terça-feira, 19 de janeiro de 2021

CONCEITOS ERRÔNEOS SOBRE MEDIUNIDADE NA UMBANDA

 Importante desconstruirmos conceitos errôneos sobre a mediunidade na Umbanda. A centralidade das incorporações em nossos ritos não deveria menosprezar os outros tipos de mediunidade. O fenômeno mediúnico tem várias facetas: vidência, audiência, intuição, inspiração, desdobramento astral, entre outras tipologias amplamente classificadas na literatura por pesquisadores sérios. Infelizmente

viceja ainda em muitas agremiações a bajulação e o endeusamento de médiuns de incorporação apoteóticos, não poucas vezes encenando coreografia folclóricas, que fazem enorme estragos em arraigado e profundo processo de fascinação coletiva – mentes dominadas pela vaidade, orgulho e personalismo. Pensemos que os aconselhamentos espirituais, frente à frente, médium em transe e consulente, são o foco principal da Umbanda. A lucidez do fenômeno é o sustentáculo da psicologia envolvida, que nos conduz gradativamente e com segurança para o melhoramento individual e comunitário, pois todos são envolvidos pelos ensinamentos, aprendizados e saberes transmitidos por nossos amados guias espirituais.
- do livro O TRANSE RITUAL NA UMBANDA.
Norberto Peixoto

AS COLÔNIAS ESPIRITUAIS DO ASTRAL SUPERIOR LIGADAS À UMBANDA

 O que é Aruanda No dicionário da língua portuguesa encontramos a seguinte definição para o termo aruanda: "céu onde vivem os orixás e entidades afins".

Como os orixás são emanações do Todo cósmico, aspectos peculiares da Divindade Una que se manifestam em nosso Universo por sutis vibrações, sendo imanentes e onipresentes aos planos dimensionais do Cosmo e aos seres vivos que neles habitam, logicamente não são consciências individualizadas. Não habitam nenhum corpo sutil e muito menos incorporam, por serem vibrações manifestadas diretamente do "hálito" de Deus, sendo a imanência e a onipresença "qualidades" particulares do Divino. Informam-nos os amigos espirituais que Aruanda, uma terminologia comum nos terreiros, designa as colônias espirituais do plano astral superior ligadas à umbanda, plasmadas pela Alta Confraria Cósmica que deu origem a esse movimento na Terra, com a permissão direta do governador planetário, o Cristo-Jesus. Objetiva abrigar os espíritos que têm as tarefas de dirigir a umbanda, com as formas astrais de pretos(as) velhos(as), caboclos(as) e crianças. Assim, existem enormes cidades espirituais, como as do antigo Egito, que abrigam os pretos(as) velhos(as), e gigantescas tribos de silvícolas que habitam planaltos e montanhas de mata verdejante, entre rios e lagos de riquíssima fauna e flora, inexistentes na Terra. Todas essas coletividades espirituais do Além contam com muita tecnologia que, por enquanto, ainda não nos é permitido conhecer, inclusive com estações interplanetárias de extraterrestres que suportam a constante movimentação de naves de outras estrelas, de civilizações que estão auxiliando na evolução deste diminuto planeta azul.
RAMATÍS E BABAJIANANDA
VOZES DE ARUANDA
NORBERTO PEIXOTO
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ORIGEM CÓSMICA E UNIVERSAL DA UMBANDA

 PERGUNTA: Muito se discute sobre a origem racial da umbanda. Uns dizem ser ela genuinamente africanista, outros alegam que nasceu da mais pura raça vermelha. Há ainda os defensores de que seria naturalmente brasileira, oriunda do tronco indígena tupi. É possível a preponderância de uma raça primitiva, e talvez atrasada, na formação da umbanda? Isso não contraria seu legado cósmico de libertação do homem na era de Aquário?

RAMATIS - Nem toda raça primitiva é atrasada. Isso é comprovado, por exemplo, pelo estudo linguístico. As civilizações dos tupinambás e tupi-guaranis, derivadas de um mesmo tronco racial, apresentavam grande evolução: falavam a língua nheengatu, um idioma polissilábico, de sonância e estilo metafórico inconfundíveis, alcançados em milênios.
Como seus fundadores eram espíritos de outras paragens cósmicas, de Vênus e da constelação de Sírius, tratava-se de uma comunidade missionária instalada no Espaço, de antiquíssima maturação, assim como em vosso litoral a fruta germinada no inverno aguarda para só despertar na incidência dos raios solares do verão. As raças que já preponderaram e decaíram na Terra, assim como outras que virão, refletem tão-somente "migrações" dos espíritos entre os diversos tabernáculos oferecidos pelas formas físicas disponíveis e com capacidade de abrigar os corpos astrais vibratoriamente correspondentes. Isso se deve às várias procedências cósmicas de irmandades espirituais que assistem o orbe em sua evolução.
Os espíritos vão paulatinamente deixando de reencarnar em uma raça, como aconteceu com a pré-adâmica, adâmica, lemuriana, atlante e ariana(*) para animar novas correntes reencarnatórias existentes no orbe. Na verdade, os nomes e cores raciais não importam, são meras ilusões temporais. O que impõe essas alterações é o carma coletivo e o nível evolutivo alcançado em determinado padrão étnico, que abriga as comunidades do Espaço no vaso da matéria densa. Ocorre naturalmente um enfraquecimento dos caracteres morfológicos que caracterizam uma raça pela diminuição da quantidade de espíritos direcionados a ela, quando deixa de ser utilizada pelos ditames superiores dos engenheiros cármicos. Contudo, esses enfeixamentos conservam remanescentes raciais até se extinguirem, como os de vossos silvícolas na atualidade.
Está previsto um amálgama no futuro, em que não haverá preponderâncias raciais na Terra, e sim a mistura de todas as raças. Por enquanto, a humanidade evolui compartimentada em raças, obedecendo às leis e aos ciclos cósmicos que determinam as reencarnações em massa, assim como as populações estão estandardizadas nas religiões, nos cultos e nas doutrinas.
Diante do exposto, podeis concluir que é impossível a umbanda ter a influência de uma raça sobre as demais, uma vez que os espíritos organizados nesse movimento já experimentaram muitas encarnações em várias etnias, tendo adquirido em todas experiências que contribuíram evolutivamente para eles. Todavia, prepondera a raça vermelha na mecânica de incorporação nas formas de caboclos. Isso se deve à abrangência vibratória dos orixás Ogum, Oxossi e Xangô, que impõem a existência de numerosas falanges espirituais, atuando em situações de resgates socorristas e higienização das baixas zonas umbralinas. São espíritos comprometidos com a evolução e o equilíbrio planetário desde eras remotas, muitos provenientes de outras constelações siderais. Dessa forma, não existe uma raça que "impere" na formação da umbanda. Se assim fosse, seu surgimento estaria fundamentado em algo ilusório, perecível, transitório.
O triângulo fluídico que ampara a umbanda na Terra é perene e atemporal, abrigando em seus lados, momentaneamente, cada uma das três formas espirituais que a estruturam no Espaço: pretos velhos, caboclos e crianças (negros, vermelhos e brancos), mas totalmente despida de preconceitos racistas por sua origem universal no sentido de agrupar em suas atividades escravos, senhores, índios, pretos, brancos, baianos, boiadeiros, nativos, exilados, marinheiros, orientais, nômades, viajantes e imigrantes descendentes de todos os povos do mundo, sediados momentaneamente em solo brasileiro e retidos nas formas transitórias que abrigam os espíritos no plano astral.
(*) Essas cinco são as grandes raças-raízes até agora produzidas no planeta, cada qual com suas sub-raças. A quinta raça, ária ou ariana, cuja formação começou mais de 70.000 anos antes de Cristo, terá ainda duas sub-raças no continente americano.
“A Missão da Umbanda”
Ramatís/Norberto Peixoto
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O QUE SIGNIFICA ORIXÁ?

 Podemos dizer que a palavra "orixá", em seus aspectos básicos de interpretação, significa: "luz do senhor", "mensageiro", "força da cabeça". "Ori" significa "cabeça", elemento fundamental para o pensamento contínuo dos seres encarnados, como se fosse uma caixa de ressonância da mente extracorpórea. O discernimento e o poder criativo da mente ressoam na caixa craniana que abriga o cérebro, mas verdadeiramente sua fonte geradora está num duplo em outra dimensão vibratória que é uma força característica, de cada espírito individualizado, sua essência divina particularizada e diferenciada do Criador, o senhor da força sutil, regente de toda a natureza criada, manifestação diferenciada das qualidades e fatores de Deus. Afirmamos que o orixá de cada individualidade não tem a ver com uma entidade extracorpórea, mas originalmente com uma essência primordial, interna que o acompanha, energética e vibratória, cósmica, que influencia o modo de ser e o destino de cada consciência - ori, seja encarnado ou desencarnado...

- do livro CONVERSANDO COM PAI VELHO
Pai Tomé - Ramatís - Norberto Peixoto.
A imagem pode conter: texto que diz "curta pérolas de ramatís Orixá Adjunto Orí (7° chacra) Orixá de Frente Lóbulo Fronta (6° chacra) Núcleo do Espírito (Glândula Pineal)"
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

 Quando estiver fraco sem energias, quando estiver triste desanimado, quando estiver com a cabeça agitada vá em uma mata ou em um jardim.

Chegando lá sente próximo a uma árvore respire fundo feche os olhos tire os sapatos e entre em sintonia com o povo da mata.
As falanges dos Caboclos, o povo de cura vai lhe energizar.
Existe uma magia muito grande dentro das matas que poucos conhecem.
Oxossí quem me disse Oxossí quem me falou que na mata é aonde mora todo povo curador.
Abençoado seja meu Caboclo de Aruanda.
Faz de mim um instrumento de vosso trabalho, que eu seja vosso arco e vossa flecha.
Em momentos de tensão, a corda se esticará e o arco irá se dobrar, mas jamais irá se romper.
Ensina-me a não sucumbir diante das adversidades da vida.
Hoje o céu está tempestuoso e o ar congelante, mas o amanhã virá e com ele dias de sol e calor.
Afaste-me do confronto com meus inimigos, mas se o choque for inevitável, que eu tenha a força e a coragem de lutar.
Afaste o medo da derrota, já que sempre há a possibilidade de um novo recomeço.
Ensina-me a arte da paciência, pois às vezes é necessário esperar um dia inteiro, até que a caça caia na armadilha.
Ensina-me a linguagem mágica das plantas, para que eu possa conhecer os mistérios da vida.
Vossa nudez é libertadora, ensina-me a andar nu, pois tenho que vestir-me todos os dias para ser uma pessoa que não reflete minha verdadeira natureza.
Meus pés descalços irão penetrar a terra, ligando-me ao grande Deus Tupã.
Faça de mim uma flecha de luz, atirando-me aonde a escuridão imperar.
Se eu ficar cansado, irei recostar-me no tronco da Jurema e adormecer coberto pelas suas folhas, ouvindo o canto dos pássaros anunciando o fim do dia.
O som da cachoeira irá embalar meus sonhos.
Quando chegar a hora da passagem, amarre minha alma na ponta da flecha, suba na mais alta montanha, estique a corda ao máximo e lance-me rumo ao infinito.
Assim Seja…”

MENSAGEM DE UM PRETO VELHO

 "Meu filho, a verdade é que muitos estudantes das coisas do espírito não têm a fibra e a raça necessárias para aguentar o tranco da Luz dentro de seus corações. Falam muito de espiritualidade, mas, na hora das provas, arrepiam do caminho. Esquecem-se de que são espíritos reencarnados e sujeitos às provas da carne, como todo mundo. E, às vezes, são levados para fora do caminho da Luz por companhias negativas, que inseminam conceitos distorcidos em suas mentes fracas.

E não pense que os espíritos malvados são a causa principal isso, não. Porque, na maioria das vezes, os maus conselhos são dados pelos próprios encarnados que estão do lado. E se a pessoa coaduna com o que ouve, então ela mesma é que se deixa levar...
Os irmãozinhos das trevas só se aproveitam daquilo que acham dentro da própria pessoa. E se encontram campo fértil, plantam pensamentos de discórdia e sementes de destruição. E essa ação deles tem a ver com sua própria condição negativa e de revolta diante das leis da Vida.
Mas, se eles são assim e semeiam discórdia e sedução, por que é que as pessoas permitem sua presença perto delas?
Talvez, porque elas mesmas já estejam na sintonia do mal que hospedam. E, também, porque, muitas vezes, esse mal já vem atrelado nas más companhias com as quais elas trocam energias e vivências.
De um lado, as más companhias dos encarnados e seus conselhos deletérios; de outro, a péssima companhia dos espíritos trevosos. E, no meio, a pessoa desavisada e submetida a sérias distorções em seus pensamentos – e levada a desvios espirituais lamentáveis.
É por isso que Nosso Senhor falava para “orar e vigiar”, para a pessoa não cair vítima das armadilhas e seduções das más companhias – dos homens e dos espíritos.
Quem abandona o caminho espiritual e abraça as coisas do mundo, como se fossem as únicas importantes em sua vida, se submete a sérias consequências cármicas à frente...
E isso é assim, não porque o mundo espiritual quer, mas pela abertura deletéria que a pessoa permite. E os guias espirituais nada podem fazer quanto a isso, pois é escolha dela mesma. E se a escolha é de direito de cada um, as repercussões de cada vibração abraçada também são.
E Nosso Senhor também alertou sobre isso, quando disse que “a cada um segundo suas obras!”
Ah, meu filho, os guias espirituais também choram.
Principalmente quando os seus pupilos dão atenção para os maus conselhos e guarida para a entrada do mal em suas vidas. Porque eles sabem que a pancada cármica é forte, e que a dor e várias decepções purgarão as escolhas equivocadas dos que arrepiarem para fora do caminho da Luz.
Muitas vezes, os mesmos filhos que deserdam do caminho espiritual são os mesmos que imploraram aos seus guias, antes de reencarnar, pela possibilidade de trilharem a estrada da Fé e da espiritualidade. E isso porque se sentiam devedores do passado e tinham consciência das coisas ruins feitas anteriormente.
E é isso o que acontece: pedem novas chances e prometem mundos e fundos antes da descida à Terra; mas, quando vestem a roupa de carne, se esquecem dos bons propósitos e dão guarida para o mesmo mal que os atormentou em vidas anteriores.
E, novamente, entram no ciclo de semeadura destrutiva... Até a hora da dura reparação cármica! A hora da colheita de sua covardia, manifestada na forma de decepções variadas e situações complicadas ao longo de sua vida...
É verdade, meu filho: os guias espirituais também choram!
E, em lugar de dar guarida às suas inspirações benfeitoras, os seus pupilos preferem ouvir o mal; em lugar de captarem a Luz espiritual, preferem as trevas azucrinando suas ideias; e, no lugar da prece e da Fé, o mergulho só nas coisas do mundo.
Muitas pessoas são acossadas terrivelmente pelos irmãozinhos trevosos, mas elas também não fazem por onde serem protegidas pela Luz. E, ao arrepiar do caminho, tornam-se presas fáceis das más companhias - do mundo dos homens, e do mundo dos espíritos.
Os guias espirituais choram por elas. Mas elas chorarão muito mais...
Não porque elas saíram de um lugar em que não estavam mais se sentindo bem; mas porque abandonaram a espiritualidade. E isso não se encontra em lugar algum, pois é coisa de foro íntimo; é Consciência e Fé!
Meu filho, não é fácil aguentar o tranco da Luz no próprio coração. Sozinho é muito difícil. Então, que os filhos de boa vontade caminhem no mundo com equilíbrio e prudência, diante das tentações do mal. E que estejam, cada vez mais, conectados com os seus guias espirituais. Que não se esqueçam da prece e nem de serem honrados com as coisas da Fé.
O caminho espiritual é dentro do coração. E quem trai sua Fé, trai a si mesmo.
As coisas do mundo também são importantes, mas são transitórias. E as más companhias só levam à destruição... Assim como, quem não deve, não teme.
E quem faz o seu guia espiritual chorar, também chorará, no tempo certo que o Carma determinar. E aqui fica esse alerta a todos os filhos que gostam das coisas do espírito.
Que Oxalá abençoe seus caminhos...
Na Fé, na Luz, no Amor!"
Pai Joaquim de Aruanda
por Wagner Borges