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sexta-feira, 25 de outubro de 2019
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
A História da Pombo Gira Menina da Calunga
É Laroiê, é Laroiê.
é na calunga, é no calungá,
é Laroiê, é Laroiê,
que a Pombo Gira Menina é Mojubá.
Na meia noite ela dança,
no meio dia ela vai brincar,
menina linda nos traz esperança,
e no terreiro vai saravar.
Vem da calunga a linda pequenina,
trazendo sua Falange em nome de Oxalá,
ela é a bela Pombo Gira Menina
encantando e iluminando o nosso Gongá.
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A história da Pombo Gira Menina da Calunga teve seu início no final do século XIX e início do século XX. Sua mãe, uma mulher da vida, a abandonou em uma viela da região, quando a menina tinha apenas sete dias de vida.
Ela foi encontrada e cuidada por uma cafetina que ganhava a vida negociando as mulheres com trabalhadores vindos da grande expansão industrial da época e nesse ambiente de cabarés e bordéis ela passou sua infância.
Aos nove anos de idade, por não lhe agradar muito viver e conviver em ambientes assim, a menina, chamada de Laura, nome dado pela cafetina, tinha uma grande vontade de fugir dali, porém não tinha condições e nem sabia como fazer. Ela se sentia presa, triste e assustada, pois sabia que aquela vida de meretriz na qual tinha tanto convívio, uma hora iria chegar para ela, assim como prometera a cafetina, que sempre lhe dizia que entre seus onze e doze anos, ela deveria começar a trabalhar com a prostituição.
A menina ficava extremamente receosa com tudo aquilo e da mesma forma com que ela desejava uma saída daquela vida, ela desejava a mesma coisa a outras meninas de mais idade e que já estavam atuando como prostitutas, no domínio severo da cafetina.
E assim dessa forma ela buscava mostrar as moças trabalhadoras da prostituição que a vida escolhida era muito sofrida, que era um acúmulo de cargas negativas, de tristeza, de desespero e que elas sempre iam sofrer sendo "escravas" da senhora dos cabarés e bordéis.
Muitas dessas meninas ouviam a pequena Laura e refletiam sobre todos os fatos, e após uma grande reflexão, fugiam, retornavam a casa dos pais, buscavam ajuda com familiares e abandonavam os cabarés; quando essas partiam a cafetina ficava com muito ódio e já sabendo sobre as falas da menina Laura, ela a castigava intensamente e dizia que ela era a desgraça de sua vida, pois com seus dizeres as outras meninas, muitas delas estavam abandonando o trabalho de prostituta, fazendo assim com que a cafetina tivesse um grande prejuízo.
Porém Laura não se importava com as torturas sofridas, ela acreditava estar fazendo o bem tirando as jovens daquela vida de escuridão.
O tempo passou, e a menina Laura completara onze anos e de um modo vingativo a velha cafetina decidiu que ela deveria se prostituir, deixando a menina desesperada.
A cafetina então marcou a data do acontecimento e a inocência de Laura seria entregue para o homem que pagasse o maior valor. O assunto se espalhou como fogo em pólvora, entre vielas, cabarés, bares e bordéis, todos falavam sobre a entrega da menina, conhecida como "a filha da cafetina do cabaré". Homens parecendo animais atrás de sua presa bebiam e gargalhavam falando do quanto estavam dispostos a gastar para ter a menina.
Laura por sua vez chorava, aguardando o dia proposto pela cafetina, sem saber o que fazer para não ter aquele destino tão cruel. E em uma última tentativa de fazer com que a perversa mulher não a vendesse como um objeto qualquer, ela clamou em piedade, buscando tirar dela ao menos um pequeno gesto de carinho para que não a obrigasse a fazer com que sua vida fosse entregue nas mãos de um homem qualquer.
Porém a mulher não tinha piedade, por mais que Laura a implorasse, ela apenas a olhava com desprezo e gargalhando dizia-lhe que a menina havia feito ela perder muitos ganhos e agora ela deveria repor todo o valor perdido com a partida de outras meninas durante os anos em que Laura mostrava os caminhos terríveis da vida em prostituição.
A cafetina vira as costas para a menina deixando-a ainda mais entristecida e sem um caminho a seguir.
Voltando a seu quarto ela chora copiosamente chamando a atenção de outras meninas e todas vão até Laura para consolá-la.
Laura roga ao Pai Maior e dentro de sua oração escuta uma voz doce e serena, dizendo-lhe que é à hora de partir, porém ela não deverá partir sozinha, deveria levar com ela todas as outras meninas de pouca idade que no bordel se encontravam e deveria também aceitar seu destino, pois ela estava destinada a dois caminhos e entre esses dois caminhos tinha que fazer uma escolha: ou se entregava as vontades da cafetina, ou fugiria e se entregava a caridade e ao auxilio as crianças e jovens, que sofriam em desespero assim como ela, porém a segunda opção seria uma entrega eterna e só poderia ser feito se ela estivesse de acordo em ter que partir quando necessário.
A menina entendeu que ela era especial, tinha um amor grandioso por Deus, amava proteger os mais fracos e sempre buscou fazer o bem e a caridade; se para isso acontecer ela tivesse que partir precocemente, assim seria feito, pensou Laura, com uma maturidade que não condizia com sua pouca idade.
Decidida em sair do bordel, Laura busca acertar com outras meninas como seria a fuga e assim foi acertado, naquela noite teria o encontro dos homens com a cafetina para o leilão da inocência da menina e essa seria a chance que Laura esperava, pois assim ela fugiria com as outras meninas e se livrariam do domínio da cafetina.
A noite chegou e com a noite também o encontro dos homens no bordel, onde iriam tentar comprar a inocência de Laura. Todos eles animados, já embebedados, dando gargalhadas e se demonstrando animalizados. Diante deles estava a cafetina sorridente, já esperançosa em saber a quantia que arrecadaria com a negociação da menina Laura.
Aproveitando o descuido da cafetina, Laura e as meninas fugiram, enquanto havia a negociação entre os homens e a cafetina. Quando a negociação se fez, o homem que adquiriu o direito de ser quem teria a menina pela primeira vez, ordenou que a cafetina trouxesse Laura até ele e assim ela iria fazer, porém ao adentrar no recinto onde deveriam estar às meninas, nada e ninguém foi encontrado
A cafetina ficou com muito ódio ao perceber a fuga de Laura e das meninas, da mesma forma que o homem que havia pago por Laura.
Pelas vielas da região, Laura buscava se esconder, da mesma forma as 21 meninas que com ela partiram e assim se tornaram livres, buscando cada uma seu caminho de luz e paz, distante das ordens pecaminosas da cafetina.
O tempo passou, Laura preste a completar 13 anos de idade já conhecia a dureza das ruas, da fome, do frio, mas nada disso a tirava do caminho da caridade, pois ela buscava sempre fazer o bem, principalmente às crianças abandonadas, que volte e meia encontrava pelas ruas, levando-as a orfanatos ou conventos.
A cafetina ainda não conformada com a fuga das meninas jurou se vingar e com o auxilio de alguns mercenários e do homem que havia pago por Laura, partiram em busca das meninas, para ou trazê-las de volta, ou ceifar suas vidas.
Dias se passaram, e os mercenários contratados para encontrar as meninas e Laura corriam por toda a região e com isso foram encontrando as meninas fugidas e uma a uma foram sendo entregues a cafetina.
E as 21 meninas foram novamente aprisionadas pela velha senhora dos bordéis.
Laura ao saber do fato ficou arrasada, tinha que retornar ao cabaré e resgatar novamente suas amigas.
Mas como fazer?
Então ela percebeu que chegara à hora de se entregar a caridade eterna e foi até o encontro da cafetina no bordel. Lá ela ordena que a velha soltasse todas as meninas e se ela fizesse isso ela se entregaria nas mãos do homem que a comprou e passaria a fazer parte do bordel.
A cafetina então aceita as condições de Laura, porém em seus olhos se via a maldade e a falsidade embutidas. A troca foi feita e as meninas seriam liberadas após ser constatado o ato com o comprador da inocência de Laura.
O homem pega Laura pelo braço com violência, arrastando a menina para um dos quartos do local, enquanto a cafetina ordena aos mercenários que matem as outras meninas e só assim ela se sentiria vingada.
E assim foi feito, uma a uma elas eram levadas aos fundos do local fétido e assassinadas pelos mercenários.
Laura por sua vez tem uma visão enquanto o homem se preparava para desfrutar do corpo da menina, ela vê as meninas envoltas em poças de sangue, gritos, desesperos e tem a certeza de que a cafetina não tinha cumprido com o combinado entre elas. A menina se apossa de um punhal que o homem trazia consigo e sorrateiramente o esconde com ela, quando o homem chega diante dela, Laura crava o punhal no coração do homem, que com um grito pavoroso cai ao chão já sem vida. A cafetina ouve o som do grito desesperado do homem, corre até o quarto e vê Laura coberta pelo sangue do mesmo. Ela puxa o punhal do coração dele e crava no coração de Laura, que sente uma dor intensa, que vai se acalmando pouco a pouco. Laura sorri e agradece a velha cafetina por sua libertação, agora eterna.
O pequeno corpo da menina Laura cai ao chão, porém seu espírito continuava na mesma posição, sorridente, um tanto mais tranquila, serena.
Laura, agora em forma espiritual, abre os braços e diante dela e da cafetina, aparecem os espíritos das vinte e uma meninas assassinadas. As meninas fazem uma roda em volta de Laura e todas gargalhando dançam como se estivessem em uma brincadeira de ciranda.
A cafetina assustadíssima sai correndo em desespero e vai de encontro com um bonde, que sem ter como parar a atropela deixando o corpo inerte da velha do cabaré no chão, enquanto Kiumbas lutavam entre si para levar o espírito dela para as profundezas, e assim a escravizá-la.
A menina Laura agora sendo uma Entidade de Luz, ficou conhecida como Pombo Gira Menina da Calunga e trabalha pela e para a caridade em terreiros de Umbanda em uma forma linda, trazendo sempre com ela sua legião de vinte e uma Pombo Giras de semelhante aspecto.
Ela também é companheira de trabalho do Exú Mirim e juntos com suas falanges penetram onde poucos conhecem. Sua ajuda é muito grande no que se refere à defesa deste ou daquele filho de fé do terreiro, ou mesmo quando algum filho do terreiro pede sua valiosa defesa, para outrem, principalmente se forem os que envolvem crianças, adolescentes e jovens.
Ela também é companheira de trabalho de Tranca Ruas das Almas e quando esse Exú se manifesta, a Pombo Gira Menina sempre estará presente, incorporada a um médium ou não.
Que a Pombo Gira Menina da Calunga guarde o caminho de todos nós!
Laroiê Pombo Gira Menina!
Carlos de Ogum
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Pombo Gira Cigana Sete Facadas
De beleza exuberante e inteligência rara, Elisa se achava uma mulher sem sorte. Vivia infeliz: todos que a cercavam, todos a quem amava pareciam sofrer com ela. Uma maldição, pensava ela. Casada, logo o marido passou a se servir de putas, embora amasse e desejasse a mulher, que só penetrou uma vez, na primeira noite. Apesar de seu tremendo desejo por Elisa, só alcançava a ereção com outras. Ela sofria pelas dores do marido. Ele a acusava de rejeitá-lo e batia nela.
No começo, nem tudo era sofrimento. Daquela única vez nasceu Vitória. A menina cresceu bonita e saudável até os sete anos. Depois começou a definhar. “É a maldição!”, Elisa se culpava. O marido se enterrou de vez nos puteiros, ia chorar sua desventura no colo das putas. Todas as especialidades médicas foram consultadas, todas as promessas foram pagas, todas as rezas foram rezadas.
Consultados médiuns e videntes, cartomantes e benzedeiras, padres, pastores e profetas, nada. A saúde da menina decaía dia a dia. Até que Elisa foi bater à porta de mãe Júlia, famosa mãe-de-santo. “Você nasceu com a beleza de Oxum e a majestade de Xangô, mas seu coração é de pombo gira”, disse-lhe a mãe-de-santo, depois de consultar os búzios.
A vida recatada de Elisa, seu senso de pudor, sua modéstia, a repressão de costumes que ela mesma se impunha, a falta de interesse pelo sexo, tudo isso negava os sentimentos de seu coração, contrariava sua natureza. A cura, a redenção dela e dos seus, tinha uma só receita: libertar seu coração, deixar sua pombo gira viver. Foi a sentença da mãe-de-santo.
Leve e livre.
Ali mesmo, naquele dia e hora, sem saber como nem por quê, Elisa se deixou possuir por três homens que, no terreiro, tocavam os atabaques. O prazer foi imenso. Sentiu-se leve e livre pela primeira vez na vida.
Pensando na filha, voltou correndo para casa e encontrou a menina melhor, muito melhor: corria sorridente, pedia comida, queria brincar.
No dia seguinte, Elisa voltou ao terreiro. “Seu caminho é longo ainda”, mãe Júlia disse. Depois a abençoou e se despediu. Um dos homens com quem se deitara no dia anterior lhe deu um endereço no centro da cidade, um local de meretrício, que Elisa começou a freqüentar. Passava as tardes lá, enquanto o marido trabalhava. Voltava para casa mais feliz e esperançosa, a menina melhorava a olhos vistos.
Para preservar a honra do marido, Elisa se vestia de cigana, cobrindo o rosto com um véu. O mistério tornava tudo mais excitante. A clientela crescia. O marido soube da nova prostituta e quis experimentar. Na cama com a Cigana, o prazer foi surpreendente, muito maior do que sentira com Elisa e que nunca fora superado com outra mulher. Seria escravo da Cigana se ela assim o desejasse. Mas a Cigana nunca mais quis recebê-lo.
A insistência dele foi inútil. “Um dia te mato na porta do cabaré”, ele a ameaçou, ressentido e enciumado. Ela se manteve irredutível.
Num entardecer de inverno, ele esperou pela Cigana na porta do puteiro e, na penumbra, lhe deu sete facadas. Assustado, olhou o corpo ensangüentado da morta estirado no chão e reconheceu, no piscar do néon do cabaré, o rosto desvelado de Elisa. Um enfarto o matou ali mesmo.
Longe dali, no terreiro de mãe Júlia, o ritmo dos tambores era arrebatador. As filhas-de-santo giravam na roda, esperando a incorporação de suas entidades.
Na gira, exus e pombo giras eram chamados. Os clientes, que lotavam a platéia, esperavam sua vez de falar de seus problemas e resolver suas causas. As entidades foram chegando, e o ambiente se encheu de gargalhadas e gestos obscenos. O ar cheirava a suor, perfume barato, fumaça de tabaco, cachaça e cerveja. A força invisível da magia ia se tornando mais espessa, quase podia ser tocada.
Cada entidade manifestada no transe se identificava cantando seu ponto. De repente, uma filha-de-santo iniciante, e que nunca entrara em transe, incorporou uma pombo gira.
Com atrevimento ela se aproximou dos atabaques e cantou o seu ponto, que até então ninguém ali ouvira:
“Você disse que me matava
na porta do cabaré
Me deu sete facadas
mas nenhuma me acertou
Sou Pombo gira Cigana
aquela que você amou
Cigana das Sete Facadas
aquela que te matou”.
Mãe Júlia correu para receber a pombo gira, abraçou-a e lhe ofereceu uma taça de champanhe. “Seja bem-vinda, minha senhora. Seu coração foi libertado”, disse a mãe-de-santo, se curvando.
Pombo gira Cigana das Sete Facadas retribuiu o cumprimento e, gargalhando, se pôs a dançar no centro do salão.
sexta-feira, 27 de setembro de 2019
Maria Padilha
Senhora Maria Padilha com seus sete punhais, corte do meu caminho todo o tipo de ações maléficas, que meus inimigos sejam eles visíveis ou invisíveis não tenham o poder de me fazer mau.
De seus pensamentos não sairão nenhum tipo de agressão com qualquer arma que seja, porque Maria Padilha é minha defensora e agora eu rogo que vá ao inferno, na calunga, na estrada, na porta das igrejas, nas porteiras dos terreiros, nos botequins, dá uma girada e descobre pra mim se alguém me deseja mau, que a senhora gire e retorne o mau pra cina de quem mandou.
Corte com a sua espada de prata, a inveja, queimação, calúnias e feitiçarias. Se meu inimigo estiver em pé, ponha ele ajoelhado nos poderes de Maria Padilha e se continuar a me perseguir sofrerá sete mil agulhadas no coração e não terá forças e nem poder para me fazer o mau.
Salve Maria Padilha de todos os portais.
Salve Maria Padilha Rainha de Lúcifer.
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Pombo Gira Menina das 7 Porteiras

Mulher sedutora, andarilha da rua, jeito menino que fascina, menina que engana o luar…
Nascida em Maceió, Maria Madalena trocou a luxúria por uma vida simples ao lado de um grande amor, grande amor esse que ao longo do tempo se revelou um falso amor, uma pessoa de índole duvidosa, o que fez a mesma fugir e se embriagar na dita “vida fácil” que como a mesma diz nada tem de fácil; o tal homem ao descobrir que Mª Madalena havia fugido grávida resolveu ir atrás dela. A jovem sempre foi de pensamento firme, jamais voltando atrás de suas decisões, e não retornou para casa.
O homem doente de ciúmes e inconformado com tal situação resolveu então matar Mª Madalena, que aos 17 anos morre bruscamente sendo esquartejada em sete pedaços, cabeça, tronco, braços, ventre (este com um bebê com 7 meses).
Cada membro foi colocado em uma porteira de cemitério, ficando assim conhecida como “MENINA DAS SETE PORTEIRAS”.
Pombo Gira Viúva Negra
A Pomba Gira Viúva Negra, sempre foi muito bela, lindo olhar sedutor… Mas tinha sérios problemas para conseguir namorados, e um relacionamento duradouro, e um dia em um momento de raiva, ela decidiu se entregar a magias, encantamentos e feitiços.
Se tornando assim uma feiticeira muito forte! E o seu encantamento sedutor passou a encantar todos os homens que a viam, e fazendo assim, muitos homens cometerem loucuras infundadas.
Com o passar dos anos, a Viúva Negra, começou a usar suas magias, e feitiçaria para enriquecer, e casou-se muitas vezes, se tornando viúva inúmeras vezes. Ficou então conhecida como a Viúva Negra.
Na umbanda, ela vem, muito sedutora e cheia de encantamentos, auxilia as mulheres e homens em relacionamentos, para conseguir amores; Sempre vestida de preto com um véu sobre seus longos cabelos negros… Na Quimbanda, conhecida como uma feiticeira muito poderosa que faz encantamentos e feitiços para a prosperidade, riqueza e para conseguir amarrar grandes amores.
Pouco conhecida na Umbanda, por ser confundida muitas vezes por Cigana das Rosas, por trazer sempre em suas mãos um buquê de rosas vermelhas… Mas todos já ouviram falar desta feiticeira bela e poderosa! Ela morreu viúva, mas muito rica, e é considerada feiticeira poderosa, trabalha junto de Maria Padilha do Cruzeiro das Almas, nossa Rainha Feiticeira.
Pombo Gira Rainha dos Sete Cruzeiros
A Pombo Gira Rainha dos Sete Cruzeiros da Calunga (Pombo Gira dos Sete Cruzeiros), é uma entidade muito forte, e todo cuidado deve ser tomado no que se refere à sua evocação, conjuração ou mesmo quanto a sua incorporação. Como seu próprio nome já diz, trabalha com as radiações e energias do Cruzeiro do cemitério.
Seus despachos, oferendas, ebós, amalás e similares, na maioria dos casos devem ser colocados neste local, mudando apenas por ordem explicita da mesma. Atua esta entidade, em casos onde casais estejam brigando, chegando ao ponto de poderem se matar.
Possui esta entidade a capacidade de anular quaisquer trabalhos feitos dentro do cemitério, ou mesmo no Cruzeiro, que possuam este objetivo, ou seja de destruir por completo um casamento, uma família.
É sua força também requisitada, quando há problemas com um dos cônjuges, por exemplo, quando há frigidez, impotência, e similares, e que por conseqüência destes distúrbios físicos venha ocorrer transtornos na vida do casal. Os resultados são os melhores, havendo a extinção radical destes problemas.
É também muito requisitada esta entidade, quando o consulente, é vítima de perseguições, injustiças e demandas espirituais. Esta pomba Gira, tem grande destaque pois é a companheira de Exala uma lascívia, e é grande auxiliadora em casos de amor, somente em casos de amor, mas amor de verdade, podendo ser funesto os resultados de sua ajuda a paixões pérfidas.
É de uma beleza e vaidade raras. Admira verdadeiramente as pessoas que lutam por seus ideais. Aprecia ser presenteada, contudo não exige presentes por seus trabalhos, exige sim, os materiais necessários para realização de seus encantamentos e realização de seus trabalhos.
Há quem confunda a Rainha do Cruzeiro com a Rainha das Sete encruzilhadas, mais saibam que são duas entidades de muito respeito, mas bem distintas… A Rainha do Cruzeiro governa com o Exu do Cruzeiro das Almas , todos os cruzeiros centrais do campo santo, onde são enviados todas aquelas entidades que querem fazer parte do Reino dos Exus e esperam a suas distintas colocações e seleção.
Para fazer parte deste povo maravilhoso, não basta querer, tem que merecer e ser capaz de assumir e cumprir todas as missões especificadas pelo astral médio e superior. A Pombo-Gira Rainha do Cruzeiro trabalha para a Rainha das sete encruzilhadas, elas pertencem a mesma falange, mais suas funções se diferenciam no mundo astral.
A Rainha do Cruzeiro é uma pomba-gira muito exigente e muito fria no seu modo de agir, pois esta mais acostumada a lidar com espíritos mais perversos. Por isto quando chega no mundo, vem para brindar, e dançar… não gosta de muitas brincadeiras, faz a sua gira e já procura um lugar para sentar! Quando simpatiza com alguém esta pessoa já tem sua proteção de graça, mais quando não gosta, faz questão de ignorar, mostrando que dela nada irão ter.
Adora usar poucas roupas e insinuantes, mais quase sempre está enrolada em uma capa de veludo preto e bordo. Tem verdadeiro facínio por perfumes e rosas vermelhas e brancas. Suas oferendas não podem faltar cigarrilhas e champanhes doces e caras.
Lenda
O Senhor das Encruzilhadas, quando chegou no mundo astral, pegou a gira do cruzeiro como companheira e ela lhe mostrou todo o astral inferior, e nestas andanças ao limbo ele encontra sua antiga mulher que era sua Rainha na vida terrena a qual nunca esqueceu e então passou a cuida-la.
Quando o exu Mor nomeou o Senhor das Encruzilhadas em Rei das Sete Encruzilhadas… ele ordenou que a Gira do Cruzeiro tomasse conta do astral inferior lhe dando o título de Rainha do Cruzeiro… e foi viver com sua antiga mulher no médio astral… onde a titulou como Rainha das Sete encruzilhadas, dando a ela todos os poderes que a ele foi dado pelo o Exu Mor.
A Rainha do Cruzeiro se sentido abandonada pelo Exu Rei, resolveu formar seu próprio reinado e nomeou o Exu do Cruzeiro das almas como seu fiel escudeiro e namorado.
Os dois juntos governam os reinos dos cruzeiros das almas, mais também recebem suas oferendas em encruzilhadas. É falso quando dizem que as duas Rainhas é uma só ou que ambas se odeiam… São rainhas de reinos distintos que quando na terra muito se respeitam.
A Rainha do cruzeiro gosta de trabalhar para a sedução pois é uma pomba-gira muito sedutora, costuma se apresentar com cabelos loiros acastanhados, Olhos claros e chamativos seus trajes são curtos negros e vermelhos, trabalha para a guerra e amarração de casais que se amam, mais nunca peça a ela para separar um casal, pois ela se aborrecerá profundamente com quem for lhe pedir este intento!
Pombo Gira Maria Rosa

Maria Rosa é uma pomba-gira que trabalha na linha das almas, mais também recebe suas oferendas em cruzeiros de pomba-giras.
Trabalha para o amor e tudo que estiver envolvido neste sentido, sendo para união, castigo ou dano. Deve se ter muito cuidado para o que se pede para esta gira, pois ela trabalha da linha de Obá, e é vulgarmente conhecida como Maria Navalhada.
Nunca tente pedir um companheiro(a) para esta entidade se este for casado, pois ela trabalha com as navalhas de baixo da sua saia e você é quem sairá sofrendo neste dano, pois ela não entrega quem cobiça homem casado. Agora se quiser alguém solteiro e que este não esta lhe dando bola… seus trabalhos são infalíveis e pode apostar que o que pedir terá! basta ter fé no poder desta maravilhosa entidade
Pombo Gira Sete Ondas
TEXTO DE CLAUDIA BAIBICH
“EXPLICANDO A POMBA GIRA SETE ONDAS”
A definição de onda é tida como qualquer perturbação (pulso) que se propaga em um meio. Ex: uma pedra jogada em uma piscina (a fonte), provocará ondas na água, pois houve uma perturbação. Essa onda se propagará para todos os lados, quando vemos as perturbações partindo do local da queda da pedra, até ir na borda. Uma sequência de pulsos formam as ondas.
Chamamos de Fonte qualquer objeto que possa criar ondas. A onda faz a transferência de energia cinética da fonte, para o meio. Através delas, a energia pode ser transmitida por longas distâncias e a grande velocidade. A energia da luz solar é um exemplo disso.
Assim, compreende-se melhor, o trabalho de Dona Sete Ondas: Ela é a Onda que faz a transferência energética da Fonte (Orixá) para o meio (consulente, médium ou ambiente) tendo como principal função, trazer a renovação.
Após os trabalhos de outras Guardiãs, como: desobesessões, encaminhamentos, quebras de demandas e abertura de caminhos, entra em ação Dona Sete Ondas”.
Um consulente, só chega até uma Pomba Gira Sete Ondas, quando demais aspectos de sua vida já foram trabalhados e ele encontra-se “pronto” para ser agraciado com “o novo”.
Todas as falangeiras “SETE ONDAS”, apresentaram-se de forma altiva e alegre, como uma amiga que prenuncia “Boas Novas”. Sua incorporação não é tão comum em comparação com as de Maria Mulambo, por exemplo. Mas é belíssimo ver a chegada de uma Sete Ondas, com sua dança que lembra o movimento ondulante do mar. Esse movimento já é uma reciclagem energética realizada no médium que a incorpora, e a distribuição de seu Axé.
Outra peculiaridade de seu trabalho, é a sua manifestação em alguns médiuns quando o trabalho encaminha-se para o encerramento. A Senhora Guardiã Sete Ondas, tem um papel importantíssimo na reciclagem energética e deveria ser chamada mais vezes nas densas Giras de Guardiões.
Incorporar uma Sete Ondas é sentir um misto de energia revigorante e leveza. Sentimo-nos como se estivéssemos sendo levados por um mar de alegria e serenidade. Mas a sua função na vida dos consulentes é fazer com que o mesmos aceitem deixar para trás velhos condicionamentos e padrões de comportamentos desgastados que os impedem de evoluir.
Sempre dizemos que Pombas Giras nos ajudam na medida de nosso merecimento e no devido tempo, quando já estamos preparados para receber e usufruir conscientemente essa “ajuda”, e isto torna-se uma regra irrevogável com a Sete Ondas.
Em muitos casos, o Trabalho da Pomba Gira Sete Ondas, realiza-se sem o contato direto com o consulente numa consulta, através da incorporação em um médium, embora isso também ocorra.
As Sete Ondas trazem reciclagem energética, renovação das esperanças, desejo de mudanças e estímulo para vencer.
Constituem uma Falange específica, trabalham nas Sete Linhas, podem receber oferendas em todos os sítios da natureza e suas falangeiras são realmente encantadoras.
LAROIÊ SENHORA SETE ONDAS!
Pombo Gira das Sete Cobras
É uma pombo gira rara, vista apenas em sessões de magia negra e catimbó, muito perigosa e extremamente pontual , se com ela for feito um acordo logo será cumprido e cobrado, tem uma beleza hipnotizadora seu olhar é tremulo, e sombrio, é uma pomba gira de palavra e para ela só a palavra basta, suas magias são difíceis de serem desfeitas sua ferramenta são sete chocalhos de cobra e suas vestes são escuras de cores fortes verdes, pretas e corais, sua gargalhada é baixa e junto com o barulho de cobra, não é de virar, quando vira é para trabalho, e logo se vai, essa pomba gira não é de brincadeira, suas atividades são voltadas a feitiçaria, magia negra, e suas ferramentas de trabalho são perigosas.
Sua falange pertence aos espíritos da mata. Gosta de trabalhar com: separações, traições, amarrações, defesa dos inimigos, encantos .
Feito por Emídio de Ogum.
Pombo Gira Maria Rosa
Maria Rosa é uma pomba-gira que trabalha na linha das almas, mais também recebe suas oferendas em cruzeiros de pomba-giras. Trabalha para o amor e tudo que estiver envolvido neste sentido, sendo para união, castigo ou dano.
Deve se ter muito cuidado para o que se pede para esta gira, pois ela trabalha da linha de Obá, e é vulgarmente conhecida como Maria Navalhada.
Nunca tente pedir um companheiro(a) para esta entidade se este for casado, pois ela trabalha com as navalhas de baixo da sua saia e você é quem sairá sofrendo neste dano, pois ela não entrega quem cobiça homem casado. Agora se quiser alguém solteiro e que este não esta lhe dando bola… seus trabalhos são infalíveis e pode apostar que o que pedir terá! basta ter fé no seu poder.
Pomba gira Maria Bonita
Nasceu na Bahia onde foi uma criança muito levada. Tinha Brigas frequentes com seus pais ,onde muitas vezes chegava a bater neles.
Aos 13 anosde idade engravidou pela a primeira vez e fez um aborto sozinha, utilizando -se de um objeto pontiagudo.
Aos 15 anos engravidou novamente,e provocou o segundo aborto..
Aos 17 anos encontrou sua grande paixão , e mais uma vez engravidou, porém desta vez, não conseguiu levar a gravidez até o final, perdendo o bebê. Por causa desta grande paixão envolveu-se em uma briga de rua e morreu esfaqueada.
Teve 4 encarnações contado que essa foi a última. Em todas não foi uma boa pessoa, sempre praticando o mal.
Sua última encanação foi a 50 anos atrás.
Hoje vem na linha de Exu que prática o bem. Trabalha na linha de Iansã, onde é orientada pela a pomba gira Rainha.
Por ser uma pomba gira e ser orientada pela a pomba gira Rainha pode fazer diversos tipos de trabalhos mas seus trabalhos principais aos quais foi designada, são para as pessoas envolvidas com drogas bebidas ou algum tipo de desequilíbrio, devido ao tipo de vida que levou em suas encarnações.
Pombo Gira Tata Mulambo
Tata Mulambo viveu há muito mais tempo do que possamos imaginar. Segundo ela, está desencarnada há 107 anos. Era rainha da província onde vivia e estava sempre cercada de muito luxo, bons tecidos, ouro, prata muitos súditos e muita riqueza.
Conta a lenda que certa vez, em um de seus passeios fora do castelo, Tata Mulambo, conheceu um camponês por quem se apaixonou à primeira vista e iludida com aquele sentimento tão grande, deixou o seu reino para procurá-lo, levando parte de sua riqueza pois, acreditava poder ser feliz ao seu lado.
Ela o procurou nas ruas, nos bares, nas praças, cabarés, mas não o encontrou.
De rainha, passou à mulambo, se entregou à bebida, aos farrapos e à prostituição. suas vestes de rainha rasgaram-se ao longo do tempo pelas suas caminhadas, seu ouro foi roubado e as jóias foram trocadas por bebida até que um dia, foi encontrada morta.
Desorientada pelos caminhos que havia seguido até então, queria se vingar daquele homem que mesmo sem saber, era o único culpado pela sua desgraça e o encontrou recolhido em seu lar junto de sua família.
A lenda diz que Tata Mulambo havia matado três pessoas antes de desencarnar, mas essa grande Pombo Gira, depois de sua morte, voltou e matou o pobre homem, sua esposa e seu filho de 07 meses.
Pombo Gira Maria Pimenta
Esta pomba gira geralmente vem na falange de Maria Padilha e da Malandragem , assim como a pimenta sua ferramenta de trabalho é bem apimentada , lida com o poder da discórdia como ninguém é totalmente alegre e consegue tirar qualquer pessoa do serio em segundos, lida com facilidade em trabalhos de brigas e grandes confusões geralmente quem carrega essa pomba gira e a deve atrai muitas brigas e discórdias e tem poucos amigos, gosta de bebidas fortes, gosta de bebidas misturadas e carregadas de pimenta admira vermelho e amarelo, pomba gira nova desencarnou a poucas décadas adora rosas vermelhas no cabelo.
Quando se deve essa pomba gira ela atrai muito seu cavalo para bares e bebidas e confusões. Quando a pomba gira é tratada seus cavalos tem sorte no amor e na parte financeira. Pomba gira Maria Pimenta geralmente é escrava de Nanã, Oxum ou Oyá.
Maria Dos Prazeres Padilha
A família Padilha é uma família nobre portuguesa O nome, originário em homenagem a segunda esposa de Pedro I de Castela, Dª. Maria Padilha de Castela, da Casa de Padilha (Antiga Família Padilla), em Castela, na Espanha Ibérica, pertencente a Dinastia de Borgonha. Padilha foi uma família efetivamente ligada à Casa Real Portuguesa, com vínculos à Casa Real Espanhola, e a todas as demais casas reais da Europa, e dela houve quatro Mestres da Calatrava e um de Santiago e, durante muito tempo, o cargo de Adiantado-Mor de Castela.
Significado: O termo Padilha é a pronuncia, aportuguesada, originária da palavra espanhola padilla, em castelhano, é o nome dado a uma ferramenta utilizada por padeiros; também podendo se referir a um determinado tipo de forno de pedra, ao qual se utilizavam pás de cabo longo para posicionar os alimentos no interior. O nome Padilha foi adotado pelos descendentes de Maria de Padilla, a qual teve o nome alterado para Maria Padilha após seu casamento com Dom Pedro I de Castela.
Origem: O nome Padilha originou-se do nome da nobreza espanhola Padilla , mais especificamente de Dª.Maria de Padilla , mais conhecida como Maria Padilha, a amante, conselheira e, posteriormente, esposa de Dom Pedro I de Castela. Alguns séculos depois da época do lendário Dom João III I, existia um lugar denominado Padilla, em Miranda de Castro Xerez, próximo de Burgos, o qual foi povoado por Dom Pedro I de (Rei de Castela e Leão, filho de Maria de Portugal e Afonso XI de Castela). Em uma de suas províncias Palencia, vivia a suntuosa Maria dePadilla.
Maria de Padilla (filha de Juan Garcez de Padilla, o senhor de Villagera, e de Maria de Henestrona) foi apresentada a Dom Pedro I, por intermédio de João Afonso de Albuquerque, O Conde de Albuquerque, , mordomo-mor de Maria de Portugal (rainha de Castela) e artífice do casamento de Dom Pedro I de Castela, com Branca de Bourbon. Maria de Padilla tornou-se amante de Dom Pedro I de Castela e passou a influenciá-lo nas mais importantes decisões. Foi graças a Maria de Padilla, em 1353, que Dom Pedro I de Castela, o jovem rei de 19 anos, escolheu governar como um autocrata apoiado no povo. O que lhe valeu o apelido de Justiceiro.
No dia 25 de Fevereiro de 1353, Branca de Bourbon chegava de Valladolid, com seu séquito chefiado pelo Visconde de Narbona , mas Pedro I encontrava-se em Torrijos com Maria de Padilla prestes a dar à luz. Em 03 de Junho, do mesmo ano, houve a cerimônia da boda de Pedro de Castela com Branca de Bourbon, apadrinhada por Dom Juan Afonso de Albuquerque e sua tia Leonor de Aragão. Três dias mais tarde, o rei voltou para Puebla de Montalbán , onde Maria de Padilla o aguardava. Após uma breve reconciliação em Valladolid , Dom Pedro I de Castela partiu, juntamente com Maria de Padilla, para Olmedo, onde se casou, secretamente, com Maria e abandonou sua esposa.
Após o casamento com Dom Pedro I de Castela, Maria de Padilla muda seu nome para Maria Padilha para adequar-se a pronúncia dialética de Olmedo Nascendo, assim a linhagem da família Padilha. A Casa Real de Padilha.
O partido político, adverso a Pedro, descobre que ele havia se casado, secretamente, com Maria Padilha e exerce pressão política contra o reinado de Pedro. Don Beltran de la Sierra, núncio do papa, intimou o rei a retomar Branca como sua esposa. O rei, entretanto, preferiu mantê-la presa, levando-a de Siguenza para Jerez de la Frontera e para Medina Sidonia, aonde foi envenenada pelo ballestero Juan Perez de Rebolledo.
Quando tudo parecia bem, a desgraça recai sobre a casa real. Algumas semanas após a morte de Branca de Bourbon, em Medina Sidonia, Maria Padilha, morre da peste bubônica de 1361 .Após sua morte todos os herdeiros, pertencentes à Casa de Padilla mudaram seus títulos para Padilha.
Dª. Maria Padilha e Dom Pedro I tiveram quatro filhos. Beatriz, infanta de Castela (Córdoba, 23 de março de 1354-1369 Tordesilhas) freira na Abadia de Santa Clara; Costança , infanta de Castela ( Castrojeriz, Castela, julho de 1354-24 de março de 1394, no castelo de Luicester 1354-24 de março de 1394 no castelo de Leiceste) casada em 21 de setembro de 1371,em Roquefort-sur-Mer, na Aquitânia, com João Plantageneta de Gaunt , João de Gauntou João de Gand (Flandres 1340-1399), Duque de Lencastre, filho de Eduardo II de Inglaterra e Filipa de Hainaut, viúvo desde 1369 de Branca de Derby. Foi pretendente de 1372 a 1387 ao trono castelhano, chegando a se intitular “Rei de Castella”. Teve uma filha, Catarina de Lancaster ou Gaunt ( morta em 1418,) que em 1388 casou com Henrique III de Castela (morto em 1406) ), irmão de Fernando II de Antequera, filhos de João de Castela.
Isabek, infanta de Castela (nascida em Morales no verão de 1355 e morta em 23 de Novembro de 1393) casou-se em Hertford em 01 de março de 1372 com Edmundo Plantageneta de Langley (1341-01 de agosto de 1402) Conde de Cambridge em 1385 Duque de York, irmão do precedente pois era o 4º filho de Eduardo II de Inglaterra e Filipa de Hainaut. Tiveram três filhos: Ricardo (1375-1415), Conde de Cambridge ;Constança e Eduardo Plantageneta (1373 -1415)); em 1390, Conde re Rutland.
Afonso, príncipe herdeiro de Castela (Tordesilhas, 1359-19 de outubro de 1362).
Dos descendentes de Maria Padilha, o primeiro que passou a Portugal foi Pedro Noberto de Arnot Padilha, que foi Secretário do Palácio, na Repartição do Minho. Ele procede de Diogo Miranda de Padilha ,que viveu no reinado de Dom Sancho III, de Navarra (994 -1035)). O segundo de que temos notícia é Lopo Fernandes de Padilha que, no reinado de Dom Fernando, fez parte da comitiva da princesa Dª. Beatriz ,quando de seu casamento com Dom João de Castela. No reinado de Dom João III de Portugal, foram concedidas cartas de armas: em 30 Abr 1530, a Dom Bartolomeu Fernandez Padilha, escudeiro da casa de Dom João III de Portugal, e em 23 Ago 1532, seu irmão, Dom Francisco Fernandes Padilha, por descenderem dos Padilha de Castela. Na igreja do Convento do Carmo, do lado do Evangelho , logo no princípio da nave, defronte do claustro, foi construído o carneiro de jazida dum fidalgo castelhano, Cristóvão Fernandes Padilha, a quem Dom João III deu o foro do escudeiro fidalgo e o foro de brasão de armas. Esta capela, no séc XVIII, pertencia ao conhecido autor das Raridades da Natureza de Hancourt Padilha, cavaleiro fidalgo e escrivão do desembargo d Paço.
O Cavaleiro da Ordem de Sant’lago Dom Cristóvão Fernandes Padilha, cavaleiro espanhol, filho de Fernão Soeiro Fernandes Padilha, casou com Dª. Ana de Miranda, filha de Dom Pedro de Miranda com quem teve Dom Sebastião Padilha. Este casou com Dª. Filipa Osório , filha de Dom Belchior Osório e de Catarina Henriques. Desse matrimônio nasceu Dom Luis Padilha de Miranda, Cavaleiro da Ordem de Avis e provedor dos Coutos.
Dom Diogo Fernandes Padilha, foi pai de Dom Lázaro Padilha, cavaleiro da Ordem de Cristo que casou com Dª. Maria Ribeiro Salazar, filha de Dom Gaspar Ribeiro de Arévalo, espanhol, e de Dom Francisca Cifuentes de Castela. Deste casamento nasceu Dª. Bárbara de Padilha, que adquiriu matrimônio com seu primo Dom Luis Padilha de Miranda, acima referido, gerando os Haucourt Padilha e a Família Assud Miranda, que viraram ciganos , mas que o utilizavam o Brasão dos Padilha.
BRASÃO DA FAMÍLIA PADILHA
Da Casa de Padilha: Um escudo pleno, contendo três pás de prata, em posição vertical, sobre fundo azul, cercado por nove meias-luas, em prata, sendo três acima das pás, três abaixo das pás, uma à direita das pás e duas a esquerda das pás; Um timbre de Águia Imperial Nascente, de cor negra com adornos prata; Um virol, na cor azul e negra, aos pés da Águia Imperial; Dois Paquifes, um a cada lado do Escudo Pleno, nas cores azul e prata.
AS CORES
Para cada cor do brasão da Casa de Padilha existe um significado singular.
Prata: pureza, integridade, firmeza e obediência
Azul: zelo, lealdade, caridade, justiça, lealdade, beleza e boa reputação.
Negro: prudência, astúcia, tristeza, rigor e honestidade
A Águia Negra: Conhecida como Águia Imperial Nascente, por ser a insígnia peculiar do Sacro Império Romano . Representada em cor negra, ornada em prata, com as asas abertas, de pontas voltadas para cima, a cauda espalmada, as pernas abertas com as garras estendidas, a cabeça voltada para o flanco direito, ereta, com a língua de fora. —Essa é a posição estendida. A Águia pode ser vista, figuradamente, como símbolo de força, de grandeza e de majestade.
Foi muito usada em brasões de exércitos, figurando nos estandartes de Ciro, rei dos Persas, e, mais tarde, durante o segundo consulado de Mário, encimando as lanças que eram insígnias das legiões. Na simbologia cristã aparece como possível símbolo da ressurreição e o triunfo de Cristo e do cristianismo. Foi também o símbolo da alma humana, o símbolo das artes. Chama-se de águia o homem muito perspicaz, penetrante, que vê longe; superior em inteligência.
Maria Padilha dos sete cruzeiros da Calunga
França, final do século dezenove. Juliette estava desesperada. Aos dezessete anos, filha de nobres franceses estava prometida em casamento para o jovem Duque D’areaux. Por coisas que somente à vida cabe explicar, havia se apaixonado por um dos cavalariços de sua propriedade. Entregara-se a essa paixão de forma avassaladora o que culminou na gravidez que já atingira a oitava semana.
Somente confiara o segredo à velha ama Marie, quase uma segunda mãe que a vira nascer e dela nunca se afastara, que a aconselhou a fugir com Jean, seu amado. Procurado, o rapaz não fugiu à sua obrigação e dispôs se a empreender a fuga. Sairiam a noite levando consigo apenas a ama, que seria muito útil à moça, e os cavalos necessários para os três. Perto da meia-noite, Juliette e Marie esgueiraram-se pelo jardim e dirigiram-se até o ponto em que o jovem as esperava. Rapidamente montaram e partiram. Não esperavam, contudo, que um par de olhos os espreitasse.
Era Sophie a filha dos caseiros, extremamente apaixonada por Jean. Percebendo o que se passava, correu até a grande propriedade e alertou aos pais da moça sobre a fuga iminente. Antoine, o pai de Juliette, imediatamente chamou por dois homens de confiança e partiu para a perseguição. Não precisaram procurar por muito tempo. A falta de experiência das mulheres fazia com que a marcha dos fugitivos fosse lenta. Antoine gritou para que parassem.
Assustado Jean apressou o galope e o primeiro tiro acertou-o no meio das costas derrubando-o do cavalo. Juliette correu para o amado gritando de desespero quando ouviu o segundo tiro. Olhou para trás, a velha ama jazia caída sobre sua montaria. Sem raciocinar no que fazia puxou a arma de Jean e apontou-a para o próprio pai. – Minha filha, solte essa arma! – assim dizendo aproximava-se dela. Juliette apertou o gatilho e o projétil acertou Antoine em pleno coração.
Os homens que o acompanhavam não sabiam o que fazer. Aproveitando esse momento de indecisão a moça correu chorando em total descontrole. Havia uma ponte à alguns metros dali e foi dela que Juliette despediu-se da vida atirando-se na água gelada. A morte foi rápida e nada se pode fazer. Responsável direta por três mortes (a dela, do pai e da criança que trazia no ventre) causou ainda, indiretamente mais duas, a de Jean e da ama.
Triste destino aguardava o espírito atormentado da moça. Depois de muito vagar por terrenos negros como a noite e conhecer as mazelas de incontáveis almas perdidas encontrou um grupo de entidades que a encaminhou para a expiação dos males que causara. Tornou-se então uma das falangeiras de Maria Padilha. Hoje em nossos terreiros atende pelo nome de Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga, onde, demonstrando uma educação esmerada e um carinho constante atende seus consulentes sempre com uma palavra de conforto e fé exibindo um sorriso cativante.

Maria Padilha das Almas (Mensagem)

A Entidade Tem Que Dizer Tudo?
Sempre escuto isso: “A Entidade tem que falar tudo!” E sempre digo isso: “Claro que não!”
Até quando meus filhos, vocês vão fingir que não entendem? Porquê “burros” vocês não são! Não vêem que não somos os donos da verdade? A verdade está dentro de cada um de vocês e Deus independe da verdade ou da mentira…
Ele é onisciente, ou seja, tudo só Ele o sabe! Já olharam para si mesmos, procurando identificar o quanto há de orgulho neste pensamento?
É como se vocês se achassem mais importantes do que os outros e chegam até pensar que, nós todos, espíritos em evolução, tivéssemos a obrigação de dizer o que vocês por covardia não falam!
Mas falam que nós, Exús e Pomba Giras, não seguramos a língua dentro da boca! E vocês? Basta virarem as costas pra soltarem a língua também!
Não somos iguais a essas “máquinas” de fazer dinheiro, que soltam uma “bolada” pra chamar a atenção do mundo inteiro!
E repito, pra chamar a atenção do mundo inteiro, assim: “Joguem, joguem mais, cada vez mais” Jogar? Só se for jogar fora, iah, há, há…E enquanto isso, nem percebem que o que vocês têm é o que realmente tem valor!
Passam uma vida inteira tentando viver que nem um doutor! E acabam vivendo que nem um computador! Iah, há, há, joga o laço seu Zé, no filho de pouca fé! Já devem estar pensando: “Nós todos, espíritos em evolução, mas e os espíritos de luz?” Iah, há, há…
Nós todos, espíritos em evolução sim, pois a escuridão só existe no pensamento dos filhos! Se todos caminham para a eternidade, só pode haver Luz, pois na escuridão ninguém caminha pra lugar algum, iah, há, há…!
Nos olhos de quem vê, é tiro na certa… Nos olhos de quem crê, é bala que adoça a alma e logo enxerga!
Maria Padilha das Almas .
Pombo Gira Pagã
Existem na erraticidade ( planos dos desencarnados) muitos níveis de evolução.
Os espíritos ditos genericamente obsessores, têm uma enorme variação de consciência de sua situação e do que acontece nas diversas colonias espirituais, ou moradas vibracionais temporárias, como as chama Maria Mulambo.
Sua insistência em permanecer junto aos encarnados, apegados à situações, paixões e necessidades de sensações materializadas, ocorrem por uma infinidade de motivos.
Os espíritos inofensivos que apenas estão inconscientes de sua condição de desencarnados, ou mesmo que tenham consciência, mas não aceitem o desligamento com a matéria e as questões pertinentes a sua vida enquanto encarnado, podem ser facilmente encaminhados às suas devidas colonias por atitudes de seus entes queridos encarnados, como: orações sinceras e com fé, ou ainda como a frequência a um Centro Kardecista ou Centro de Umbanda. Em geral, os espíritos perdidos e sofredores que não intencionam causar danos aos encarnados são resgatados, orientados e conduzidos pelas queridas Pombos Giras Guardiãs das Almas.
Entretanto, os obsessores sedentos de vinganças (que na maioria das vezes, acreditam estarem certos em suas cobranças) como os que foram assassinados, violentados, mal tratados, espancados, explorados, humilhados, torturados, perseguidos, prejudicados financeiramente, traídos por seus amantes, etc.
Esses espíritos são obstinados, eles não conseguem ver além de sua dor, estão saturados de revolta e na tentativa de minimizarem seu sofrimento, tentam fazer com que seus algozes, paguem o que devem. Isso é fácil de entender é típico do ser humano!
Essas perseguições podem se ocorrerem por muitas encarnações, não somente pela a atual ou a imediatamente anterior.
O grupo mais perigoso de espíritos maléficos, que são os mentores das trevas e os magos negros, usam os espíritos dos grupos acima citados, como instrumentos de seus planos de ataques aos encarnados. Esse tipo de ser, não quer e não tem, ainda, condições de evolução, segundo as leis e preceitos divinos. Não aceitam Luz e ainda ironizam os seres de bem.
Quando os Guardiões Exús e Pombas Giras, capturam um kiumba, eles os encaminham ao local mais adequado à esse espírito, no momento. E muitos deles, após tratamento, são convidados à ingressarem nas falanges dos Guardiões. Esses espíritos estariam sobre liberdade vigiada. Num processo de reconhecimento de seus erros, consciência e arrependimento, trabalho e evolução. O que é fácil de se verificar, pois não se engana Guardião!
Os espíritos chamados Kiumbas que são aceitos nas falanges dos Guardiões Exús e Guardiãs Pombas Giras, à priori, não são mais considerados kiumbas, mas ainda não são e não podem ser considerados Guardiões. São então denominados EXU PAGÃO E POMBA GIRA PAGÃ (NADA TEM HAVER COM RELIGIÕES PAGÃS).
Eles estão sobre observação constante e sua elevação à EXÚ BATIZADO OU POMBA GIRA BATIZADA, depende de seu trabalho e conduta. Passam por momentos de provações e tentações muito difíceis e estão sempre sendo assediados à fazerem o mal. Como muitos deles ainda tem o cérebro perispiritual com muitas lembranças de sensações da matéria, caem em tentação por oferecimentos feitos por médiuns e consulentes escusos, que têm dupla responsabilidade: a do mal que pedem para alguém e a do mal que fazem ao se aproveitarem da fragilidade moral da entidade que invocam.
Mas a grande maioria dos EXÚS PAGÃOS E POMBAS GIRAS PAGÃS, consegue à duras penas e com a ajuda, cobrança e aconselhamento dos Guardiões, evoluírem à uma condição espiritual mais digna e conscienciosa de bem e mal e certo e errado. Essa Pomba Gira Pagã, enquanto subordinada às regras, só pode tomar atitudes com a permissão da Guardiã imediatamente superior a ela, responsável por seu aprendizado.
Quando for de fato aceita, como Pomba Gira Guardiã, passará a usar o nome de identificação da falange, então será mais um espírito a engrossar a falange de Maria Mulambo, Maria Padilha, Rosa Caveira etc.
Será mais uma das milhares de “Marias” ou “Rosas”, e com certeza, muito orgulhosa, pois só ela saberá o que passou, encarnada e na erraticidade, quantos erros e acertos cometeu, quanto mal fez, quantos pecados pagou, quantos infernos visitou para receber o benefício e o título, que para muitos ingênuos é sinônimo de ironia, escárnio ou maldição:
“POMBA GIRA GUARDIÃ, a milícia do Astral temente às leis do Criador e combatentes do mal”.
Então a expressão POMBA GIRA PAGÃ, deve ser revista e reconceituada com respeito e deixando de ser usada somente de modo depreciativo.
LAROIÊ POMBAS GIRAS!
Você não é sua Pomba Gira!
Médiuns de incorporação não desenvolvidos ou recentes no exercício de suas funções mediúnicas, algumas vezes confundem a personalidade da entidade à qual servem, com a sua própria.
Quando incorporados, é normal que haja uma influência mútua, pois a entidade usa os recursos que o médium oferece para poder se manifestar. Esses recursos disponibilizados pelo médium à entidade são a somatória de seus conhecimentos, habilidades, crenças, gostos, moral, formação, educação etc. e a influência da personalidade da entidade, também com seus conhecimentos, habilidades, experiências, gostos, temperamento e grau de evolução moral e espiritual.
Uma entidade responsável jamais irá influenciar o médium em sua vida pessoal, à ponto de aliená-lo de si mesmo, privando-o do seu poder de decisão e de expressão. Se isso estiver ocorrendo, a entidade em questão não é uma Pombo-Gira Guardiã. Pombo Giras nunca agem dessa forma leviana.
A entidade à qual você serve pode não gostar de seu marido, por motivos que provavelmente são justificados, mas jamais irá obrigá-la à deixá-lo ou traí-lo com outros homens. Isso não existe. Não ocorre em hipótese alguma.
Então se você quer justificar para si mesmo ou para os outros seus desejos e atitudes usando uma entidade tão nobre quanto as Pombo Giras de lei, das duas uma, ou você de fato está sendo manipulado por entidades levianas e se deixando dominar, ou você não tem o conhecimento necessário sobre si mesmo para poder avaliar quem de fato você é e o que quer realmente.
Procure fazer uma reflexão sobre o que verdadeiramente está ocorrendo, quais são os seus projetos, quais são seus medos, se está satisfeito com sua vida amorosa, familiar ou profissional.
Reavalie seus pontos fracos, como lida com a raiva, com a inveja, com a frustração, com a traição, com o desejo sexual, etc.
Irá descobrir que muitas das influências atribuídas às suas Pombos Giras são inerentes à você mesmo.
Analise ainda suas preferências, gostos, que importância dá à sua imagem pessoal, se você é muito vaidosa e extravagante. Se não é você que faz questão de jóias, adornos e chamar a atenção das pessoas por inseguranças ou carências que na realidade são suas.
Você pode ser uma pessoa exuberante e brincalhona, e no entanto trabalhar com uma entidade extremamente séria, nem por isso a entidade irá exigir que você abra mão do seu modo de se expressar e assuma a personalidade rígida dela.
O que sua Pombo Gira pode e deve fazer é aconselhá-lo(a), encorajá-lo(a) e ajudá-lo(a) à fazer as mudanças necessárias em sua vida. Essas mudanças, quando necessárias, devem ser planejadas através de um criterioso exame sobre si mesmo, as pessoas ao nosso redor e todas as consequências que acarretarão.
Assuma sua vida, conheça a si mesmo, conheça e respeite a entidade com a qual trabalha e seja feliz. Mas jamais transfira para as Pombo Giras a responsabilidade por suas atitudes!
Saravá Guardiães Pombo Giras!
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