segunda-feira, 29 de maio de 2023

EXÚ MARABÔ DA FIM A CARREIRA DO KIUMBA E SEU CAVALO!

 EXÚ MARABÔ DA FIM A CARREIRA DO KIUMBA E SEU CAVALO!


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Exu Marabô está em terra. Os poucos filhos que acompanham aquele terreiro vibram com sua presença. Na assistência algumas pessoas ansiosas aguardam para serem atendidas. O Exú ri, dança, bebe desenfreadamente.
Atende uma filha da casa recém-casada. Fala para a filha tomar cuidado com o marido, pois ele vai traí-la em breve. A moça desespera-se. Ele então passa uma longa lista para realizar o trabalho salvador. Sabe que já plantou a semente irreversível da desconfiança no jovem casal. Na assistência um pequeno empresário aguarda atendimento. O Exú diz que a firma não falirá, para isso precisa de vultuosa quantia em dinheiro para trabalho urgente. Chega a vez de uma médium, filha de outro terreiro, que visita pela primeira vez a casa. Mais uma vez o compadre não se faz de rogado. Diz para a pequena sair do terreiro que freqüenta, pois segundo ele a mãe de santo não entende nada sobre Umbanda. E assim ele vai plantando a discórdia, a desunião, a dor.
Sempre que pode humilha publicamente os filhos da casa.
Os dias passam sem novidades.
O que ninguém ali imagina é que por trás daquela entidade que se diz chamar Marabô, está escondido um enorme quiúmba. Aproveitando-se do fato do tal pai de santo ser pessoa leiga, gananciosa e totalmente despreparado, ele domina o mental do incauto médium. Diverte-se com a angústia dos outros. Sempre que pode põe o pai de santo em enrascadas (cheques sem fundos, golpes que são descobertos constantemente, brigas e desunião em família). E o pai de santo não tem escrúpulos algum em usar o nome de um grande e respeitado Exú de Lei. Ao contrário, fica feliz em saber que aos poucos vai minando a credibilidade do verdadeiro Marabô. O Exú raciocina que o dia em que as trapalhadas colocarão tudo a perder e ele simplesmente abandonará o falso pai de santo à própria sorte. Não será o primeiro nem o último que ele abandonará. Afinal pensa o quiúmba, não fora ele que médium ainda novo, desenvolvendo, resolveu mistificar para dar uma abreviada no processo mediúnico de desenvolvimento? Não fora também por conta própria que o médium abandonara o terreiro de sua mãe de santo, sem ter preparo algum? Sem falar que enquanto esteve lá, desrespeitava os ensinamentos da casa, zombava dos irmãos de santo, dava golpes em tantos médiuns que muitos pediram até sua expulsão da casa? Pois então fora ele mesmo que atraiu o quiúmba e sendo assim essa sociedade duraria até quando fosse possível.
O ser do umbral ganhando energia negativa, achincalhando Marabô, e o falso pai de santo ganhando dinheiro. O quiúmba também aproveitava para trazer em terra seus falangeiros, que se aproveitam dos médiuns titubeantes da casa.
Hoje é dia de gira, no atabaque o atabaqueiro já está devidamente bêbado e sob influência dos asseclas do quiúmba. As filhas e filhos da casa cegos em sua fé e sob forte energia maléfica, são capazes de aceitar qualquer loucura ali realizadas. O falso Marabô está feliz, já olhou a assistência antes de incorporar.
Notou algumas pessoas que não lhe despertaram interesse.
Algumas mulheres velhas e sem dinheiro, um homem que também não traz dinheiro algum. Vai se divertir com eles. Pronto já está em terra!
Atende a assistência como de costume, diverte-se com as angústias, os medos, as dores daquelas pobres almas.
Chega a vez do homem que estava na assistência, ele adentra de maneira lenta. O quiúmba não lhe dá a mínima atenção.
Um erro fatal.
Pois assim que o homem fica frente a frente com o ser do umbral algo inusitado acontece: o homem incorpora, solta uma gargalhada jovial e desafiadora. Alguns médiuns do terreiro que mistificavam ou recebiam alguns asseclas do quiúmba “desincorporam” convenientemente.
O atabaqueiro de tão bêbado, acaba por cair ao lado do tambor.
A assistência não entende o que se passa.
O quiúmba entende, mas para ele é tarde demais.
Por estar incorporado ele não tem tanta desenvoltura como gostaria nesse momento crucial. Está só, que os covardes que o seguiam fugiram dali. O verdadeiro marabo está ali diante dele e avança em sua direção. No Conga as velas começam a queima a cortina que protege o altar. Na cafua a pinga aquecida pelas velas também se incendeia. A assistência percebi que muito errado está acontecendo e fogem todos. Antes o verdadeiro marabo se vira para eles e mostra o quanto foram tolos em se deixar enganar. Fala que devem procurar ajuda, mas em terreiros sérios aonde se pratica a caridade, o amor e a união. Mostra o quanto foram usados. O quiumba protesta, mas é inútil, a máscara já caiu. Marabo não está só, sua falange e muitos exus de lei estão adentrando no falso terreiro. O quiumba é capturado e levado para o reino de exu, onde pagará caro pela insolência. O falso pai de santo está entregue a própria sorte. As chamas consomem o terreiro. Ao chegar às primeiras viaturas do corpo de bombeiros o oficial de plantão presencia uma cena que jamais esquecerá: no meio das chamas o pai de santo é tragado por um buraco negro, some diante dos olhos do antonito bombeiro. Uma risada se faz ouvir. Marabo gargalha satisfeito do outro lado. Apesar das chamas o bombeiro sente frio que lhe percorre a espinha. O terreiro vira cinza e não se acham vestígio do corpo do pai de santo. Justiça foi feita
Saravá senhor exu marabo 

domingo, 28 de maio de 2023

Pomba gira Maria da Praia

 Pomba gira Maria da Praia


Sim, ela é Maria da Praia! A dama do cais dos portos da Bahia, que é minha guardiã e amiga. Compartilho agora com vocês a historia que ela, atraves do uso de minhas faculdades mediunicas, transmitiu a minha cambona (auxiliar) no ano de 2002. Fala da vida Boemia em finais do seculo XIX, mas também de sofrimento e aprendizado através dos erros.

” Desencarnei aos 46 anos de idade…até pra morrer fui teimosa ! Isso se deu quase dois anos depois das primeiras escarradas com o “mal”.

O “mal” a que ela se refere é a tuberculose. E ela começou assim… narrando sua historia a partir de quando desencarnou, e depois para as lembranças de sua infancia miserável em que teria sofrido com abandono e abuso sexual aos 10 anos de idade no sertão nordestino aonde nasceu. Fugindo da seca, almejada uma vida melhor e assim buscou a região litoranea. Aos 12 anos já se prostituia nos portos. Aos 16 conheceu um homem que a instalou em um sobrado. Ela assim descreveu: “era um sobrado caiado de azul… tira eira.. beira… varanda… pisos de tábuas largas. Ainda hoje existe, está abandonado.” Lá ela fixou residencia, e vivia como amante exclusiva desse homem por algum tempo. Ele faleceu, e ela com ajuda de um amigo, conseguiu obter para si a escritura do imóvel. Formou nessa casa então um cabaré e tornou-se uma cafetina famosa, pois aliciava outras mulheres que trabalhavam pra ela na baixada, no cais com a ajuda de vigias. Conta que chegou a ter em torno de 78 mulheres trabalhando em parceria com ela. Sobre os erros do passado que a fizeram hoje estar nessa condição, ela diz: ” fazer o que? fiz tá feito… agora é trabalhar pra pagar. Só em mim tirei mais de 20 bacuri, depois acho que fiquei seca, porque não peguei mais barriga e achei até bom, me poupava trabalho. Ajudei outras meninas a se livrarem. Nenhuma nunca morreu em minha mão, eu fazia direito. Mas quando eu via que encrencava eu chamava o doutor. Coitado… tinha estudo mas era coalhado na bebida, em troca de bebida, resolvia os “poblema” pra mim. Mas não pense que eram só as “meretriz” que faziam uso desse meu serviço. Muita sinhá veio me pedir pra ajudar a filha a se livrar do “poblema”. Quando desencarnei vi toda aquela gente me assombrando. E meu corpo jazia podre, abandonado ,naquele sobrado há dias.”

Disse que também usava facas para se defender e atacar quando achasse necessario. Feriu gravemente varias pessoas e algumas chegou a matar. Conta que arrepende-se de seus crimes, mas tem um dos quais não conseguiu atingir a iluminação para perdoar e se arrepender. Foi o espancamento de uma prostituta que trabalhava para ela e que teria, envenenado um caozinho de estimação que ela havia ganhado de um cliente rico. ” Por donde eu andava ele (referindo-se ao cachorrinho) tava atraz d mim. Naquela tarde acordei e ele não veio pular em cima de mim. Na hora senti um calafrio. Encontrei ele la na sala, ja frio e com a boca espumada. Urrei de ódio ! “Suspeitiei” daquela víbora invejosa e achei nas “coisa” dela o vidro da beberagem que fora usada. Acordei ela “a pudê” de pancada. Arregacei com a cara dela pra que homem nenhum mais quizesse ela e enxotei ela de minha casa. Soube que depois ela morreu por lá, pela rua, de fome… na merda. Ainda to trabalhando dentro de mim pra perdoar essa daí.”

Mas nem só sobre brigas e crimes Maria da Praia falou. Contou também sobre as farras na vida boemia. ” Eita coisa boa que era a “função” em zona portuária. Vinha aqueles homem de longe…. de outras terra. Deitei com homem de todas as raças. Era bom que a gente provava outros sabores …. hahahaha. Eles nos presenteavam com bebidas, coisas finas, diferentes que não tinham lá praquelas bandas. Fiz então um acordo bom com uns marinheiros. Eles me atravessavam umas bebidas boas, vinha livre de “taxa” em troca, eu separava os “pitelzinho” melhores que eu tinha pra eles… hahahahha.

Hoje ela gosta de trabalhar pra resolver questões de desafetos e abertura de caminhos. Recebe suas oferendas em cruzeiros na “calunga” ou em pedras na beira do mar. Quando questionada sobre a maior lição que recebeu disso tudo, ela diz: “aprender a “lidiar” com a impulsividade. As vezes um segundo de cabeça quente pode por perder todo um esforço de uma vida. Feri pessoas e verdade eu estava querendo ferir a mim mesma, porque no fundo, eu não me aceitava na condição de prostituta. Hoje eu sei que eu não fui vitima de circunstancia alguma. Foram escolhas inapropriadas. A prostituição foi o recurso que na época julguei ser o mais adequado.”

ENSINAMENTOS DE MARIA PADILHA DA ENCRUZILHADA DE FÉ

 ENSINAMENTOS DE MARIA PADILHA DA ENCRUZILHADA DE FÉ


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Em certo terreiro de Umbanda, num dia de gira de esquerda, o guia chefe do terreiro, convidou uma moça que havia ido visitar o terreiro, para fazer parte da gira, tudo corria normal quando a sua pomba gira de frente, antes de ir embora pediu permissão para falar a todos os presentes.
Permissão dada, ela começa a falar, deixando assistência e alguns médiuns, diria eu encucados, enquanto o guia chefe, o Sr. Capa Preta, apenas pedia para que escutassem com atenção, ela amparada por ele, teceu este pequeno discurso:
  • Andei meio indignada com tantas futilidades, não imaginam como fica difícil, seguir a nossa missão de ensinar que a Umbanda é uma religião.
Quando muito desanimo, penso nos Orixás amados, que em nós confiaram a importante missão, eles por sua vez quando estes filhos lhes ferem a sensibilidade, lembram-se de Pai Oxalá, lembram-se do Cristo Jesus, e em uma muda prece cicatrizam seus corações.
Porque julgam vocês que os guias foram feitos para satisfazer suas vontades, facilitar-lhes a vida, concretizar suas vinganças mesquinhas?
Porque acreditam os médiuns que são melhores que os outros só porque incorporam, ou tenham qualquer outro tipo de mediunidade?
Porque alguns julgam que raspando a cabeça e deitando, irão se tornar pais ou mães de terreiros?
Quem lhes disse que coisas materiais, ou qualquer sincretismo irão torná-los à altura de um líder religioso? Não sabem que para se tornar um líder tem-se que primeiramente obter evolução espiritual e que esta só vem através de reforma íntima?
Não sabem que o que importa é cumprir uma missão voltada para as necessidades espirituais de cada um, que muito útil é o médium que fica naquele cantinho do terreiro, simples, humilde, mas dono de uma grande firmeza que mesmo não atendendo nenhum consulente dá suporte para que o templo possa funcionar que sua firmeza proporciona condições de muitos serem atendidos sem mesmo terem aberto suas bocas.
Não imaginam que existem infinitos atendimentos feitos fora do terreiro, de tantos e tantos irmãos que por um motivo ou outro não podem se dirigir a um templo ou então não são umbandistas, mas são antes de tudo filhos de Deus Pai, e que nós espíritos trabalhadores sendo de qual seara for, que trabalhamos nas Leis do Pai, não nos importamos com a crença religiosa de cada um, vendo apenas a sua necessidade, e muito precisamos das energias positivas que devem ser emanadas durante os trabalhos espirituais, também aproveitamos os trabalhos para levar para ali espíritos trevosos ou não, endurecidos no ódio, muitos dos quais tão embrutecidos que precisamos do ectoplasma dos médiuns umbandistas, às vezes até da incorporação para que possam mais rapidamente tomar a forma humana, para então depois levá-los para as vias de evolução, ou seja entregá-los a Lei Maior.
Filhos procurem na Umbanda a evolução espiritual, esta é a primordial função de qualquer religião, vocês dirão então quando temos problemas materiais, quando uma faca nos atravessar o peito, não poderemos contar com os guias? Eu lhes responderei, claro que sim, sempre passaremos a força necessária, sendo permitido lhes abriremos os olhos, afastaremos as energias negativas segundo o merecimento de cada um, mas jamais poderemos interferir em seus carmas no direito de cada um do livre arbítrio.
A caridade deverá ser sempre a primeira preocupação de cada filho e as suas atitudes no dia a dia deverão sempre refletir o seu amor ao próximo.
Bem, já falei demais, existe muito trabalho a ser feito, sei que muitos escutaram sem ouvir, outros tantos ouviram, escutaram, mas duvidam que estas palavras partam realmente de mim, outros poucos escutaram, ouviram e estão a refletir, nestes o solo é fértil, e se ao menos um dentro desses poucos tentarem por em prática eu já me sentirei muito agradecida.
Aos que duvidam que estas palavras partam de mim, os convido a fazer um estudo sério sobre evolução na luz e evolução nas trevas, de qualquer forma sempre haverá médiuns sérios cujos guias os poderão esclarecer.
Com uma gostosa gargalhada, Maria Padilha da Encruzilhada de Fé, girou e se foi.
No templo um silêncio, seu aparelho que era apenas uma visitante que havia sido convidada para participar, notou algo estranho, demoraram-se alguns minutos para o ritmo dos trabalhos voltar ao normal.
Quando após a gira alguém comentou sobre o acontecido, o aparelho de Maria Padilha sorriu, a conhecia há mais de trinta anos, ela não perderia a oportunidade, como dizia toda hora é hora de plantar, e a semeadura se faz urgente.
Ditado por Maria Padilha das 7 Encruzilhada de Fé
"Deixem seu Axé para quem conhece está entidade de muita luz"

sábado, 27 de maio de 2023

Banhos e defumações com pitangueira – para 7 causas diferentes

 Banhos e defumações com pitangueira – para 7 causas diferentes


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A pitangueira, combinada com outras ervas e essências podem produzir poderosos banhos e defumações que ajudam no equilíbrio do nosso corpo físico, emocional, mental e espiritual. Veja os ingredientes necessários apontados abaixo.

Banho para atrair dinheiro

Coloque todas as plantas e essências em água quente, deixe abafar por 10 minutos. Tome o seu banho normalmente e no final jogue esta água do pescoço para baixo mentalizando a atração de dinheiro para sua vida. Você pode também fazer um banho de imersão em banheira acrescentando os ingredientes e ficando imerso por cerca de 20 minutos.

Você vai precisar de: folhas de pitangueira, açúcar mascavo, folha de limão galego, folha de louro, folha de salsinha, folha de cedro, essência de cravo, essência de canela e açúcar mascavo. Se preferir, pode adicionar o perfume preferido.

Banho para o fortalecimento do espírito

O processo do banho é semelhante ao descrito acima. Para o banho de fortalecimento do espírito você vai precisar de: folhas de pitangueira, folhas de hortelã, folhas de ‘Comigo Ninguém Pode’, folhas de eucalipto. Se quiser pode acrescentar mel e perfume a gosto.

Banho para afastar fluidos negativos

Para fazer esse banho você vai precisar de: folhas de pitangueira, arruda macho e fêmea, alevante, guine caboclo, guiné pipi e guiné de guampa. Você encontra essas ervas em lojas de produtos naturais ou de produtos de umbanda.

Banho para desenvolvimento mediúnico

Para fazer este banho você vai precisar de: folhas de pitangueira, anis estrelado, jasmim e água de coco.

Defumação de Iansã

Para fazer essa defumação você vai precisar de: folhas de pitangueira, folhas de abóbora, folhas de ‘Espada de Santa Bárbara’, folha de batata doce, alfazema, jasmim e manjericão.

Defumação para afastar espíritos de dentro de casa

Para fazer essa poderosa defumação você vai precisar de: folhas de pitangueira, ramos de alecrim, folha de marmelo, café em pó (virgem, não usado), mirra, incenso, benjoim e casca de alho (ou palha).

Defumação para atrair dinheiro

Além do banho, é possível também fazer uma defumação para trazer mais dinheiro para sua vida. Você vai precisar de: folhas de pitangueira, cravo da índia, canela em pó, folhas de louco, noz moscada, sementes de girassol, pão amanhecido, breu e açúcar mascavo.

Historia Exu 7 Encruzilhadas

 Historia Exu 7 Encruzilhadas


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Salve as forças de "Seu 7 Encruzas", grande falange de Exus que trabalham com o nome do chefe (7 encruzilhadas). É uma entidade de rua, ou seja, trabalha para Ogum, ser um Exu de rua não quer dizer atraso espiritual, e sim o seu tipo de trabalho.
Exu das Sete Encruzilhadas está diretamente ligado principalmente a abertura de caminhos, pois diante dos problemas do consulente ele oferece várias soluções (caminhos) a serem tomados, te oferece opções, boas ou ruins, vai de acordo com o caráter de cada um, não culpe o "Compadre das 7 Encruzilhadas" pelo mal, porque quem pediu foi você! Também está ligado ao dinheiro, tanto a perda quanto ao ganho, as oportunidades de trabalho.

É muito raro médiuns que incorporem essa entidade, pois ele exige "aparelhos" bem preparados e com um bom conhecimento do Axé, e durante a vida oferecem muito aos seus médiuns, mas pedem dedicação, foco, fé e compromisso com o plano espiritual. Nas esferas espirituais atuam como fiscais dos outros exus em evolução, porque sempre são entidades muito evoluídas, atuam orientando, ajudando e combatendo o mal, não suportam Eguns (espirito desencarnado sem luz).

Esse Exu é completo, pois é: Companheiro, conselheiro, guerreiro, feiticeiro e eficiente! Costuma trabalhar com outros exus, como: Tranca-Rua das Encruzilhadas, Gira- Mundo e Capa Preta Das 7 Encruzilhadas, sempre entidades de Ogum. Gosta de bebidas fortes, de preferencia um bom conhaque, porém aprecia Whisky e cerveja branca, fuma charutos de boa qualidade, durante a incorporação assumem um caráter brincalhão, porém respeitoso, meio vanguardistas, se expressam muito bem, pois gostam de tudo certo e bem explicado.

Para seus consulentes sempre pede clareza, para que não exista reclamação depois, devido a cumprir exatamente o que foi combinado, então organizem seus pensamentos e pedidos ao máximo quando falaram com Sr. Das Sete Encruzilhadas. Suas cores são o preto e o vermelho, gostam de fios de conta e capas dessa cor, seu simbolo é o de 7 tridentes ligados pelo cabo, representado as 7 encruzilhas, os 7 caminhos. Suas companheiras variam podendo ser: Maria Padilha das Encruzilhadas ou Bombo- Gira das Encruzilhadas. Sua saudação é o Laroiê, gosta de padê como os demais, de galos e cabritos.

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Esta entidade se apresenta como um homem de idade avançada, de pele escura, barba e olhos vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que sua perna esquerda não funciona bem, por isto é muito comum que se apóie em um bastão.

Prefere beber whisky de boa qualidade e fumar charutos grossos, sua voz é rouca, grave e forte. Quando está manifestado em algum médium, gosta também de farofa. Seu olhar é insustentável e quando se fixa em alguém, parece que o atravessa, sabendo seus segredos mais íntimos. As pessoas que o conhecem sentem certa autoridade nele e o respeitam.

Se desmancha em passagens que envia ao mundo para que transmitam suas mensagens através de seus cavalos (médiuns), sendo que isto acontece com todas as demais Entidades de Kimbanda. Sua vestimenta quase sempre é em tons vermelho e negro, com toques brancos e às vezes dourados (quando fora da Encruzilhada da Lira), prefere a capa e a cartola. Gosta de trabalhar com pouco público, em sessões que tenham força espiritual, onde os que nelas se encontram estejam concentrados ao máximo para dar o melhor de si. Não é importante a quantidade, e sim a qualidade e o resultado final da cerimônia.

Em sua última encarnação foi um Tatá Nganga banto, que foi trazido como escravo ao Brasil. Começou chegando na Umbanda, como um "exu de baixo" e foi levantado para "o alto" quando se fizeram os sacrifícios correspondentes na Kimbanda. Quando lhe perguntamos porque se denominava "da Lira" respondeu:



"Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu..."

Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas também pode ser enérgico e enojar-se quando há algo que ele não gosta. Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..."

Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha sido posto em um lugar privilegiado por alguns autores (os que escreveram com muita subjetividade), ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais.

É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios Exus. 

sexta-feira, 26 de maio de 2023

O simples gesto de ofertar qualquer elemento ao sagrado, por meio de sua fé, denomina-se OFERENDA.

 O simples gesto de ofertar qualquer elemento ao sagrado, por meio de sua fé, denomina-se OFERENDA.


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O ser humano sempre fez oferendas aos "deuses" e divindades ao longo da história, fosse com o objetivo de agradecer a vitória de uma guerra ou para realizar pedidos de fartura e prosperidade na próxima colheita.

Não só na Umbanda (e nas religiões afros) se praticam oferendas, mas também em diversas outras, que, no entanto, não as denominam como tal. O simples fato de acender uma vela, posicionar um copo d'água em algum local especial da casa ou colocar flores ao lado de uma imagem de gesso - com o pensamento em orações - já é uma oferenda.

Na Umbanda, a oferenda tem uma função muito simples e especial: a ligação espiritual e energética do encarnado com os Guias e Orixás.

O umbandista utiliza-se do gesto de oferecer determinados elementos (em sua maioria de origem natural) para agradecer, fazer pedidos, quebrar demandas, abrir caminhos e até mesmo para rituais de firmezas e assentamentos (criação de um ponto de proteção, defesa, descarga, irradiação...).

Esta técnica magística de relação com o plano astral é milenar e não é liturgia exclusiva da Umbanda. É fundamental esclarecer que o Orixá ou Guia Espiritual NÃO COME NEM BEBE os elementos ofertados. Isso é um conceito preconceituoso e ultrapassado de quem não conhece a liturgia da Umbanda. Tais entidades são superiores e elevadas, não necessitando, em hipótese alguma, de alimentar-se da matéria da Terra.

Em termos simples, a oferenda funciona como uma bateria de energia concentrada doada por quem faz a oferta. Nas velas, frutas, comidas, bebidas, ervas, flores ou qualquer elemento oferecido, estão contidos toda a força de sua fé, com seus pedidos e/ou agradecimentos mentalizados (orações) e direcionados a determinado Orixá ou Entidade. O plano superior, ao receber esta "bateria energética", a utiliza em benefício do próprio ofertante, aproveitando o que muitos denominam PRANA - ou Fluido Vital - de sua duplicata plasmática, para o auxílio/equilíbrio do mesmo.

Todo esse processo é auxiliado pelos ELEMENTAIS - criaturas da dimensão espiritual, de inteligência ainda não individualizada, em estágio anterior ao nosso, as quais trabalham para o equilíbrio da natureza e de tudo que nela opera, em benefício do bioma Terra. Assim, toda a oferenda deve ser realizada respeitando o Ecossistema. Do contrário, toda a energia da oferenda será dissolvida no universo perdendo seu efeito, desviando-se da bênção dos Orixás. É imprescindível que o umbandista troque os recipientes de vidro, as toalhas, as moringas e os pratos por folhas de bananeira, cascas de frutas, cabaças etc. É seu dever fazer a coleta devida da oferenda a fim de evitar a poluição e a proliferação de vetores.

É preciso ter muito conhecimento e muito cuidado ao realizar uma oferenda. O alcance de nossos pensamentos e de nossas vontades é extremamente poderoso. Nossas orações podem moldar as mais lindas realizações do universo, como também podem culminar na mais terrível destruição. Em ambas, colheremos os frutos das consequências de nossas escolhas. Utilizar os serviços divinos dos Elementais para ofertar e barganhar com entidades malignas, a fim de satisfazer nossas ambições e prejudicar nossos semelhantes, pode gerar consequências terríveis não só para quem comete tal insanidade, mas para todo o equilíbrio da Terra.

Na realidade, como ainda não alcançamos uma evolução espiritual mínima, necessitamos de um mecanismo material para canalizar nossa energia/pensamento ao astral superior, o qual acaba sendo muito eficiente e fundamental para a realização do bem aos que necessitam. É por esse e tantos outros motivos que as Entidades tanto nos pedem a prática da oração.

A prece sincera e fervorosa, feita com amor, é uma oferenda que alcança os Seres mais poderosas e iluminadas do universo, seja qual for sua religião.

Guardem a fé, irmãos!


O que e um assentamento ?

 O que e um assentamento ?


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Assentamento é o local onde são colocados alguns elementos com poderes magísticos, com a finalidade de criar um ponto de proteção, defesa, descarga e irradiação.
Um assentamento pode ser destinado a uma só força ou poder ou a varias. Mas, em geral, faz-se um para cada força ou poder que se deseja assentar.

Por que assentar uma força ou poder?

Bom, as forças vivem no plano espiritual e os poderes vivem no plano divino da criação e, a partir deles, enviam-nos suas vibrações, auxiliando os trabalhos espirituais que são realizados nos Centros de Umbanda.

Esse auxilio é natural porque se processa religiosamente. Mas como em um trabalho espiritual vêm pessoas com poderosas cargas negativas, é preciso que exista no plano material pontos de descarga que possam absorvê-las e enviá-las de volta às faixas vibratórias negativas.

Esta é uma das muitas funções de um assentamento de força e de poderes.

A entidade assentada (Orixá ou guia espiritual) tem no assentamento elementos com poderes mágicos, os quais utilizam ativando-os segundo as necessidades do Centro, do trabalho espiritual e dos médiuns.

Em regra, faz-se um assentamento central e daí em diante começa a firmeza de outras forças ou de outros poderes ao seu redor, aumentando seu campo de ação e de atuações.

Se é o assentamento de um Orixá, outros não devem ser assentados ao redor ou ao lado dele, porque cada um é um poder realizador em si mesmo, e dois ou mais assentamentos dentro de um mesmo ambiente criam dois pontos distintos que farão a mesma coisa e o recomendado é que, caso alguém queira assentar dois ou mais guias ou Orixás, então deve reservar um ambiente para cada um, separando-os e isolando-os para que suas vibrações, irradiações, ações e atuações não se misturem e não se confundam. Por isso existem assentamentos e firmezas.

Os assentamentos criam vórtices ou “pontos de forças”, enquanto as firmezas de outros guias e Orixás dotam-no de um maior poder de realização.

Esse aumento de poder de realização deve-se ao fato de que os guias e Orixás firmados ao redor do assentamento central “emprestam-lhe” suas forças e poderes e abrem-lhe seus campos de ações e atuações, aumentando o leque de opções ao guia ou ao Orixá assentado, que lhe repassará atribuições ás quais exercerão com desenvoltura, porque terão no assentamento um poderoso ponto de descarga, de proteção e de auxilio nas suas ações mais profundas.

Normalmente se assentam o Guia-Chefe e o Orixá regente da coroa do dirigente espiritual, assim como ao se Exu e Pombajira guardiã.

Os assentamentos do guia chefe e do Orixá devem estar localizados dentro das construções que abriga o terreiro.
Os assentamentos do Exu e Pombajira guardiã devem ser feitos do lado de fora da construção principal que abriga o terreiro, ainda também possa estar dentro de outra construção de porte menor.

O ideal (ainda que isso nem sempre seja possível) é que os assentamentos dos Orixás e dos guias chefes da direita e da esquerda se localizem em cômodos isolados e com acesso restrito, inacessível ao publico.

Quando o Centro não tem espaço para tanto, ai o recomendado é que se assentam o Orixá e o guia chefe da direita sob o altar e o Exu e Pombajira guardiã em uma casinhola na entrada do terreno que abriga o terreiro.

Centros localizados em terrenos e construções amplas tem mais facilidade para fazê-los. Já nos menores, ai é preciso um pouco de criatividade para fazer assentamentos e as firmezas ao seu redo