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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

OBÁ

OBÁ

MORANGA PARA OBA
1 moranga + 200g. de camarão limpo + um maço de língua de vaca + 1 cebola + dendê
Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.

OVOS DE OBÁ
6 ovos + 1 molho de cheiro-verde + 1 cebola + azeite de dendê + sal.
Coloque todos os temperos na panela com azeite-de-dendê e refogue. Abra os ovos em cima do refogado e vá colocando azeite-de-dendê quente por cima ou coloque no forno até os ovos ficarem duros.


ALUÁ DE OBÁ
1 garrafa de vinho moscatel + 1 ovo cru + uma pitada de noz-moscada + um pouco de xarope de groselha + açúcar a gosto.
Bata tudo junto no liquidificador e ofereça a Oba.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Obá

É a princesa guerreira, Orixá feminino de Nagô (Iorubá), nascida de Orungá e do ventre de Yemanjá, depois de um incesto de Orugan. 

Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iyámi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino. 

Terceira mulher de Xangô, depois de Oyá e Oxum. Considerada por alguns como a irmã de Iansã. Ela desafiou e venceu as lutas, sucessivamente contra Oxalá, Xangô e Orunmilá. Obá era uma mulher vigorosa e cheia de coragem. Faltava-lhe, talvez, um pouco de charme e refinamento. Mas ela não temia ninguém no mundo. Seu maior prazer era lutar. 

Seu vigor era tal que ela escolheu a luta e o pugilato como profissão. Obá saiu vencedora de todas as disputas que foram organizadas entre ela e diversos orixás. Ela derrotou Obatalá, tirou Oxossi de combate, deixou no chão Orunmilá. Oxumarê não resistiu à sua força. Ela desafiou Obaluaê e botou Exú pra correr. Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo e lança. Altiva, sombria e muito respeitada.

Obá é a representação dos ancestrais femininos, anciã e guardiã da sociedade Eleekô. Está associada à água e à cor vermelha. Representa o mais antigo e arcaico. Símbolo genitor, capaz de grandes sacrifícios próprios, lutadora, guerreira e companheira inseparável de L'Oya.



- Obasy, rio revolto

- Obasy, mística e idosa, com bons costumes, porém, grosseira.

- Obasy, mulher valente, orixá de uma orelha só.

- Obasy, quando em fúria transborda, agita-se.



Obasy é a senhora da sociedade elekoo, porém no Brasil esta sociedade está muito restrita, sendo assim, esta sociedade passou a cultuar egungun. Deste modo, Obasy é a senhora da sociedade lesse-orixá.


Tudo relacionado a Obasy é envolto em um clima de mistérios, e poucos são os que entendem seus atos aqui no Brasil. Certas pessoas a cultuam como se fosse da família ji, ao passo que outras a cultuam como se fosse um Xangô fêmea. Obasy e Ewá são semelhante, são primas e ambas possuem oro omi osun. Ela usa ofá (arco e flecha) assim como Ewá e ambas são identificadas também com Odé. Obasy usa a festa da fogueira de xangô para poder levar suas brasas para seu reino, desta forma é considerada uma das esposas de xangô mais fieis a ele.


OBÁ é Orixá ligada a água, guerreira e pouco feminina. Suas roupas são vermelhas e brancas, leva um escudo, uma espada, uma coroa de cobre. Usa um pano na cabeça para esconder a orelha cortada. Conta e lenda que Obá, repudiada por Xangô. Vivia sempre rondando o palácio para voltar.

Conta a sua lenda que foi no seguimento de uma querela com Oxum, e com o intuito de obter a preferência de Xangô que ela cortou a orelha esquerda e, com ela, temperou um amalá para o seu esposo, pois Orixá Oxum a havia convencido de que fazendo isso, certamente ela iria conseguir o seu objetivo. O resultado foi contrário, pois Xangô detestou encontrar a orelha da esposa na sua comida e também a sua mutilação. Obá passou então a esconder a mutilação com a mão esquerda, com o seu escudo, ou também com um turbante.
Obá se vinga de Oxum entornando sobre seus pés um caldeirão de dendê fervendo, por isso que dizem que se conhece uma pessoa de Oxum pelos pés. Ela também representa o lado esquerdo preeminente feminino, ligada as Iyamís, ostenta seu poder apontando com a mão esquerda em riste na direção de sua orelha esquerda e com a mão direita empunha como num coice sua espada, dança esplendidamente.


Tudo relacionado a Obá é envolto em um clima de mistérios, e poucos são os que entendem seus atos aqui no Brasil. Obá e Ewá são semelhante, são primas e ambas possuem oro omi osun. Ela usa ofá (arco e flecha) assim como Ewá e ambas são identificadas também com Oxóssi. Obá usa a festa da fogueira de Xangô para poder levar suas brasas para seu reino, desta forma é considerada uma das esposas de Xangô mais fieis a ele.


Qualidades de Orixá Obá. 

Obá Gideo - Essa é a mais velha, guerreira, ciumenta, obtêm um relacionamento sério quando gosta de alguém. Come com Xangô e Oyá cores vermelho, branco e marrom semelhando as cores de Xangô. 

Obá Rewá - Uma Orixá jovem, teve um encanto por Oxóssi mais jovem Logun-Edé, vive entre os lagos e as florestas. Come com Oxóssi e veste vermelho com verde.

Temos também Obá Syió;  Oba Lode ; Oba Loke;  Obá Térà;  Obà Lomyìn;


Em qualquer das suas qualidades é uma guerreira destemida, mas ressentida. Veste-se de vermelho, branco e dourado. Carrega espada e escudo. Gosta de acarajé, aberém, feijão fradinho, cabras, galinhas e coquéns. Recebe culto às quartas-feiras e os seus filhos são em pequenos números.

Dia da Semana: Quarta-feira.
Cores: Marron raiado, Vermelho e Amarelo.
Símbolos: Ofange (espada) e Escudo de Cobre, Ofá (arco e flecha).Elementos: Fogo e Águas Revoltas.
Domínios: Amor e Sucesso Profissional.
Saudação: Obà Siré!

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

OS FILHOS DE OBÁ

As mulheres de Obá são valorosas e incompreendidas, cujo sofrimento acabam sendo parte de suas vidas. Essas pessoas têm a impressão que tudo para elas é mais difícil, exigindo grande capacidade de luta e resistência e acabam se entregando ao trabalho duro com afinco. 


Os filhos de Obá não têm muito jeito para se comunicar com as pessoas, chegam a ser duros e flexíveis, tem dificuldade para serem gentis, estabelecer um canal de comunicação efetiva com os outros. Às vezes são brutas e rudes afastando as pessoas de si. Isso deve ao fato dos filhos de Obá na maioria das vezes sofrerem de um certo complexo de inferioridade achando que as pessoas se aproximam e querem lhe tirar alguma coisa e de fato esse tipo de situação pode ocorrer normalmente com os filhos de Obá. Sua sinceridade chega a ferir, expressam suas opiniões, fazem críticas e acabam magoando as pessoas, pois não se preocupam em ser agradáveis, mas essa agressividade é puramente um instinto de defesa.


As filhas de Obá, não são atraentes, são desajeitadas e não tem elegância no trajar. Tem corpo estreito e pouco busto; o rosto é anguloso. Parecem mais velhas do que realmente são. São valorosas e incompreendidas. Decididas, agressivas e atuantes, tem sucesso nos negócios e nos ganhos, indo até as últimas conseqüências para alcançar seus objetivos. Gostam de acumular bens. São voltadas para o feminismo ativo e tem posições bem definidas. Dotadas de ciúmes mórbidos, são implacáveis quando traídas por amigos. São grandes sacerdotisas, comerciantes, militares, militantes sociais e donas de casa.


Os filhos de Obá trazem um fundamento de grande força, de tenacidade, de vontade de lutar pelas coisas e batalhar pelo que desejam. São pessoas com força de vontade extremas, podendo até ser violentas para alcançar os seus objetivos. São mulheres de sentimentos muito intensos, são pessoas bastante apaixonadas e que apegam muito facilmente aos seus casos, aos seus relacionamentos e tem também uma carência muito grande.


Os filhos de Obá são bons companheiros, amigos e fiéis. São ciumentos, possessivos no amor, por isso não tem muita sorte. Quando apaixonados nunca são os senhores da relação, cedem tudo, abdicam de suas convicções, vontades e direitos. Infelizmente nessa vida, filhos de Obá sofrem por esses caminhos. Caminhos infelizes no amor. Investem todas as suas cartas em suas carreiras e dentre as mulheres que se destacam profissionalmente numa sociedade machista podem se encontrar muitas filhas e filhos de Obá. Muitas vezes despertam as invejas de seus inimigos e podem sofrer algumas emboscadas, por isso devem vencer a tendência que possuem para a ingenuidade sobre a força, sobre a cultura de Obá é que existe o Candomblé.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

OBÁ

Verdade é o princípio real, certo, correto, autêntico, sincero. A verdade absoluta só está contida no Divino Criador, Olorum, mas, Sua qualidade concentradora, associada à verdade, está na Divindade Planetária, que é a nossa  amada Mãe Obá, regente feminina da Linha do Conhecimento.   Nossa percepção  da  verdade  tornar-se-á  mais límpida e nosso desejo de pureza de coração mais sublime e mais santo, se preenchermos nosso espírito com pensamentos elevados e puros e meditarmos sobre o amor e misericórdia divinos. O conhecimento da verdade depende mais da simplicidade, da pureza de propósito de uma fé sincera e confiante, do que da capacidade intelectual. Não há melhor agente de purificação do que a chama da Verdade Espiritual. Quem  a conhece e a ela se dedica será purificado das manchas da personalidade. Só o que é verdadeiro tem em si mesmo uma densidade e uma resistência própria que o eterniza no tempo e na mente dos seres. O conhecimento da  Verdade é dado àquele que vive na força da fé, que domina o eu pessoal, as ilusões e as impressões dos sentidos. O ignorante e o descrente não acham sequer o começo do caminho que conduz à paz. Mãe Obá pune com rigor os sarcásticos, os sátiros que brincam com as coisas sagradas e é implacável com os que colocam as divindades no mesmo nível chulo onde eles perderam suas consciências, bom senso e evolução. Ela é a divindade que paralisa os seres que se desvirtuaram porque adquiriram conhecimentos viciados, distorcidos ou falsos. A atuação dessa Mãe é discreta, pois ela é tão silenciosa quanto a terra, seu elemento, e quem está sendo paralisado nem percebe que está passando por uma descarga emocional muito intensa. Mas, algum tempo depois, já começa a mudar alguns de seus conceitos errôneos ou abandona a linha de raciocínio desvirtuado e viciado que o estava direcionando. O saber ou  conhecimento perfeito em si mesmo é o coroamento de todas as ações. Ele nos livra da confusão, das dúvidas, da má compreensão e dos erros. Tudo o que existe no grande Todo que é Deus, forma uma só vida. Quem atingiu esse conhecimento e sabedoria, entra na Paz Suprema, na quietude de Mãe Obá

Mãe   Obá é uma divindade gerada em Deus na sua qualidade concentradora, que dá consistência e firmeza a tudo o que cria. Ela é o elemento terra que dá sustentação e germina em seu ventre terroso todas as sementes do conhecimento. Nossa amada mãe Obá atua como concentradora do raciocínio dos seres e atua na vida de todos os que dão mau uso ao dom do raciocínio e aos conhecimentos que adquiriram. Ela é a qualidade divina que esgota os seres cujo raciocínio se desvirtuou, gerando falsos conceitos religiosos paralisadores da evolução e desequilibradores da fé. Com seu poderoso magnetismo telúrico e vegetal, Mãe Obá absorve as energias irradiadas pelos pensamentos dos seres que estão dando mau uso aos seus conhecimentos, para descarregá-los em si mesmos, assim que desencarnarem, quando receberão terríveis choques mentais que chegam a levar alguns ao estado de demência. Seu pólo magnético é tão atrativo quanto o planeta Terra. Como Orixá Cósmico, ela atua sempre que é preciso acelerar a paralisação de um ser que, com seus conhecimentos, está prejudicando muitas pessoas e atrapalhando suas evoluções, pois as está induzindo, por conceitos errôneos, a seguir uma direção contrária à que a Lei Maior lhes reservou. Mãe Obá é circunspecta, de caráter firme e reto, de poucas palavras e de uma profundidade única nas suas vibrações retificadoras do raciocínio dos seres. Ela é interpretada como a mestra rigorosa, inflexível e irredutível nos seus pontos de vista (conceitos sobre a verdade). Ela é absorvedora, corretiva e não se peja se tiver de esgotar toda a capacidade de raciocínio de um ser que se emocionou e se desequilibrou mentalmente. O campo em que mãe Obá mais atua é o religioso, paralisando os excessos cometidos pelas pessoas que dominam o conhecimento religioso, aquietando-os, antes que cometam erros irreparáveis. O ser que está sendo atuado por Obá começa a desinteressar-se pelo assunto que tanto o atraía antes e torna-se meio apático, alguns até perdendo sua capacidade de raciocinar. Nada ou ninguém deixa de ser alcançado por suas irradiações estimuladoras. Esse alcance ultrapassa o culto dos Orixás, pois a religiosidade é comum a todos os seres pensantes. Nos pontos riscados, Mãe Obá é representada simbolicamente por uma folha vegetal, onde a fotossíntese acontece. Mas, seus atributos são telúricos, pois é através da essência telúrica que suas irradiações nos chegam, imantando-nos e despertando em nosso íntimo os virtuosos sentimentos. As atribuições de Mãe Obá são as de não deixar um só ser sem o seu amparo, sustentação e fixação, desde que merecedor.  Mas, nem sempre o ser absorve suas irradiações, quando está com a mente voltada para o materialismo desenfreado dos espíritos encarnados.
                                                                                     

quarta-feira, 30 de maio de 2018

FEIJÃO COM CAMARÃO SECO PARA OBÁ

Você vai precisar de:
  • Feijão fradinho
  • Cebola;
  • Camarão Seco
  • Azeite-de-Dendê
  • Farinha de mandioca grossa crua
  • Vinho licoroso tinto
  • 1 alguidar
  • 1 quartinha de barro com asas
Modo de preparo:
Cozinhe o feijão fradinho.
Limpe o camarão seco.
*Reserve alguns camarões inteiros para enfeitar.
Faça um refogado com a cebola ralada e o camarão seco no azeite de dendê.
Acrescente água e espere abrir fervura, depois vá acrescentando a farinha de mandioca até o ponto desejado fazendo um pirão.
Coloque este pirão no alguidar e enfeite com os camarões inteiros.

CAMARÃO NA MORANGA PARA OBÁ

Você vai precisar de:
  • Uma Moranga
  • 500gr de camarão fresco
  • Um maço de língua de vaca
  • Uma cebola
  • Azeite de Dendê
  • Vinho licoroso tinto
  • 1 prato de barro
  • 1 quartinha de barro com asas
Preparo:
Cozinhe a moranga inteira até ficar bem macia.
Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes.
Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com a cebola, dendê e os camarões (limpos). *Reserve alguns camarões (também refogados) inteiros para enfeitar.
Coloque este refogado dentro da moranga.

sábado, 26 de maio de 2018

OBÁ

Verdade é o princípio real, certo, correto, autêntico, sincero. A verdade absoluta só está contida no Divino Criador, Olorum, mas, Sua qualidade concentradora, associada à verdade, está na Divindade Planetária, que é a nossa  amada Mãe Obá, regente feminina da Linha do Conhecimento.   Nossa percepção  da  verdade  tornar-se-á  mais límpida e nosso desejo de pureza de coração mais sublime e mais santo, se preenchermos nosso espírito com pensamentos elevados e puros e meditarmos sobre o amor e misericórdia divinos. O conhecimento da verdade depende mais da simplicidade, da pureza de propósito de uma fé sincera e confiante, do que da capacidade intelectual. Não há melhor agente de purificação do que a chama da Verdade Espiritual. Quem  a conhece e a ela se dedica será purificado das manchas da personalidade. Só o que é verdadeiro tem em si mesmo uma densidade e uma resistência própria que o eterniza no tempo e na mente dos seres. O conhecimento da  Verdade é dado àquele que vive na força da fé, que domina o eu pessoal, as ilusões e as impressões dos sentidos. O ignorante e o descrente não acham sequer o começo do caminho que conduz à paz. Mãe Obá pune com rigor os sarcásticos, os sátiros que brincam com as coisas sagradas e é implacável com os que colocam as divindades no mesmo nível chulo onde eles perderam suas consciências, bom senso e evolução. Ela é a divindade que paralisa os seres que se desvirtuaram porque adquiriram conhecimentos viciados, distorcidos ou falsos. A atuação dessa Mãe é discreta, pois ela é tão silenciosa quanto a terra, seu elemento, e quem está sendo paralisado nem percebe que está passando por uma descarga emocional muito intensa. Mas, algum tempo depois, já começa a mudar alguns de seus conceitos errôneos ou abandona a linha de raciocínio desvirtuado e viciado que o estava direcionando. O saber ou  conhecimento perfeito em si mesmo é o coroamento de todas as ações. Ele nos livra da confusão, das dúvidas, da má compreensão e dos erros. Tudo o que existe no grande Todo que é Deus, forma uma só vida. Quem atingiu esse conhecimento e sabedoria, entra na Paz Suprema, na quietude de Mãe Obá

Mãe   Obá é uma divindade gerada em Deus na sua qualidade concentradora, que dá consistência e firmeza a tudo o que cria. Ela é o elemento terra que dá sustentação e germina em seu ventre terroso todas as sementes do conhecimento. Nossa amada mãe Obá atua como concentradora do raciocínio dos seres e atua na vida de todos os que dão mau uso ao dom do raciocínio e aos conhecimentos que adquiriram. Ela é a qualidade divina que esgota os seres cujo raciocínio se desvirtuou, gerando falsos conceitos religiosos paralisadores da evolução e desequilibradores da fé. Com seu poderoso magnetismo telúrico e vegetal, Mãe Obá absorve as energias irradiadas pelos pensamentos dos seres que estão dando mau uso aos seus conhecimentos, para descarregá-los em si mesmos, assim que desencarnarem, quando receberão terríveis choques mentais que chegam a levar alguns ao estado de demência. Seu pólo magnético é tão atrativo quanto o planeta Terra. Como Orixá Cósmico, ela atua sempre que é preciso acelerar a paralisação de um ser que, com seus conhecimentos, está prejudicando muitas pessoas e atrapalhando suas evoluções, pois as está induzindo, por conceitos errôneos, a seguir uma direção contrária à que a Lei Maior lhes reservou. Mãe Obá é circunspecta, de caráter firme e reto, de poucas palavras e de uma profundidade única nas suas vibrações retificadoras do raciocínio dos seres. Ela é interpretada como a mestra rigorosa, inflexível e irredutível nos seus pontos de vista (conceitos sobre a verdade). Ela é absorvedora, corretiva e não se peja se tiver de esgotar toda a capacidade de raciocínio de um ser que se emocionou e se desequilibrou mentalmente. O campo em que mãe Obá mais atua é o religioso, paralisando os excessos cometidos pelas pessoas que dominam o conhecimento religioso, aquietando-os, antes que cometam erros irreparáveis. O ser que está sendo atuado por Obá começa a desinteressar-se pelo assunto que tanto o atraía antes e torna-se meio apático, alguns até perdendo sua capacidade de raciocinar. Nada ou ninguém deixa de ser alcançado por suas irradiações estimuladoras. Esse alcance ultrapassa o culto dos Orixás, pois a religiosidade é comum a todos os seres pensantes. Nos pontos riscados, Mãe Obá é representada simbolicamente por uma folha vegetal, onde a fotossíntese acontece. Mas, seus atributos são telúricos, pois é através da essência telúrica que suas irradiações nos chegam, imantando-nos e despertando em nosso íntimo os virtuosos sentimentos. As atribuições de Mãe Obá são as de não deixar um só ser sem o seu amparo, sustentação e fixação, desde que merecedor.  Mas, nem sempre o ser absorve suas irradiações, quando está com a mente voltada para o materialismo desenfreado dos espíritos encarnados.
                                                                             

segunda-feira, 2 de abril de 2018

LENDAS OBÁ

Obá nasceu e cresceu grandalhona e desajeitada. Devido a isso se tornou tímida fugindo do contato com todos. Para compensar esse lado tão arredio de sua personalidade, tornou-se uma lutadora feroz. Lutava por prazer e nesses momentos se sentia a melhor e mais bonita das mulheres. Os embates em que ela participava eram disputados, todos queriam assisti-la em ação. Não escolhia adversários, derrubava homens e mulheres com a mesma naturalidade. Cada vitória era ovacionada por dezenas de pessoas e assim sua fama de campeã acabou rompendo os limites de sua tribo indo parar em terras distantes. Ogum, o grande guerreiro de terras vizinhas, ficou extremamente perturbado com a fama daquela mulher e resolveu ver de perto se ela realmente merecia o que dela se falava. Disfarçado, pois era muito conhecido nos campos de luta, observou vários desafios enfrentados por Obá e ficou abismado com a facilidade com que ela vencia. Era uma mulher grande sem traços de beleza, mas com uma altivez que mexeu com o rapaz Sem pensar duas vezes desafiou- a. Ela ficou espantada, pois não imaginava uma luta com o grande Ogum conhecido por suas vitórias, mas aceitou sem pestanejar, confiava em si. Marcaram a contenda para alguns dias adiante o que daria tempo a Obá para que descansasse. Novamente disfarçado Ogum seguia o treinamento da moça e a cada vez se espantava mais. Após o terceiro dia começou a temer uma possível derrota, isso seria absurdo e seu nome seria jogado na lama. Incomodado com esses pensamentos resolveu procurar por um babalaô a quem pediu algo que o fizesse ganhar a luta com certeza. O adivinho mandou que ele preparasse muitos quiabos com milho, socasse-os no pilão até formar uma pasta grossa e a levasse para o local. No dia marcado, Ogum chegou bem cedo e no canto destinado a Obá, espalhou a pasta. Cobriu com folhas todo o circulo assim ninguém veria a artimanha empregada. Logo que o dia amanheceu as pessoas começaram a chegar, eram muitas, vindas de diversas partes, ambos ficaram muito conhecidos e seria uma grande luta. A deusa das águas revoltas em minutos mostrou sua superioridade. Era quase certa a derrota de Ogum, este já adivinhando o final, aproveitou-se de um descuido da mulher e levou-a até a pasta preparada. Obá escorregou e caiu. Imediatamente o guerreiro pulou para cima dela e a violentou. A vergonha foi tamanha que ela fugiu e nunca mais foi vista na aldeia. Foi assim que Ogum tornou-se o primeiro homem de Obá e o único a derrotá-la naquilo que ela fazia de melhor.

2-
Obá era uma das mulheres de Xangô, mas ela não era nem aventureira como Iansã, nem dengosa como Oxum; por isso, se sentia desprezada pelo marido. Percebendo que Xangô gostava da comida feita por Oxum, pediu-lhe que a ensinasse a cozinhar. Para enganá-la, Oxum cobriu a cabeça com um pano, fez uma sopa de cogumelos e disse que era o prato preferido de Xangô, uma sopa com suas orelhas. Obá fez uma sopa em que colocou uma de suas orelhas. Quando Xangô chegou, ela o serviu toda contente, mas quando ele viu a orelha, ficou enojado e brigou com ela. Nisso, Oxum tirou o pano da cabeça, mostrando as orelhas perfeitas, e começou a rir. Furiosa, Obá se atirou sobre ela e as duas brigaram até que Xangô explodiu de raiva, fazendo as duas fugirem e se transformarem em rios. É por isso que, ao dançar, Obá cobre uma orelha com o escudo.

Obá escolheu a guerra para dar alegria à sua vida. Enfrentava a tudo e a todos, vencendo sempre.Um dia Obá desafiou Ogum, que era um valente guerreiro. O ardiloso Ogum, que sabia da bravura de Obá, foi procurar os adivinhos para que o aconselhassem sobre a melhor maneira de vencer a guerreira. Foi-lhe recomendado oferecer uma gamela contendo espigas de milho e quiabos, tudo bem pilado, formando uma massa viscosa e escorregadia. Ogum preparou a oferenda, colocando-a num canto do lugar onde lutariam.Obá chegou altaneira e em tom desafiador começou a dominar a luta. Lá pelas tantas Ogum levou-a até onde estava a oferenda e Obá, desajeitada, caiu sobre a oferenda escorregando sem parar. Na queda, Ogum aproveitou e possuiu Obá ali mesmo, tornando-se seu primeiro homem.Tempos depois Sango roubou Obá de Ogum.

3-
Obá era uma mulher vigorosa e cheia de coragem. Faltava-lhe, talvez, um pouco de charme e refinamento. Mas ela não temia ninguém no mundo. Seu maior prazer era lutar.Seu vigor era tal que ela escolheu a luta e o pugilato como profissão. Obá saiu vencedora de todas as disputas que foram organizadas entre ela e diversos orixás. Ela derrotou Obatalá, tirou Oxossi de combate, deixou no chão Orunmilá. Oxumaré não resistiu à sua força.Ela desafiou Obaluaê e botou Exú prá correr. Chegou a vez de Ogum!Ogum teve o cuidado de consultar Ifá, antes da luta. Os adivinhos lhe disseram para fazer oferendas, compostas de duzentas espigas de milho e muitos quiabos. Tudo pisado num pilão para se obter uma massa viscosa e escorregadia. Esta substância deveria ser depositada num canto do terreno onde eles lutariam.Ogum seguiu, fielmente, estas instruções. Na hora da luta, Obá chegou dizendo: "O dia do encontro é chegado".Ogum confirmou: "Nós lutaremos, então, um contra o outro". A luta começou.No início, Obá parecia dominar a situação. Ogum recuou em direção ao lugar onde ele derramara a oferenda. Obá pisou na pasta viscosa e escorregou. Ogum aproveitou para derrubá-la. Rapidamente, libertou-se do seu pano e a possuiu ali mesmo, tornou-se, dessa maneira, seu primeiro marido.Mais tarde, Obá tornou-se a terceira mulher de Xangô, pois ela era forte e corajosa. A primeira mulher de Xangô foi Oiá-Iansã que era bela e fascinante. A segunda foi Oxum, que era coquete e vaidosa.Uma rivalidade logo se estabeleceu entre Obá e Oxum. Ambas disputavam a preferência do amor de Xangô. Obá procurava, sempre, surpreender o segredo das receitas utilizadas por Oxum quando esta preparava as refeições de Xangô.Oxum, irritada, decidiu preparar-lhe uma armadilha. Convidou Obá a vir, um dia de manhã, assistir à preparação de um prato que, segundo ela, agradava infinitamente a Xangô. Obá chegou na hora combinada e encontrou Oxum com um lenço amarrado à cabeça, escondendo as orelhas.Ela preparava uma sopa para Xangô onde dois cogumelos flutuavam na superfície do caldo. Oxum fez crer a Obá que se tratava de suas orelhas, que ela cozinhava, assim, para preparar o prato favorito de Xangô. Este logo chegou, vaidoso e altivo. Engoliu, ruidosamente e com deleite, a sopa de cogumelos e, galante e apressado, retirou-se com Oxum para o quarto.Na semana seguinte, era a vez de Obá cuidar de Xangô. Ela decidiu pôr em prática a receita maravilhosa. Xangô não sentiu nenhum prazer ao ver que Obá se cortara uma das orelhas. Ele achou repugnante o prato que ela lhe preparara. Neste momento, Oxum chegou e retirou o lenço, mostrando à sua rival que suas orelhas não haviam sido cortadas, nem comidas.Furiosa, Obá precipitou-se sobre Oxum com impetuosidade. Uma verdadeira luta se seguiu. Xangô, encolerizado, trovejou sua fúria. Apavoradas, Oxum e Obá fugiram e se transformaram em rios.Até hoje, as águas destes rios são tumultuadas e agitadas, no lugar de sua confluência, em lembrança da briga que opôs Oxum e Obá pelo amor de Xangô.

4-Obá provoca a morte do cavalo de Xangô

Xangô era um conquistador de terras e de mulheres, vivia sempre de um lugar para o outro. Em Cossô fez-se rei e casou-se com Obá. Obá era sua primeira e mais importante esposa, Obá passava o dia cuidando da casa de Xangô, moía a pimenta, cozinhava e deixava tudo limpo.
Xangô era um conquistador de terras e de mulheres. Uma vez Xangô viu Oyá lavando roupa na beira do rio e dela se enamorou perdidamente. Com Oiá se casou, mas Xangô era um conquistador de terra e de mulheres e logo se casou de novo.
Oxum foi a terceira mulher. As três viviam às turras pelo amor do rei, para deixar Xangô feliz, Obá presenteou-lhe um cavalo branco, Xangô gostou muito do cavalo, Tempos depois Xangô saiu para guerrear levando Oiá consigo, seis meses se passaram e Xangô continuava longe, Obá estava desesperada e foi consultar Orunmilá, Orunmilá aconselhou Obá a oferecer em sacrifício um iruquerê, espanta-mosca feito com rabo de um cavalo, mandou pôr o iruquerê no teto da casa.
Para fazer a oferta prescrita pelo oráculo, Obá encomendou a Eleguá um rabo de cavalo, e Eleguá induzido por Oxum, mais que depressa cortou o rabo do cavalo branco de Xangô, mas não cortou somente os pêlos e sim a cauda toda e o cavalo sangrou até morrer.
Quando Xangô voltou da guerra, procurou o cavalo e não encontrou, deparou então com o iruquerê amarrado no teto da casa e reconheceu o rabo do cavalo desaparecido, soube pelas outras mulheres da oferenda feita pela primeira esposa.
Xangô ficou irado e mais uma vez repudiou Obá.

terça-feira, 27 de março de 2018

Obá

Dia: Quarta-feira
Cores: Marron raiado, Vermelho e Amarelo
Símbolos: Ofange (espada) e Escudo de Cobre, Ofá (arco e flecha)
Elementos: Fogo e Águas Revoltas
Domínios: Amor e Sucesso Profissional
Saudação: Obà Siré!

Obá é um Orixá ligado à água, guerreira e pouco feminina. As suas roupas são vermelhas e brancas, usa um escudo, uma espada e uma coroa de cobre.
0 tipo psicológico dos filhos de OBA, constitui o estereotipo da mulher de forte temperamento, terrivelmente possessiva e carente, é mulher de um homem só, fiel e sofrida. São combativas, impetuosas e vingativas.
Obá é um ORIXÁ que raramente se manifesta e há pouco estudo sobre ela.
Obá é a mulher consciente do seu poder, que luta e reivindica os seus direitos, que enfrenta qualquer homem – menos aquele que tomar o seu coração. Ela abraça qualquer causa, mas rende-se a uma paixão. Obá é a mulher que se anula quando ama.
Obá filha de Iemanjá e Oxalá. Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protectora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iya Mi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino.
Embora Obá se tenha transformado num rio, é uma deusa relacionada ao fogo.
Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o corolário inevitável do amor, portanto, Obá é um Orixá do amor, das paixões, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. Obá tem ciúme porque ama.
O lado esquerdo (Osì) sempre esteve relacionado à mulher e, por uma razão muito elementar, é o lado do coração. Quando Obá é saudada como guardiã da esquerda, isso quer dizer que é a guardiã de todas as mulheres, aquela que compreende os sentimentos do coração, pois Obá pensa com o coração, por isso dança sempre com a mãe esquerda apontando para o lado esquerdo na latura da orelha, poder genitor feminino, rainha em África da sociedade Elecô, onde homem não entra, as grandes amazonas de Oba. Oba não conhece a cabeça de homem.
Ligadas a Oxóssi pela caça e grande arqueira, ligada a Xangô através do fogo a luta pela vida.
Como pode uma deusa ligada a esses sentimentos, dedicar-se à guerra? Toda a energia das suas paixões frustradas é canalizada por ela para a guerra, tornando-se a guerreira mais valente, que nenhum homem ousa enfrentar. Obá supera a angústia de viver sem ser amada.
Obá troca um palácio por uma cabana, troca todas as riquezas do mundo por uma frase: “Eu te amo”.
Características dos filhos de Obá
Os filhos de Obá não tem muito jeito para se comunicar com as pessoas, chegam a ser duros e inflexíveis. Têm dificuldade em ser gentis e estabelecer um canal de comunicação afectiva com os outros; às vezes são brutos e rudes afastando as pessoas. Isso deve-se ao fato de os filhos de Obá, na maioria das vezes, sofrerem um certo complexo de inferioridade achando que as pessoas que se aproximam querem tirar partido de alguma coisa. De facto, isso tende a acontecer com os filhos de Obá.
A sua sinceridade chega a ferir; expressam as suas opiniões, fazem críticas e acabam por magoar as pessoas, pois não se preocupam em ser agradáveis. Mas essa agressividade é puramente defensiva.
São bons companheiros e amigos fiéis, são ciumentos e possessivos no amor, por isso não têm muita sorte. Quando apaixonados, nunca são senhores da relação, cedem em tudo, abdicam de todas as suas convicções.
Algumas vezes infelizes no amor, investem todas as suas cartas nas suas carreiras e, de entre as mulheres que se destacam profissionalmente numa sociedade machista, podem-se encontrar muitas filhas de Obá excelentes juizas, advogadas, comandando quartéis, etc. Muitas vezes despertam a inveja dos seus inimigos e podem sofrer algumas emboscadas, por isso devem vencer a tendência que possuem para a ingenuidade.