ORIGEM DA UMBANDA (Parte 3)
Existem espíritos que se apresentam dentro da linha (egrégora) dos caboclos, mas isso nãotempo todo. O mesmo acontece com as outras linhas, como na dos pretos velhos e das
crianças. Às vezes ocorre, por exemplo, de um espírito que se apresenta como preto velho, ter sido, em sua última encarnação, um monge beneditino, franciscano, budista... O que importa, neste caso, é a egrégora, a linha de trabalho que ele representa. Fica claro, portanto, que as entidades que atuam na linha das crianças também não são criancinhas recém-desencarnadas...
Por outro lado, há espíritos que não necessitam modificar a aparência de seu corpo astral, pois mantém a “roupagem” de quando estiveram encarnados como índios e pretos velhos.
As três formas de apresentação representam:
Caboclo – A simplicidade, a fortaleza
Preto velho – A humildade, a sabedoria
Criança – A pureza, o amor
Representam também as quatro raças:
Caboclo – Raça vermelha.
Preto velho – Raça negra e amarela.
Criança – Raças vermelha, amarela, negra e branca.
Para encerrar esta pequena introdução aos conceitos da Raiz de Guiné, deixando claro que, acima de tudo, a Umbanda é uma só. O movimento umbandista é como uma colcha de retalhos, onde cada pedaço dá cor e forma ao todo. Não se pode desrespeitar nenhuma forma de se ritualizar e comungar com o Sagrado. Também não se tem a pretensão de impor estes conceitos a ninguém.
A Umbanda é uma religião brasileira, a única no mundo que não tem um fundador ou
codificador, e por isso, seus conceitos são
universais. Cabe aos próprios umbandistas
separarem o “joio do trigo”, com fé raciocinada e amor no coração, nesta longa jornada da evolução.
Ref.: curso teórico Casa Arcas Ramatis
Livros: Hercílio Maes
O Objetivo Cósmico da Umbanda
Livro: Sergio Ribas Pai Oroninkayrê e 1 mais
Primeiros Passos na Religião de Umbanda
Livro: Rubens Saraceni
Sete linhas de Umbanda, As. A Religião Dos Mistérios