REUNIÃO MEDIÚNICA - PARTE I
O DOUTRINAR (Parte I)
(Extraído do livro Diálogo com as Sombras por Hermínio C. Miranda)

(..), o chamado doutrinador não é o sumo-Sacerdote de um culto ou de uma seita, que se coloque na posição de mestre, a ditar normas de ação e a pregar, presunçososamente, um estágio ideal de moral, que nem ele próprio conseguiu alcançar. A despeito disso, ele precisa está preparado para exercer, no momento oportuno, a autoridade necessária, que toda pessoa imcubida de uma tarefa, por mais modesta deve ter. Não se esquecer, porém, de que, no grupo mediúnico ele é apenas um dos componentes um trabalhador, e não Sumo-Sacerdote ou rei.
Sua formação doutrinária é de extrema importância. Não poderá jamais fazer um bom trabalho, sem conhecimento íntimo dos postulados da Doutrina Espírita. Entre os espíritos que lhes são trazidos para entendimento, há argumentadores prodigiosamente inteligentes, bem preparados e experimentados em diferentes técnicas de debate dotados de excelente dialética. Isto não significa que todo doutrinador tem de ser um gênio, de enorme capacidade intelectual e de impecável formação filosófica. A conversa com os espíritos desajustados não deve ser um frio debate acadêmico. Se o dirigente encarnado dos trabalhos está bem familiarizado com as obras fundamentais do Espiritismo, ele encontrará sempre o que dizer ao manifestante, ainda que não esteja no mesmo nível intelectual dele. O confronto aqui não é de inteligências nem de cultura; é de coração, de sentimentos. O conhecimento doutrinário tornar-se importante como base de sustentação.