quinta-feira, 20 de julho de 2023

EXU ORIXÁ E EXU ENTIDADE. QUAL A DIFERENÇA?

 EXU ORIXÁ E EXU ENTIDADE. QUAL A DIFERENÇA?


Nenhuma descrição de foto disponível.

EXU ORIXÁ:
VOVÓ MARIA CONGA: – “Na concepção original do termo (EXU ORIXÁ), não se classifica Exu em um tipo de entidade. É um princípio vibratório que obrigatoriamente participa de tudo. É dinâmico e está em tudo que existe. É a força que impõe o equilíbrio às criaturas que ainda têm carmas negativos a saldar.Em sendo assim, abrange uma enorme parcela no Cosmo imensurável. (Obs.: exu entidade é diferente exu de Nação – candomblé: ver religiões africanas; cultura Yorubá).

Ramatis: Exu é o princípio do movimento, aquele que tudo transforma, que não respeita limites, pois atua no ilimitado, liberto da temporalidade humana e da transitoriedade da matéria, interferindo em todos os entrecruzamentos vibratórios existentes entre os diversos planos do Universo. Por isso, exu é considerado o mensageiro dos planos ocultos, dos orixás, sendo o que leva e traz, o que abre e fecha, nada se fazendo sem ele na magia. Cada um dos filhos tem seu exu individual. Cada orixá com seus correspondentes vibratórios tem seus exus. É o exu o executor das Leis Cósmicas. Não é nem bom nem ruim, nem positivo nem negativo. Sendo neutro, é justo. A função de exu consiste em solucionar, resolver todos os trabalhos, encontrar os “caminhos” apropriados, “abri-los” ou “fechá-los” e fornecer a sua ajuda e poder a fim de mobilizar e desenvolver junto à existência de cada indivíduo a sua situação cármica, bem como as tarefas específicas atribuídas e delegadas a cada um dos Guias e Protetores.

EXU ENTIDADE: Aqui trataremos de Exu na Umbanda, como entidade que trabalha na caridade. São os genuínos exus da Umbanda que garantem a segurança dos trabalhos, mantêm a organização e a disciplina e são grandes “combatentes” quando em atividades socorristas e de resgates nas organizações malévolas do Umbral Inferior. Exu não é o diabo. Exu respeita o carma de cada cidadão e não faz nada que contrarie o livre-arbítrio e o merecimento de cada criatura

Obs.: Os espíritos que “baixam” em alguns terreiros ‘dizendo’ serem exus, galhofeiros, imorais, deselegantes, de vocabulário impróprio, ‘xingando’, enfim, tumultuando o ambiente, não são exus, mas espíritos doentes, kiumbas obsessores, que comparecem ou por invigilância do médium e consulente, ou pela baixa moralidade do grupo mediúnico. Mas essas invasões também ocorrem fingindo-se de caboclos e pretos velhos, pois esses espíritos são mistificadores e tentam fingir o que não são, em processo de assédio para conturbar os trabalhos. É fruto da ignorância dos homens, das suas ambições e vaidades mesquinhas, a exploração desses irmãos doentes, os kiumbas, que, em escambos ilícitos moralmente, fazem-se presentes nas vampirizações fluídicas, tornando alguns terreiros balcão que a tudo resolve por meio dos despachos pagos e rituais macabros e em total discordância com as Leis Divinas e de merecimento individual de cada um.

EXUS: agentes de reajustamentos cármicos e o socorro nas zonas umbralinas do planeta

As entidades que atuam como exus são como guardiões de nossos caminhos (nossas encruzilhadas cármicas). A vibração dessa linha atua numa faixa de retificação evolutiva, fazendo com que muitas vezes sua atuação seja confundida com o mal, o que não é de forma alguma verdadeiro. Se um exu atua numa faixa de correção, muitas vezes no escopo de seu trabalho, alguém vai sofrer alguma mazela por puro efeito de justo retorno. Por exemplo: pessoas que foram muito ricas e despóticas em vidas passadas, na atual encarnação vão encontrar dificuldades para o ganho financeiro. Nesses casos, então exu não irá facilitar em nada essa situação, agindo dentro de uma linha justa de intercessão. E se a criatura fizer um trabalho de magia negativa para conseguir um emprego e prejudicar alguém, e o prejudicado procurar um terreiro de umbanda, pode-se ter certeza de que o contratante do trabalho terá como retorno todo o manancial cármico que distorceu intensificado, por um justo mecanismo de compensação cósmica, que foge ao nosso controle. Então, o que acontecerá depois cabe a Xangô (a justiça) determinar; cabe a exu apenas executar à risca. Parece duro, mas aprendemos com o tempo que as coisas funcionam desse modo, independentemente do que se entende como exu ou não.
Os espíritos que manejam e atuam na vibração de exu são calejados nas lides e psicologia da vida, e desprovidos de sentimentalismos na aplicação da lei cármica. Entendemos que, sem essa vibratória, o planeta seria uma barafunda, e os magos do Astral inferior já teriam instalado o caos na Terra.
Há de se ter bem claro que exu não faz mal a ninguém, ao menos os verdadeiros. Quanto a espíritos embusteiros e mistificadores que estão por aí, encontram sintonia em mentes desavisadas e sedentas por facilidades de todas as ordens.
Os exus atuam diretamente em nosso lado-sombra e são os grandes agentes de assepsia das zonas umbralinas. Em seus trabalhos, cortam demandas, desfazem feitiçarias e magias negativas feitas por espíritos malignos, em conluio com encarnados que usam a mediunidade para fins nefastos. Auxiliam nas descargas, retirando os espíritos obsessores e encaminhando-os para entrepostos socorristas nas zonas de luz no Astral, a fim de que possa cumprir suas etapas evolutivas em lugares de menos sofrimento.

Assim é exu: por vezes incompreendido, outras temido, tantas amado, mas sempre honesto, alegre, feliz, direto no que tem a nos dizer, e incansável combatente da maldade que o próprio homem alimenta no mundo.

Trecho retirado dos Livros: 1-Umbanda Pé no Chão, Norberto Peixoto; 2- Umbanda Sagrada: Rubens Saraceni. 

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Pomba-Gira Sandália de Prata A Pomba Gira Sandália de Prata, não é muito conhecida, e baixa em poucos terreiros.

 Pomba-Gira Sandália de Prata
A Pomba Gira Sandália de Prata, não é muito conhecida, e baixa em poucos terreiros.


Nenhuma descrição de foto disponível.
Pomba-Gira Sandália de Prata
A Pomba Gira Sandália de Prata, não é muito conhecida, e baixa em poucos terreiros.
Nos meus estudos sobre ela, descobri que é uma entidade de uma linha muito antiga. E médiuns mais antigos de umbanda e candomblé a conhecem.
A Sandália de Prata, que eu incorporo, trabalha na linha de Iemanjá. Atua em casos de amor, família e sexualidade.
Protetora de todas as mulheres que são maltratadas por seus companheiros. É uma bela mulher, com seus cabelos cor de mel e olhos claros. Muito alegre e age de acordo com o merecimento de cada um.
Procurando pela internet, não achei nada sobre ela. Pois fui direto a fonte, e ela mesma me contou sua história e permitiu que eu a publicasse.
Então vamos lá, uma bela história dessa mulher maravilhosa.
Maria Rosa nasceu num vilarejo próximo a Olivença, entre Portugal e Espanha, no final do Séc XVII. Nessa época a região pertencia a Portugal, hoje pertence à Espanha.
De família abastada, seu pai, um grande negociante da região possuía influências na corte portuguesa.
Era uma moça de seus catorze anos muito bonita e alegre.
Vaidosa, chamava a atenção por onde passava, com seus cabelos cor de mel e seus belos olhos verdes.
Seu pai sempre ávido pelos negócios tratou logo de casá-la com um homem, dono de grandes propriedades na região e também muito influente na corte portuguesa: um Barão.
A contra gosto e apoiada pela mãe Maria Rosa se casou, obrigada pelo pai.
Foi morar numa bela propriedade em Olivença com seu marido, aparentemente não lhe faltava nada, criados, belas roupas, joias, os mais fartos banquetes.
Porém não passou muito tempo, o marido se revelou um homem ciumento e violento. E Maria Rosa, sofria com agressões físicas. O marido mandava segui-la, desconfiava que tivesse amantes, chegou a trancá-la em casa por quase um mês, depois de tê-la agredido e violentado. Porém, ela não possuía amante, era católica fervorosa e seguia todos os preceitos de uma boa esposa.
Passou-se quatro anos e meio, seu pai havia falecido. Sua mãe adoeceu e Maria não tinha pra onde fugir. Dentro dela cresceu uma revolta imensa, um ódio impensado do pai por tê-la forçado a casar-se tão nova e com um homem que não amava.
E pelo marido ainda maior ódio tinha.
Resolveu então fugir, após descobrir que o marido mantinha outra casa, com mulher e filhos. Levou consigo uma grande quantia de dinheiro, joias e duas mudas de roupa.
Foi para Lisboa.
Lá gozou da grande influência do nome da família, e logo se tornou notável, por sua beleza e inteligência.
Seu esposo não se sabe por que não mais a procurou.
Mais tarde ela ficou sabendo que ele havia falecido. Como não tinham filhos, ela deixou parte da herança do marido, para a outra mulher.
Logo, Maria estava nas altas rodas da sociedade, da coroa portuguesa.
Comprou para si um belo palacete, com sua fortuna deixada por seus pais e marido.
Deixou de ser a carola de igreja que sempre fora e tornou-se uma mulher ousada para sua época.
Recebia vários convites de casamento, mas recusava todos.
Dizia que jamais se casaria de novo, que não era égua para homem colocar-lhe arreios.
Possuía amantes, mas só quem ela queria, ela escolhia e nunca era escolhida.
Recebia muitos presentes caros e joias.
Um dia conheceu um homem muito rico, que por ela se apaixonou.
Tiveram um relacionamento rápido, porém, ele insistia em casar-se com Maria Rosa, que sempre recusava.
Certo dia ele lhe deu uma sandália toda de prata e pedrarias.
Que mandou fazer na Grécia especialmente para ela. Era linda.
Presente digno de uma rainha.
Ela aceitou de bom grado. Tiveram mais uma bela noite de amor.
Pois ela se sentia atraída por ele, e sempre se entregava ao desejo, sem pudores.
No dia seguinte ela o dispensou. O homem foi embora contrariado, e disse que voltaria e ela seria dele e de mais ninguém.
Porém Maria Rosa tinha um amor, um homem que conquistou seu coração, mesmo assim ela não cedia, e por mais que amasse esse homem, não abriria mão de sua liberdade, não confiaria.
Um dia, Maria Rosa estava nos braços de seu amor, na cama e o outro homem, o que lhe deu a sandália de prata, entrou em seu quarto.
Foi com violência pra cima de seu amor.
Maria Rosa entrou na frente e tomou uma bofetada.
O homem que lhe deu a sandália estava com uma espada e ameaçava a vida de seu amor.
Ela não sabe dizer se foi a irá que sentiu pela bofetada, ou se foi pra defender o seu amor. Maria Rosa pegou sua adaga na gaveta do criado mudo, e deu várias estocadas no homem. Que morreu em seus braços.
O seu grande amor, na mesma hora se vestiu e fugiu, pois sabia da importância do outro homem, e o que a morte dele poderia acarretar.
Maria Rosa apavorada lavou-se, vestiu-se e fugiu, somente com sua sandália de prata, e arrependida do que fez. De Lisboa, tomou um navio, clandestinamente, para o Brasil.

Rosa Caveira viveu por volta de 1930 e nasceu no norte de Minas Gerais, um lugar castigado pela seca e pela pobreza

 Rosa Caveira viveu por volta de 1930 e nasceu no norte de Minas Gerais, um lugar castigado pela seca e pela pobreza


Nenhuma descrição de foto disponível.

Rosa Caveira viveu por volta de 1930 e nasceu no norte de Minas Gerais, um lugar castigado pela seca e pela pobreza, sétima filha e única filha mulher, sua mãe já tinha idade avançada por isso teve várias complicações durante sua gestação e a criança nasceu com uma marca estranha no peito que parecia muito com uma caveira, sua mãe, contudo não gostava que falassem isso e disse que parecia uma rosa, e assim deu o nome a menina de Rosa. Seu pai faleceu quando ela tinha ainda 11 anos e como sua mãe era velha, ela teve que tomar o lugar de mãe da casa. Aos 13 anos, Rosa teve um sonho com um homem bem vestido e que usava um anel prata em formato de caveira, e assim aconteceu, no mesmo ano enquanto fazia compras para sua mãe na feira da cidade, encontrou um senhor bem afeiçoado que se aproximou e disse:
Olá linda moça, o que faz um rosa tão formosa sozinha em uma feira.
No mesmo momento Rosa, assim ela chamava até o momento, respondeu assustada:
-Nada não senhor, me dá sua licença.
-Meu nome é João Batista, sou caixeiro-viajante, mas pode me chamar de João Caveira.
No mesmo momento Rosa se lembrou de seu sonho e ficou com os olhos intactos.
Ao voltar para sua casa, Rosa não disse nada a sua mãe, mas a noite sonhou novamente com o tal moço. E pela manhã voltou a cidade, com desculpa de comprar botões para arrumar roupa para seus irmãos, lá perguntou à algumas pessoas sobre João, mas ninguém o viu ou lembrava-se dele. Voltando pela estrada de terra, em uma encruzilhada na estrada, estava lá João que a cumprimentou:
-Um caminho longo não moça?
E ela ressabiada disse:
-Sim, mas não estou sozinha, meu irmão está por me encontra no caminho.
-Mas e nos seus sonhos, seu irmão também vai te buscar – Disse ele com um olhar denso e penetrante.
Assustada ela correu, e por onde ia ele lá estava, até que cansada de correr, tropeçou e caiu, e ele lhe ofereceu a mão onde carregava o anel e ofereceu a ela uma nova vida. Explicou que não era desse mundo e que de tempos em tempos vinha para treinar uma moça para que o ajudasse, e ela era a escolhida. No momento Rosa não entendeu muito bem, mas seu coração batia forte, seu sangue pulsava em suas veias enquanto ele falava com a voz rouca. E ela aceitou. João Caveira a batizou de Rosa Caveira, a levou para morar na capital e ensinou a arte da magia, de falar com os espíritos, mas advertiu sempre que ela não poderia ser tomada pelo poder, porém ela se apaixonou por ele e sofria muito, e ele aparecia cada vez menos, como costumava falar, tinha que aguardar os portais se abrirem para vê-la. Com passar do tempo sua angustia e solidão, começaram a tomar conta de sua vida, então Rosa Caveira saia noite a buscar nos homens, usando seu poder de magia e encantamento, então sua seu mundo ficou negro e desregrado, que acabou levando-a morte em pouquíssimo tempo. Desesperado, João tentou ajudá-la, mas era tarde demais.
Após sua morte ela entendeu que ele era um guardião do mundo espiritual que treinava algumas pessoas iluminadas para que o ajudasse a tratar dos espíritos que vagavam, porém ela não foi forte o bastante. Rosa então pediu ajuda, foi então designada a voltar a terra para ajudar as pessoas, contudo ainda ama João Caveira e esse amor a prende aqui em muitas vezes se embebeda e cantas cantigas de amores tristes.

terça-feira, 18 de julho de 2023

História de Maria Padilha do cemitério Numa vila aonde morava uma família muito pobre o sobrenome dessa família era Braga

 História de Maria Padilha do cemitério
Numa vila aonde morava uma família muito pobre o sobrenome dessa família era Braga


Nenhuma descrição de foto disponível.
História de Maria Padilha do cemitério
Numa vila aonde morava uma família muito pobre o sobrenome dessa família era Braga, eles tinham 4 filhos, dois meninos e duas meninas, essa família era muito católica até porque naquele tempo a única religião que predominava era a católica e ninguém podia fazer ou ser de outra religião a não ser a católica, mais os Braga tinha um segredo muito serio que ser o povo da vila soubesse iriam caçar a família deles até que não ficasse um de pé, então para evitar o pior os Braga preferiram guardar esse segredo.
Um belo dia uma das filhas dos Braga estava andando pela vila e dê repente algum aconteceu que todos que ali estavam ficaram com medo da menina, mais nem ela sabia o que tinha acontecido, então ela foi correndo para casa e falou com a mãe dela: ¬_Mãe hoje eu estava andando pela vila até que eu comecei a ouvi tudo o que as pessoas pensava e também ouvi e vi um senhor chegar perto de mim e falar comigo só que esse senhor mãe já estava morto, mãe o que está acontecendo comigo?
A mãe fala: _ O mesmo que aconteceu com sua vó filha, ela também tinha isso e por muito tempo que nossa família traz isso, esse que era nosso segredo Maria minha filha, mais mãe minha vó já não morreu! Sim Maria ela morreu conhecida como uma feiticeira, mais a senhora não me disse que ela tinha morrido de velhice mãe, não Maria sua vó morreu enforcada quando eu ainda era pequena, quando ela morreu eu fiquei em estado de choque por um bom tempo ainda bem que eu ainda tinha meu pai e minha tia que cuidaram de mim e de meus irmãos, então mãe eu vou ter o mesmo fim da minha vó, claro que não filha eu não vou deixar isso acontecer, nisso a menina foi e deu um abraço na mãe.
Então daqui pra frente começa a história de Maria uma menina doce, calma e inteligente, mais que tinha um poder nas mãos, quando Maria descobriu que tinha esses dons ela tinha apenas 9 anos de idade, nessa idade e já falava de tudo que poderia imaginar. Maria era branca, tinha os olhos azuis como o mar e era loura era a criança mais bela de toda a vila e ninguém entendia da onde tinha saído tanta beleza naquela menina, ser os pais dela não eram tão bonitos assim, dos 4 filhos, Maria foi a única que saiu linda daquele jeito, mais mesmo Maria sendo tão bonita todos da vila à ignorava, todos que lá morava já sabia o que ela era e por essa razão ela ficava sempre isolada e nunca tinha nenhum amigo para conversar, e com isso os dons dela só ia aumentando, e já que não tinha gente de carne e osso para conversar ela conversava com os espíritos que chegavam perto dela.
Os anos foram ser passando e Maria já com seus 24 anos continuava com seus dons que nesta idade já estavam completamente evoluídos e de uma criança doce, calma ser tornou uma mulher mal, estressada e que só fazia o mal, todos na vila tinha medo dela e ninguém tinha coragem de mexer ou de fazer alguma coisa com ela, mais um certo dia chegou na vila um padre que fazia parte do clero naquela época , mais ele era um padre diferente ele não tinha medo de nada, porque ele fala Deus estava na sua frente e que nada de ruim o penetrava, um dia ele estava andando pela vila para conhecer o povo, então ele passou perto da casa de Maria que era uma casa muito escura e muito feia e ficava cheio de coisas estranhas penduradas envolta da casa, então o padre olhou e perguntou para os fieis: _ Que casa mais tenebrosa é essa? Ai um dos fieis ser aproximou e começou a contar a triste história de Maria para o padre. Padre quem mora nessa casa é Maria Braga conhecida na vila como Maria feiticeira, mais porque deram esse nome para ela minha filha perguntou o padre, é porque padre ela mexe com coisas estranhas e faz coisas estranhas, antes dos pais dela morrer e os irmãos ser mudarem e deixar ela sozinha, ela era uma menina ótima mais todos na vila à ignorava, padre ela é a moça mais bonita da vila, mais agora ela só faz maldade, nossa que história intrigante eu quero conhecer essa tal de Maria feiticeira não é assim que vocês a chama! Quero ver ser a maldade dela penetra meu escudo.

velas de Maria Padilha do cemitério/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca.

Depois que o padre falou isso, ele foi até a porta da casa dela e bateu até ela abrir a porta, assim que ela abriu, o padre ficou paralisado com a beleza dela, mais ela nem deu importância para isso, então ele ser apresentou: _ Bom dia moça! Mais antes que ele pudesse terminar a apresentação ela virou para ele e falou de supetão: _ Eu sei muito bem que é o senhor, voz é o padre novo que chegou na vila e também é o padre que vai tentar de tudo para me jogar na fogueira, mais vejo também que é igual a todos os homens que eu fiquei e dormi, primeiro ficavam paralisado com minha beleza e depois caiam aos meus pés a única diferença e que o senhor e padre e pelo o que estou vendo voz tem uma super proteção que é incapaz de penetrar nele, mais para mim não faz diferença porque eu já sabia de sua vinda para essa vila e sabia também que voz iria me fazer uma visita, bem padre pelo visto esse povo já contou minha história para voz e pala sua cara de espanto contaram tudo direitinho, como eu esperava, mais milha filha como você sabia disso tudo sobre mim e como assim eu que vou ter jogar na fogueira? Padre eu sei disso tudo porque os espíritos que comigo conversa me contam tudo que vai acontecer na minha vida, é isso mesmo padre voz venho para vila com o proposito que até mesmo o senhor não sabia disso e venho para cá sem saber o porquê, foi ou não foi padre? É verdade, pois é padre eu sei que é verdade, mais eu te falo qual é o seu proposito nesta vila, qual minha filha? O senhor venho para cá para me matar, para me jogar na fogueira, mais minha filha eu não tenho nada contra você como eu poderia querer ter matar, ai Maria falou para ele em pensamento porque ele iria matar ela: _ padre eu sei que voz deve está achando isso estranho por eu está na sua mente, mais foi o jeito mais fácil que encontrei dê ter falar o que realmente o senhor sentiu quando me viu na hora que abriu a porta, tenho que confessar que para um padre o senhor tem uma mente bem safada, então fala logo o que eu senti! Tenha calma padre vou falar:_ Assim que voz olhou para mim seu coração foi lá na boca quase pulou para fora, ou seja, o senhor ser apaixonou por mim, mais infelizmente voz não pode ter nada comigo, e assim que ela acabou de falar, ele virou rapidamente e falou:_ sai agora da minha cabeça e que absurdo é esse menina, eu sou um padre honesto e não tenho esse tipo de pensamento, está bom padre ser voz está dizendo, então ele ser despediu e foi embora muito nervoso com Maria. Na mesma hora chegou um espirito perto de Maria e falou:_ você falou de mais Maria, ela respondeu: _ Não tem problema ele com certeza vai voltar.
Então Maria entrou para casa e lá ficou esperando o padre voltar.
Os dias iam passando e Maria continuava lá esperando, mais ela já sabia com quantos anos ela iria morrer, então ela não ser preocupou e continuou o que sempre fazia, enquanto isso lá aonde o padre estava ele não parava de pensar em Maria, mais também pensava ser eu não posso ter ela mais ninguém a terá, mais por enquanto ele nada podia fazer com Maria até ele ser eleito o novo padre chefe de igreja, então ele estudou mais e enquanto ele ser especializasse e Maria continuava com suas tarefas de sempre.
Os anos ser passaram e Maria já estava com seus 30 anos e continuava a mesma coisa até parecia que nunca envelhecia, enquanto isso o padre já estava no poder da igreja como ele queria agora ele poderia fazer com que o rei desse permissão a ele para fazer o que realmente o interessava que era acabar com a vida de Maria que em sua casa já estava preparada ela jogou todas as coisas que ela usava para fazer mal fora e parou e refletiu tudo de ruim que causou as pessoas espantou dela todas as energias negativas e trouxe as positivas, mais ela sabia que já era tarde para ser arrepender, mais ela não ser importava com isso porque ela iria ter como ajudar todas as pessoas que ela prejudicou nessa vida, depois que ela refletiu isso tudo, ela foi até seu armário de pano pegou seu melhor pano e fez um vestido mais lindo de todos que já tinha feito esse vestido era todo vermelho com uns enfeites feito de pano em forma de rosas brancas e vermelhas ele era todo rodado e era muito longo, então ela arrumou o vestido e foi ser arrumar ela penteou os cabelos , calçou os sapatos e claro vestiu o vestido dela, depois de ser arramar toda ela foi para a sala e lá ficou esperando o padre chegar, porque ele já estava a caminho ele já estava indo ao encontro de Maria para pegá-la para ir para fogueira, quando ele chegou na porta da casa dela o padre nem precisou bater na porta, assim que ele pisou na frente da porta dela Maria já estava o esperando do lado de fora da porta, quando o padre viu ela toda arrumada ele ficou em estado de choque, mais mesmo assim ele recobrou a consciência e a comprimentou pela ultima vez e como ela estava com o pensamento diferente Maria acabou fazendo um gesto diferente de tudo que ela já fez, Maria simplesmente ser ajoelhou para o padre e pediu para ele à curar e a libertar e o principal à abençoa-la foi o ultimo pedido dela e assim o padre fez, depois dos comprimento os dois ser dirigiram para a praça central, mais antes de chegarem lá Maria foi zuada e xingada por onde passava, mais ela nada falou ela achou justo que todos na vila a odiasse ela simplesmente abaixou a cabeça e seguiu para seu destino a fogueira, quando chegou na praça aonde estava a fogueira ela virou para o padre e falou:_ eu não ter falei padre que era você que iria me matar por um amor que você não pode ter, é verdade Maria você tinha razão, me desculpa Maria por isso tudo, está tudo bem padre, Deus já me perdoou e a você também eu vou morrer tranquila e em paz.
E assim foi feito ela foi colocada na fogueira e na hora que estava sendo queimada ela gritou para todos ouvirem, “Que Deus ilumine a vida de cada um de vocês.” E depois começou a rezar e a pedir a Deus que não a desamparasse pois ela já tinha ser arrependido e pediu que ser ela poderia ajudar todos que ela fez mal e aqueles que precisassem de ajudar. E essas foram as ultimas palavras de “Maria Braga”. Depois dessas palavra o fogo queimou ela toda.

Moço-Sou-Rainha
Mais ela na verdade sempre foi lembrada por todos da vila, porque ela como tinha prometido ela morreu, mais o espirito dela ajudou todos que em carne ela fez mal, e não só eles porque o nome dela foi muito conhecido por todo lugar e todos que precisaram de ajudar dela era só chamar pelo nome que ela iria ajudar com toda a honra.
E assim foi o fim de Maria morta acusada de bruxaria, mais que no fundo tinha um coração bom e que mesmo depois de morta continua ajudando quem precisa até os dias de hoje.
Maria Braga conhecida também depois de morta como Maria Padilha do cemitério. 

A história da Cigana Samara A cigana Samara é uma mulher que se destaca dentro do seu grupo.

 A história da Cigana Samara
A cigana Samara é uma mulher que se destaca dentro do seu grupo.


Nenhuma descrição de foto disponível.
Cigana Samara – a cigana do fogo

A história da Cigana Samara
A cigana Samara é uma mulher que se destaca dentro do seu grupo. Ela é conhecida como a cigana do fogo tanto pela sua aparência – de longos cabelos ruivos e roupas vermelhas – quanto pelas suas magias, todas ligadas ao fogo evocando as salamandras. É uma cigana feiticeira, e faz feitiços sem o uso de dados, caras ou moedas, as revelações aparecem para Samara na chama do fogo. Para ela basta olhar para a chama de uma fogueira ou de uma vela vermelha que o futuro, passado e presente se revelam a ela. É na brasa que reside a sua força, o fogo não a queima, ela prova isso ao pegar uma brasa na fogueira com as mãos e passá-la pelo corpo, colocá-la na boca, tamanho o contato e a relação que ela tem com esse elemento.Cigana Samara costuma usar roupas coloridas feitas de retalhos, mas sua blusa é sempre vermelha, assim como a flor que leva no cabelo

A magia da Cigana Samara
Ela faz feitiços com o fogo, com as salamandras e costuma usar o sal, a pimenta, frutos, folhas e capim cheiroso, folha de corredeira de aluar e outras ervas. Sempre utiliza também um cristal de Jaspe sanguíneo.

Como feiticeira, suas magias costumam fazer efeito muito rápido. Ela traz coisas esquisitas para a magia, como uma cobra cega, uma sapo seco ou um morcego seco, só ela sabe o porquê do uso desses animais na magia. Se olhar com atenção, vai perceber que ela traz sempre uma coruja consigo, que fica numa árvore próxima, que é a grande companheira de Samara. Ela chama-se Feimi, nome que quer dizer “Acredite em mim”. A coruja Feimi é muito particular, pois possui fitas coloridas com pequenas contas de miçangas nas pontas presa ao pescoço, colocadas pela cigana Samara.

Se você quiser contar com a ajuda da cigana Samara, recomendamos cuidado. É preciso obedece-la e ter bom trato com ela, pois se a tratar mal ela se torna de tal maneira agressiva que pode tornar a vida da pessoa um inferno. Nada de chamá-la a toa, nem sem ter certeza do que realmente quer, todo cuidado é pouco, mas seus feitiços são certeiros e muito eficazes.

O horário que a cigana Samara mais aprecia para aparecer e realizar seus feitiços é as 1:37 da manhã.

Leia também: Cigano Hiago – o cigano curandeiro

Feitiço da cigana Samara para neutralizar energias negativas
Você vai precisar de:

3 figas de turmalina negra ou de madeira de azeviche
3 moedas antigas furadas
3 pedaços grandes de fita azul turquesa, verde esmeralda e vermelho
1 vela verde, uma azul e uma vermelha
1 incenso de cânfora ou de limpeza espiritual
Como fazer:

Em uma noite de lua minguante, lave as moedas e as figas em água corrente e passe-as pela fumaça do incenso. Depois, junte os três pedaços das fitas vermelhas e dê um nó em uma das pontas. Passe as moedas furadas pela fita até que ela fique parada nos nós. Depois. Faça uma trança com as 3 fitas. Agora, acenda as 3 velas formando um triângulo e arrume a trança em torno delas em forma de círculo. Faça uma oração ao seu santo de louvor e depois peça aos cigano que protejam a sua casa contra o mau olhado e a inveja dizendo:

“Assim como o fogo consome estas velas, assim também será consumido toda a energia negativa de mim e minha casa (ou meus negócios)”.

Quando as velas acabarem, coloque a trança atrás da porta de entrada ou ao lado dela.


Leia também: Consulta de Baralho Cigano Online – O seu futuro nas cartas ciganas


Saiba mais :

Magias hindus para atrair dinheiro e trabalho
Simpatia cigana para sedução

segunda-feira, 17 de julho de 2023

ORISÁ OTÌN. OTÌN BÒRÒ ODE!!! (Otin venha ajudar Odé)

 ORISÁ OTÌN.
OTÌN BÒRÒ ODE!!! (Otin venha ajudar Odé)


Nenhuma descrição de foto disponível.
ORISÁ OTÌN.
OTÌN BÒRÒ ODE!!! (Otin venha ajudar Odé)

* Porque é tão rara?

*Irmã de Logun.
*Filha de Erinlé.
*Esposa de Oxóssi.
*Características dos filhos.
Erinlé gerou um filho com Ipondá, chamado Logun'Edé.
Após isso Erinle se casou com Abatan (Ayabá do Pântano) e com ela gerou Otin.
Na mata Otin conheceu meio irmão de seu pai, Oxóssi.
Otin se casou com Oxóssi (Odé de Ifé/Ketu) e com ele gerou um filho caçador, Odé Otin.
Otin é Orisa de Efon, se inicia sim em Homens e Mulheres. Não pega juntó, é a principal mulher Caçadora (Obirin Odé), sempre junto com os Odés.
Otin é rara porque na maioria casas Ketu ela foi diminuída a "Qualidade de Osun", mas nas Efon e mesmo as de Ketu que buscam mais a fundo os rituais, Otin é Ayabá sim, se veste de Azul claro, rosa claro e verde claro, usa abebê, Ofá, lança, e um Obáirú (erukere com osso, duro, que é atribuído a pessoas da realeza), e ela usa um filá que cobre so metade da face.
Existe uma lenda que diz que Otin so pega a cabeça dos filhos mais amados, os que ela faz absoluta questão, pois ela tem o hábito de dar seus Omó para Oxóssi.

*Características dos Filhos de Otin:
São pessoas de fácil convívio, não são revoltados com nada, eles sempre pensam bem e fazem tudo com cautela. São inseguros no amor, sempre temendo perder a pessoa amada. São humildes, não exibem e não esbanjam nada, gostam de uma vida comedida.

No geral são magros e esguios, olhos marcantes. Não tem muitos amigos pois não gostam de muvuca, se concentram em poucas mais leais amizades. Não sentem inveja, preferem viver a própria vida do que se espelhar na dos outros.
Muito raro Zeladores de Otin, ela não tem ambição por ser dona de Ilê, ela somente quer ser dona dos filhos.
Otin nasceu com três seios.
Por sua deficiência física, ela possui um forte sentimento de inferioridade, mas isso deve ser combatido, ja que não ha nada que a diminua.
Otin tem dois talentos: caçar e cozinhar. Mas não gosta de Agricultura , não planta nada, ela colhe o que a natureza dá.

Responde nos Odús Obará Meji, Eji Onilê e Osê Meji.

Saudação: Otíla!!! Oke Mambo Otin!!!