternada, logo ocorrerá em alguns momentos e situações.

Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão, dizendo que o “Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio: fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é mais como na mediunidade falante, em que o espírito encarnado fala, transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado. É este último mesmo quem fala e quem age, e, se alguém o conheceu em vida, reconhecê-lo-á pelo modo de falar, pela voz, pelos gestos e até pela expressão da fisionomia”. (GE. Cap. XIV – Item 47)

Fica aqui a dica de hoje para vocês! Estejam todos atentos "DURANTE O CARNAVAL E MESMO NA QUARESMA" ao que pensam e sentem, elevando-se espiritualmente com preces e orações diárias, não atraindo assim espíritos menos elevados em sua própria essência Divina! Pensem nisso com carinho!
Antonio Carlos Piesigilli

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Existe alguma relação entre alcoolismo, obsessão, reencarnação...? Qual seria?

 Existe alguma relação entre alcoolismo, obsessão, reencarnação...? Qual seria?


Pode ser uma imagem de 1 pessoa- O hábito do consumo de álcool entre os seres humanos data da pré-história, tendo sido parte de rituais religiosos e festejos de todos os tipos desde os mais remotos dos tempos. Assim sendo, a história do alcoolismo – ou do abuso do álcool – e da humanidade têm caminhado lado-a-lado, o que reforça que vimos repetindo esse comportamento ao longo dos evos.

O Espírito André Luiz, na obra “Mecanismos da Mediunidade”, capítulo XII, faz um interessante paralelo entre a experiência de Ivan Pavlov, nascido em 1849, médico russo, com cachorros e como nós adquirimos reflexos ao longo da nossa história evolutiva.
Pavlov separou alguns filhotes de cães de suas mães logo que nasceram e nunca os apresentou à carne. Assim, quando ele as mostrou pela primeira vez, eles não se interessaram por ela, apesar do instinto natural da espécie. Entretanto, ele colocou a carne na boca dos animais, soando antes um sino. Os animais despertaram o prazer de comer carne.

Assim, todas as vezes que se soava o sino, mesmo que a carne não viesse depois, os cachorros já salivavam.
André Luiz nos diz que “esse campo de experiência traz a estudo os reflexos congênitos ou incondicionados, quais os chamados protetores, alimentares, posturais e sexuais, detentores de vias nervosas próprias, como que hauridos da espécie, seguros e estáveis, sem necessidade do córtex, e os reflexos adquiridos, ou condicionados, que não surgem espontaneamente, mas sim conquistados pelo indivíduo, no curso da existência.” 1

Assim, explicando o fenômeno do cão preferir a carne apenas quando a prova, André Luiz diz que “o ato de alimentar-se é um hábito estratificado na personalidade do cão, em processo evolucionista, através de reencarnações múltiplas, e o ato de ‘preferir carne’, mesmo em se tratando de alimento ancestral da espécie a que se entrosa, é um hábito que ele adquire, formando impressões novas sobre um campo de sensações já consolidadas.” 2

Analisando essas explicações de André Luiz com a informação histórica de que o álcool acompanha as festividades e os ritos religiosos desde épocas imemoriais, temos a explicação de que o alcoolismo e a reencarnação estão intimamente ligados e, principalmente, o reforço da informação que os grupos de Alcoólicos Anônimos, sem comprovação científica que os endossasse, na década de 40, já diziam que era imprescindível “evitar o primeiro gole”.

Assim como o cão só sente o prazer do sabor da carne ao prová-la, o alcoólico em potencial só se torna alcoólico ao beber. E em bebendo, ele reacende, como nos dizeres de André Luiz, as sensações já consolidadas da preferência pela sensação de entorpecimento que o álcool traz.

Já a questão obsessão, reencarnação e alcoolismo estão extremamente interligadas, tão interligadas que o Dr. Carneiro de Campos, Espírito, cujo trabalho Manoel Philomeno de Miranda acompanhou e narrou na obra “Trilhas da Libertação”, diz que é “um tipo de obsessão muito difícil de ser atendida convenientemente, considerando-se a perfeita identificação de interesses e prazeres entre o hóspede e o seu anfitrião.” 3

Essa perfeita identificação que o médico espiritual faz referência decorre diretamente do “reflexo condicionado” sobre o qual falamos antes.
Inácio Ferreira, médico psiquiatra espírita, quando encarnado, editou o livro “Psiquiatria em Face da Reencarnação”, onde ele traça um interessante paralelo para explicar por que o alcoolismo passa de uma encarnação para outra. Ele diz que “a lepra, a tuberculose, o câncer, os males que se estabelecem no corpo e usufruem dos seus elementos químicos, se dispersam com a transformação(pela morte),mas os vícios, como o álcool e os entorpecentes, são conservados pelo perispírito, sofrendo a intoxicação do seu ego, a intoxicação psíquica.

Os primeiros males desaparecem com o corpo; os segundos persistem, pois o espírito não morre – continua a sua vida como repositório dos sentimentos, dos desejos.” 4
Desta forma, não é difícil percebermos que o Espírito desencarnado, que leva consigo seus desejos e sentimentos, e sendo o alcoolismo um hábito motivado pelo reflexo condicionado que desperta uma sensação conhecida do passado, mantém esse reflexo, mantém o desejo de consumir a substância, mas agora sem o corpo para ingeri-la e acessá-la, já que ela também faz parte do mundo físico. Por isso, acopla-se a um encarnado, como que num abraço profundo, envolvente, em que seus fluidos perispirituais se interpenetram para que, desta forma, o desencarnado possa absorver as emanações do álcool e sentir o pseudo-prazer da embriaguez mais uma vez.

Essa ligação, que pode começar de forma fortuita, quando o bebedor ainda é esporádico, desenvolvendo-se para um acompanhamento diário, o que resulta, normalmente, no aumento da vontade de beber do alcoolista.
Por todo o exposto, vê-se que o alcoolismo é uma doença física, porque descamba para a dependência e porque sua retirada súbita, nos casos de dependência mais aguda, pode ocasionar a morte. Mas, principalmente, o alcoolismo é uma doença da alma, necessitando de tratamento profundo, nas esferas médica, psicológica e espiritual.
Um grande trunfo na recuperação do alcoolismo, além dos grupos de mútua ajuda (Alcoólicos Anônimos, por exemplo), é a terapêutica do passe e da água fluidificada, além da freqüência assídua às palestras espíritas, para que o pensamento, já fixado nos hábitos e nos lugares que detonam a compulsão pelo álcool (exatamente como o cachorro que salivava ao ouvir o sino que precedia à oferta de carne), possa ser redirecionado a novas maneiras de enxergar e de viver a vida.

Na questão 909 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec perguntou à Espiritualidade se poderíamos, pelos nossos próprios esforços, vencer nossas inclinações más. Os Espíritos são claros ao responderem que “sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade.” Assim, aliando-se o pouco esforço de ficar 24 horas sem beber à vontade de se livrar deste condicionamento de tantas vidas é que ocorre a bênção da recuperação.

Fonte
1 XAVIER, Francisco Cândido. Mecanismos da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. FEB: 12ª ed, 1991.188p., p. 92.
2 Idem, p. 93.
3 FRANCO, Divaldo Pereira. Trilhas da Libertação. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. FEB: 3ª ed., 1997. 328p., p. 175.
4 FERREIRA, Doutor Inácio. Psiquiatria em Face da Reencarnação. FEESP: 1988. 117p., p. 52