quarta-feira, 1 de abril de 2015

Cigana do Egito/Cigana Flor de Lótus


Cigana Flor de Lótus ou Cigana do Egito, em todas as suas incorporações, usa em seu braço esquerdo, uma pulseira e um bracelete de ouro.
Veste-se com roupas de tecidos transparentes, túnicas e saias separadamente, de pouco falar e de muito exigir.
Reza a sua Lenda, que foi abandonada por sua mãe, e que viveu até os seus 16 anos de idade, como escrava de um Faraó.
Desencarnou com uma doença grave de pulmão, hoje conhecidamente como Tuberculose.
Quanto aos seus restos mortais, o que impressionou, foi o fato, de que apesar de ser sepultada como simples escrava, seus olhos e seu útero, permaneciam intactos.
É a Cigana que cura os problemas de visão, e dá fertilidade as mulheres estéreis.
Viveu na era Antes de Cristo.
Fato que faz com que ela tenha alguma rejeição em relação ao Cristianismo.
 
Descobrir o Segredo da Flor de Lótus é antes de tudo, não ter medo do que terá que enfrentar.
A Flor de Lótus é a certeza que precisamos de tudo e de todos para existirmos, ou seja, por mais que pareçamos independentes, só existimos porque as coisas em nossa volta existem.
Algumas vezes sozinho, mas nunca solitários. Outras vezes triste, mas nunca deprimidos.”
Tantas vezes quis
Tantas vezes pedi
De nada adiantou
Precisei olhar para cima
Acreditarem mim
E eu sorri para o sol
Para a lua
Bem disse a chuva
Bem disse aos ventos
Areias escaldantes
Queimaram meus pés
E assim aprendi
Que sou filha do tempo, do Faraó, de Alá, de Jeová…
E assim aprendi
A Vida é minha mãe
Mas é a Morte
Que me consola e me ampara
Quando minha mãe se despede…
Estar vivo é a grande certeza de que o
Universo conspira a nosso favor

CIGANA MELANI


Moça bonita e elegante, com porte de rainha, adora fazer magia de amor.
 
É muito fina e educada e adora ouro e brilhantes.
 
Sua erva é o absinto, um planta originária da Europa Central e Meridional.
 
No século XV, na Inglaterra, essa cigana fazia uma porção mágica com óleo extraído do absinto; ela garante a força para os amantes.
 
O perfume dessa erva transmite harmonia, inspiração, amor e intuição.
 
Essa cigana é pouco conhecida no Brasil, mas existem pessoas que têm em sua aura essa moça elegante.
 
A fase da Lua mais forte para essa cigana é a crescente.

Cigana Dalila


*Em passagem por este plano, a Cigana Dalila gozou de vida breve, partiu por volta de seus 19 ou 20 anos. Desde criança a meiga Cigana havia sido prometida para um cigano conforme os costumes de seu povo, entretanto, pouco antes de seu casamento, foi picada por uma cobra próximo ao seu acampamento e agonizou por longas horas. Ao ser encontrada desfalecida, todo seu clã se reuniu para tentar salvá-la, mas não houve kakus (feiticeiros), benzeduras ou rezas que conseguissem mudar tão triste sina, era sua hora.



Quem trabalha com esta Cigana sabe o valor da luz, alegria e espontaneidade que a mesma transmite. É leve, gosta de dançar e saltitar quando incorporada, apresenta-se com ares juvenil. Tem preferência por cores suaves, mas não dispensa o colorido. É faceira, porém deixa os médiuns à vontade quanto aos acessórios e vestimentas. Não costuma pedir bebida, contudo, se a oferecem vinho, ela toma com prazer. Ao ser solicitada para fazer magias a Cigana Dalila chama pelo espírito de seu amor para que trabalhem juntos. 
 
Diz gostar de ler cartas, mãos e de tocar banjo para harmonizar os ambientes em que ela aporta. Em consulta, ensina banhos de limpeza espiritual e dá dicas de simpatias para o amor, apregoando a fé em Santa Sara Kali. Quando ouvida a respeito de sua encarnação passada, Dalila conta que seu prometido fazia-lhe serenatas ao som de violinos à beira de uma fogueira, e em retribuição ela mostrava a banjoísta que era, dedilhando suavemente pelas cordas de seu instrumento que somente ela tocava em todo seu grupo.
 
As cores de velas da Cigana Dalila podem ser rosa ou amarela. Satisfaz-se quando recebe baralhos em oferendas ou alguma peça de valor afetivo da pessoa que está pedindo seu auxílio. Da mesma forma fica contente quando ganha fitas coloridas e pandeiro em forma de lua.
 
Valéria Fernandes
Pintura Cigana de Egron Lundgren

Cigana da Lua

Esta entidade cigana é muito querida nas giras do povo do oriente, não costuma baixar em giras que não seja específica do seu povo cigano.

Seus trajes são sempre em diversos tons de azul e só recebe suas oferendas em noites claras de lua cheia.
Esta cigana só trabalha para os amores impossíveis, adora trazer para uma pessoa desesperada aquele amor que foi embora e que nunca mais teve notícias…
Seus trabalhos sempre são simples, mais nas suas oferendas gosta de muitas fitas, flores,frutas, cigarrilhas e vinhos.
A Cigana da Lua quando incorporada dança suave sem muitas voltas… fica sempre perto da porta e quando as giras são feitas em lugares abertos só chegam em noites de lua.
Ficam sempre sorrindo mas não costumam gargalhar como suas companheiras…
Adora conversar, lêr mãos e jogar cartas…
Esta sempre dando palavras de conforto e de esperança, pois ela conhece a vida como ninguém…
 
O ponto
 
“Em noite de lua ela vem girar, em noite de lua ela vem ofertar!
Ela oferta palavras bonitas e trás o amor de volta de quem desejar!
Ela é a cigana da lua, mulher meiga do oriente que vem trazer seu brilho, sua força, seu amor e sua fé…
Ela é a pomba gira cigana da lua, que usa o manto azul de Iemanja e Oxumaré.”
 
Fonte: Espada de Ogum

Cigana Iris


Iris nasceu na Índia, tem os cabelos negros lisos e compridos, de pele morena e olhos verdes, trabalha com as cores do arco-íris. E a sua cor preferida e cor de rosa, sendo a cor que atua, na sensibilidade e emoção de cada um de nós, despertando o sentimento mais, forte e puro,que é o amor.


Conta a lenda, que Íris tinha o poder de ler os pensamentos das pessoas, num simples olhar. Ajudava e curava apenas num toque das mãos.
Foi conhecida e adorada por toda Índia, pelo seu poder de cura, bondade e amor. Menina ainda, com os seus 16 anos de idade, tinha a responsabilidade de passar todo amor e esperança para aqueles que não os tinham.
Foi caçada por aqueles que não aceitava o seu dom espiritual, e quase queimada. Fugindo encontrou no caminho uma caravana cigana, onde recebeu abrigo, passou a viajar com os ciganos por sete anos, onde apreendeu seus costumes e rituais.
Até chegar ao Egito, e se encontrou espiritualmente, dando inicio a um novo caminho espiritual, e ao seu trabalho de caridades.
Teve como a segunda “mãe” o Egito, onde foi abraçada como “filha”, e lhe deram o nome de Íris, a grande sacerdotisa cigana. Que caminhou, sofreu, e aprendeu que os caminhos são feitos de fé, perseverança, esperança e amor.
Para quem quer lhe agradar, são oferecidos  flores do campo, rosas, champagne, água gasosa, frutas, pães e doces!

Cigana Maria Rosa


A Maria Rosa, é sensível, se apresenta ligada às artes e à beleza, e uma de suas especialidades é trabalhar com aromas.

Já tem o nome de flor (Rosa) porque adora perfumes e aprecia a beleza e a harmonia.

A responsabilidade de Maria Rosa é levar até a sua médium as informações referentes ao plano espiritual para que ela possa sempre manter seu elo com o cosmos sem se deixar levar pela vaidade ou ganância, uma vez que dotada de qualidades para pensar só em si mesma, ela possa em alguns momentos, se trancar em si mesma e esquecer de praticar a caridade ao próximo.

Podemos então deduzir que, os mentores são espíritos responsáveis pelo equilíbrio energético de cada um, por isso uma pessoa pode ter só um, outro terá vários, porque de acordo com cada ponto a ser tratado, muitas vezes será necessário espíritos com perfis diferentes e especializados em cada situação para ajudar a pessoa a conseguir trilhar sua evolução.

E claro, desde que, com a anuência divina (seu pedido sempre é atendido por Deus).

Uma Mensagem de Rosa Maria – Cigana do Oriente

“Queridos ciganos, Rosa Maria fala-lhes.

Sentem-se estranhos e mau compreendidos e sem que os entendam.

Quero dizer-lhes que nós, ciganos espirituais, estamos atentos a suas preocupações e dores na Terra.

Contem com nossa ajuda e Amor Incondicional.

Tenho observado alguns ciganos sentem-se desagradados com sua situação atual e com o meio que os rodeia.

Sentem-se como se estivessem fora desse meio, como se não pertencessem a ele.

Querem sair desta situação e fazem todo o possível neste sentido.

Usam ferramentas espirituais ensinadas em reuniões com ciganos e com outros seres de Luz.

Observo que continua o sentimento de frustração e de decepção porque não conseguem a meta que desejam.

Quero dizer-lhes a vocês ciganos, que não se preocupem. Pode ter certas coisas que deveriam saber:

1.- Às vezes sua alma precisa experimentar esta situação, até aprender e evoluir.

2.-Às vezes é um registro interno de sentir-se não merecedores de algo melhor, e vocês mesmos se põem resistências inconscientes para melhorar.

No primeiro caso, observem se sua alma já aprendeu a lição que tinha que aprender.

Neste caso, já não há mais necessidade de manter o meio ou a situação que lhes causa dor.

No segundo caso, precisarão de forma urgente limpar uma memória, em que vocês criaram a ideia de que não são suficientemente bons, ou de que não merecem algo melhor.

Desta forma terão que trabalhar as crenças, sejam conscientes ou inconscientes, para que o bloqueio de energia se desfaça e possam continuar o caminho de seu Plano Divino.

Fluem livre e amorosamente para o objetivo que desejam atingir e sua alma vibrará em Alegria e Paz.

Se sentirão plenos e a nada nem ninguém culparão por sua falta de evolução e por se sentir frustrados. Terá Amor em seus corações , e será transmitido este amor através de vocês.

Ciganos queridos, tenham ânimo e esperança de uma mudança, porque todo o poder está dentro de vocês.

Comecem esta mudança aqui e agora.

Nos veremos logo!

A Carroça protege-os.

Que Santa Sara lhes estenda seu manto Sagrado.

Com Amor.

Oração para a Cigana Maria Rosa

És uma linda flor que desabrocha no amanhecer, és um espírito de luz.

És a lua que clareia nossas mentes para que possamos dar um conselho na hora certa.

És o espírito que nos dá força para superarmos todos os nossos obstáculos.

És a estrela brilhante que ilumina nossas vidas neste planeta Terra.

És um espírito maravilhoso que à noite vigia nossos sonhos, impedindo a aproximação de espíritos maléficos. Cigana Maria Rosa, com tuas fitas coloridas, estás sempre transmitindo a força do arco-íris.

Sempre que o aflito te invocar, possas transmitir-lhe a energia da paz, da harmonia e da consolação.

Que, ao olhar a chama de uma vela, possamos sentir a tua presença.

Que, ao tocar um cristal, possamos sentir a tua energia positiva.

Que, ao sentir o aroma de violetas, possamos sentir que estás nos confortando.

Cigana Maria Rosa, cobre-nos com tua saia colorida, escondendo-nos dos invejosos e mostrando a eles que o caminho não é esse.

Cigana encantada, que nesta hora possamos sentir segurança, paz e felicidade.

Com teu encanto, encanta coisas boas para que os nossos caminhos não tenham obstáculos.

Desencanta todas as perturbações que existam nos lares, Cigana, cura aqueles que estejam doentes do espírito, da alma, da matéria,

Com o poder do Pai-Sol,

Com o poder da Mãe-Terra,

Nós te pedimos que nossos pedidos sejam atendidos.

Por Santa Sara, a padroeira dos ciganos, e por todos os espíritos ciganos que viveram e sofreram nesta Terra, nesta corrente de fé, Cigana Maria Rosa.

Salve o Povo Cigano.

Caboclo Cobra Coral


Caboclo Cobra Coral, esta entidade pode se dizer que faz parte das entidades mais conhecidas na Umbanda, dificilmente encontra-se um umbandista que não conhece ou ao menos já ouviu falar deste caboclo, há estudos que dizem que o Seu Cobra-Coral chefe da falange é a encarnação de Galileu Galilei.
Uma discordância acontece quando fala-se do Orixá comandante deste Caboclo, primariamente sua vibração é de Oxóssi  com cruzamento com a linha de Xangô, junto com outro caboclo que é seu irmão de falange o Caboclo Ventania. Este caboclo é um dos caboclos que alguns dizem de encantados, são aqueles que tem grande trabalho junto com os Exús.
Seus médiuns sofrem um pouco pois sua vibração é pesada perto da vibração de outros caboclos de Oxóssi  normalmente usa cocar, variando suas cores entre, verde, vermelho, branco, preto e amarelo.
Um fato curioso é que hoje existe a Fundação Cacique Cobra Coral, que é uma fundação com fundo espiritual que auxilia nas previsões climáticas, este nome vêem pois foi esse Cacique que pela primeira vez previu uma catástrofe climática, essa fundação hoje é reconhecida mundialmente.
Mas o importante para nós é que o Seu Cobra-Coral sempre será homenageado por seu trabalho nas hostes espirituais e a sua prática da caridade.
Salve Seu Cobra-Coral

Caboclo Pena Verde


Pena Verde é de uma Tribo Asteca, oriunda dos Estados Unidos que veio migrando até chegar na Amazônia, onde se instalou. Sua aparência: usava calça de couro, tinha cabelos longos e grisalhos e seu penacho, longo, tinha as cores (verde, vermelha e branca) cada cor representada um irmão.

Relatou que para um índio se tornar pajé  tinha que participar de um ritual: caçar e trazer um javali para a tribo;
 
 
Quando Pene Verde foi participar deste ritual, tinha mais um adversário, o vencedor seria quem trouxesse a presa primeiro; Os dois saíram para a missão no mesmo dia. O seu adversário voltou no dia seguinte com um javali abatido.
 
 
Pena Verde só retornou após 30 dias, o impressionante é que ele não precisou abater o javali, durante este período ficou observando o comportamento e foi se aproximando até domá-lo. Só então retornou para a tribo. Entrou triunfante, montado no animal!
 
 
Tinha dois guerreiros que considerava seus braços, o filho e o sobrinho.
Certo dia, a sua tribo foi invadida e começou uma guerra sangrenta, Pena Verde, sentiu uma profunda dor nas costas, havia sido alvejado por uma flecha, antes de morrer, pediu a Tupã para ver quem era o autor de tamanha atrocidade. Poucos minutos se passaram e ele pode ver seus guerreiros sendo massacrados, mulheres e crianças sofrendo as maiores barbaridades, então virou-se para trás e pode ver que o seu querido sobrinho a quem tinha tanta estima e confiança era o mentor do ataque.
Para que morresse em paz, Pena Verde perdoou seu sobrinho, tirou a flecha das costas e partiu!

Caboclo Sete Flechas


O Caboclo Sete Flechas era um índio Oriundo da Tribo Dos Pataxós, que se localizava na Mata Escura na época (entre os anos 200 e 300), onde hoje é o Estado da Bahia, é um Caboclo que vem na Irradiação de Oxóssi, podendo ser cruzado para vir na irradiação de todos os Orixás.
O Caboclo Sete Flechas recebeu as suas Flechas de 7 Orixás, a mando do Pai Oxalá, conforme segue:
* Oxóssi colocou uma Flecha no seu Braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores. 
* Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.
* Xangô cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.
* Iansã Cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
* Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.
* Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.
* Omulu/ Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir a humanidade a Divina força da fé e da verdade.
O Caboclo Sete Flechas tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países, trabalha na cura, exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo Mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos, manipulador das energias do Astral e não fica “preso” a nenhuma vibração, ele trabalha dentro de todas as vibrações Com os Falangeiros que ele comanda.

Cabocla Janaína


A Linha das Águas compreende tanto as Caboclas de Iemanjá como as Caboclas de Oxum. As Caboclas dessa Linha são formosas, simpáticas e de extrema paciência. Assumem diversos nomes, como: Janaína, Iara, Inaê, Jandiara, Jandira, Jandaia, Indaiá, entre outros. 
Janaína significa “Rainha do Lar”. 
Ela nasceu na Tribo dos Goitacás, no litoral sul do estado do Espírito Santo. Eles eram índios pacíficos e felizes porque evitavam a guerra. Seu pai era um grande guerreiro e sua mãe uma grande tecelã. Viviam da caça e da pesca. Sua pele era queimada do sol da praia, onde gostava de passar horas apreciando o mar. Sabia nadar como um peixe e compreender a linguagem da natureza.
Quando a expedição Cabralina passou por suas praias ela foi uma das primeiras a avistar o navio e o homem branco. Apaixonou-se pelo que viu: eles pareciam deuses para ela… Janaína possuía olhos amendoados, longos cabelos negros e pele morena do sol. Seu corpo possuía boa forma e beleza. Por isso, chamou a atenção do homem branco, quando ele desembarcou próximo a sua aldeia. Ela correu avisar os chefes da Tribo e chamar os demais. Acompanhou de longe todos os contatos, mas não entendia o que eles falavam. 
Pelos sinais percebeu que tentavam se aproximar e fazer amizade. Deram presentes, que para ela eram desconhecidos: garfos, colheres, espelhos, colares… Mas, que pareciam tesouros! O que mais lhe chamou a atenção foi o espelho! Já havia se mirado nas águas de um lago, mas olhar-se num espelho, era mágico!
Os portugueses lhe deram um vestido e um adorno de cabelo e lhe mostraram como usar tudo aquilo. Ela se vestiu e se enfeitou e percebeu os olhares sobre ela. Nunca mais foi a mesma. Sentiu-se encantada com esse novo mundo. Sabia que existia muito mais do que ela conhecia. Foram vários meses de visita. Ela não tinha medo do homem branco e até apaixonou-se por um deles; ele era um dos imediatos do navio. Mas, ela já estava prometida em casamento.
Após dois anos de visitas contínuas, ela entregou-se ao rapaz, em meio a natureza. Dois meses depois estava grávida e o navio já estava de partida. Sua tribo era severa com traições. Seria mantida presa na oca até o nascimento da criança, a qual seria dada aos animais. Depois a prenderiam em um mastro no meio da tribo, com privações diversas sob o sol e a lua, até que contasse quem era o pai da criança. 
Em seguida seria expulsa ou morta com uma flechada no peito. Por conta disso, desesperou-se ao perceber que ficaria sozinha. Não tinha planejado nada daquilo, apenas aconteceu. Então, ao ver o navio partindo, atirou-se às águas e nadou o mais que pode para alcançá-lo. Queria pedir ao pai da criança que a levasse junto. Mas, suas forças enfraqueceram e afogou-se nas águas profundas… A Mãe d’Água compadecida, devolveu seu corpo à praia e quando a encontraram não entenderam o que aconteceu. A Tribo dizia que ela morreu por amor ao homem branco.
Depois que desencarnou seu espírito foi recolhido e ela soube o restante da história. O rapaz retornou a Portugal e nunca mais visitou o Brasil. E somente trinta anos depois os brancos voltaram a pisar em sua terra nativa. Os capixabas foram colonizados e os índios catequizados pelo Padre José de Anchieta. Foi convidada a trabalhar para auxiliar os índios que morreriam nos próximos anos devido à ocupação pelo homem branco. 
Foi então fundada a Colônia de Jurema, que começou a abrigar todos os nativos que morriam para preservar seu solo. Os séculos passaram e muita coisa aconteceu ao Brasil. Sua terra não era mais a mesma. Surgiu a Colônia de Aruanda e um novo trabalho se instalou e ela se tornou mais uma trabalhadora da Seara Umbandista no solo brasileiro.

Boiadeiro Navizala


Sr. Navizala viveu no sertão de pernambuco, no século XVIII,era boiadeiro tocador de gado,como diz). Morava em uma casinha de sapé no meio da caatinga, sua mãe era uma grande médium, chamada por lá de benzedeira ou curandeira  aos cinco anos de idade, perdeu seu pai, ficando apenas ele e Dona Cecília, sua mãe, com o desencarne do pai, o pequeno Navizala sentiu sua vida difícil de sertanejo, tornar-se ainda mais sacrificante, viviam do pouco que a pequena roça, plantada por ele e a mãe, produzia, a pouca idade, não o impedia de ajudar.

Ele carpia, semeava, colhia, enfim, ajudava a mãe em tudo, mas contando com todo o amor de sua humilde e sábia mãezinha, que todas as noites preparava no fogão a lenha, a farofa com banana, uma iguaria para o pequeno Navizala  eles rezavam e comiam à luz de um lampião, depois sentavam-se embaixo do pé de juazeiro no quintal, e Dona Cecília ensinava ao filho as coisas da vida espiritual, que ele ouvia maravilhado, quanta sabedoria em uma mulher tão simples, eram felizes, eram felizes quando não estavam na roça, sua mãe atendia muita gente da redondeza, não havia hospital, nem médicos, aquela mulher era a única esperança daquele povo pobre do sertão, tinha vários canteiros de ervas e com elas fazia suas famosas garrafadas, benzia as crianças desnutridas, os agricultores feridos por ferramentas enferrujadas, fazia partos, fazia tudo o que podia e salvava muitas vidas, o pequeno Navizala sabia de cor o nome de todas as ervas e com sua vidência apurada, dizia a mãe quando a pessoa chegava acompanhada por obsessores, assim iam levando as suas vidas, Dona Cecília desencarnou dormindo tranquilamente quando Navizala tinha 15 anos, ele chorou muito, estava só no mundo, mas começou a ver a mãezinha que lhe dizia pata ter ânimo e continuar a missão, ele começou então a trabalhar para fazendeiros da região, levava boiadas para todos os cantos do nordeste, assim poderia com suas viagens ajudar mais pessoas, e assim foi, onde ele parava, sempre tinha alguém doente que precisava dele, salvou muitos e fez amigos em toda parte, sua mãezinha sempre estava a seu lado orientando, incentivando e consolando nos momentos difíceis.]
Onde chegava, Sr. Navizala, deixava sua luz, de seu mesmo, só tinha o seu cavalho malhado, companheiro inseparável, o rosário de sua mãezinha e um par de botas gastas, mas gostava mesmo era de andar descalço e adoçar a boca com um pedaço de rapadura, gostava dos banhos de açude, de cuidar dos animais e de conversar com as pessoas, um espírito equilibrado e forte, que nunca se deixou vencer pela aridez da vida. Sua missão na terra acabou aos 49 anos de idade, assim como sua mãezinha, deitou-se e deixou o corpo, foi para o astral onde pôde abraçar os seus, sua mãezinha, seu pai, seus mentores, no enterro do Sr. Navizala estavam presentes mais de cem pessoas, pessoas que ele ajudou e que sentiam de verdade sua partida, pessoas de todas as partes do sertão, pobres e ricos, agradecidos àquele homem maravilhoso por ter praticado o bem, feito o melhor que podia por todos, ao chegar no astral, ficou surpreso, emocionado, chorou, uma fila se formou, eram muitos que também queriam abraça-lo, pessoas que ele tinha ajudado na terra. Sr. Navizala, representa a força do sertanejo, a luta, a honestidade e a sabedoria daquela linda gente, quando pediu para vir trabalhar, ele escolheu continuar ajudando, pediu para vir com todas as características que tinha como sertanejo, inclusive o linguajar simples e direto, trabalha pela cura espiritual, emocional e física.
P.S.:QUANDO SR.NAVIZALA DESENCARNOU,NO DIA SEGUINTE SEU QUERIDO CAVALO,TAMBÉM SE FOI…QUEM CONHEÇE ESSE MENTOR,SABE QUE ELE NÃO GOSTA DE RODEIOS,É DIRETO,GOSTA DE QUEM O OLHA NOS OLHOS,SE SEU NOME NÃO FOSSE NAVIZALA, SERIA SINCERIDADE!!
 
 
 

Características:  Indumentária: – Veste em geral, traje de vaqueiro nordestino, com gibão, chapéu e outros acessórios e apetrechos de couro]

Pontos Cantados

Boa noite senhores
Boa noite senhoras
Seu Boiadeiro Navizala que chegou agora
Ele veio com Deus e Nossa Senhora
Sou um Boiadeiro Navizala
Sou um Boiadeiro Navizala
E o cacique
Sou um Boiadeiro Navizala
Sou um Boiadeiro, Sou Navizala
Ah eu sou um Boiadeiro
Boiadeiro Navizala

Baiana do Balaio

Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, com sotaque característico. Gostam de conversar e contar causos, mas também dão broncas.
São “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversam bastante, falam baixo e manso, são carinhosos e passam segurança ao consulente.

Entre os nomes mais populares de baianos estão:


Severino da Bahia, Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Sete Ponteiros, Mané Baiano, Zé do Berimbau, Maria do Alto Do Morro, Zé do Trilho Verde, Maria do Balaio, Maria Baiana, Maria dos Remédios e Zé do Prado.
Alguns dos baianos supostamente foram cangaceiros do bando de Lampião, associados no imaginário popular à luta contra as injustiças sociais. Incluem, além do próprio Lampião, Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Chumbinho e Sabino.
Têm sido associados aos baianos também os “malandros”, inspirados no tipo tradicional do malandro carioca, possivelmente as entidades mais ambivalentes da Umbanda, visto aparecerem também como exus. O mais conhecido é Zé Pelintra, ao qual se associam Zé Navalha, Sete-Facadas, Zé-da-Madrugada, Sete-Navalhadas, Zé da Lapa e Nego da Lapa, entre outros.

Baiana Sete Saias

A Baiana Sete Saias nasceu no norte da Bahia num vilarejo chamado Pilão Furado. Era de uma família muito pobre, até que um dia sua mãe, Baiana Dolores, vendeu sua filha para uma dona de cabaré, Dona Carlita, por alguns fardos de arroz, feijão, camarão seco e banha de porco, para alimentar seus outros filhos, Maria Baiana Sete Saias, Maria Saias, Zé Sete Facão, Baiana Sete Coco. 
Sua mãe chorava muito, pois Sete Saias era a mais velha dos filhos a quem ajudava muito nos trabalhos do lar e na pesca de camarão. Ela se despediu da família e foi morar com a dona do cabaré Carlita. 
Sete Saias conta que não era mulher de cabaré, mas sim ajudava a dona Carlita na cozinha, e com os fregueses. Fazia muitas comidas como bobó, acarajé, vatapá, e outras iguarias, até que certo dia um rapaz moreno claro, olhos castanhos, cabelos cacheados e muito belo , começou a frequentar o cabaré. 
Quando Baiana Sete Saias avistou ele, foi paixão na certa, ela nunca tinha namorado. A dona do cabaré tinha muito ciúmes dela com os clientes, por ela ser muito bonita, morena com cabelos até as costas, olhos castanhos claros, sábia, educada, recatada e não aceitava nem um namoro da baiana, mas eles foram se vendo cada vês mais. Ele muito apaixonado pediu sua mão em namoro para dona Carlita. Ela disse não “nem pensar tu tá doido cabra da peste” e proibiu Baiana Sete Saias, de servir o belo rapaz apaixonado. 
Eles não se aguentavam mais de saudades quando marcaram um encontro através de sua amiga Baiana Flor. Ela escreveu um bilhete para Baiana Sete Saias e entregou ao rapaz ela disse “meu amor não consigo ficar sem você quero fugir, vamos?” Então ele respondeu “vamos amorzinho hoje de madrugada”. Naquela noite ela se deitou para dormir, mas não dormiu então quando todos foram dormir sua amiga disse: “vamos, seu amor te espera”, Baiana Sete Saias saiu rapidamente. Lá fora com um burro na carroça esperava seu amor João do Cangaço, eles saíram em disparada com o burro, mas depois de mais ou menos 30 quilômetros, dona Carlita veio atrás de cavalo correndo em disparada chamando Baiana Sete Saias aos gritos. Ela olhava para trás e dizia “vamos ela esta perto de nós vamos, vamos!” 
Em desespero eles não viram um brejo muito fundo e caíram lá. Num piscar de olhos suas vidas se foram por amor, sua dona Carlita chegou até o brejo e não avistou nada. Gritava, chorava e dizia “agora eu te dou sua liberdade”. 
Baiana Sete Saias morreu com 27 anos, virgem. 
Hoje, na Umbanda em evolução fazer a caridade entre o bem e o mal. 
Seus filhos geralmente tem medo de acidente na estrada sem saber o porquê deste medo. 
 
Ponto de Baiana Sete Saias
 
Maria baiana tem sete saias,
Para trabalhar na Umbanda.
No meio das sete saias,
Tem uma que tem mironga.
Baiana faz e não manda,
Não tem medo de demanda,
Baiana feiticeira,
Filha de Nagô,
Trabalha com pó de pemba,
Pra ajudar Babalaô.
Baiana sim,
Baiana vem,
Quebra a mandinga com dendê.